2006 à Vista!...

Entra, caro Ano Novo, entra, não tenhas receio! Entra, que temos pressa que chegues!
Corre, que trazes contigo folhas novas para escrever histórias que já não queremos velhas!
Entra, Ano Novo, entra! Entra e serve-te de um pouco de Paz, de Amor, de Compreensão!
Chega-te cá, que trazes o teu manto verde de Esperança! Chega-te cá!
Não receies, Ano Novo, que nesta casa ninguém te quer mal!
Vá, despacha-te, que temos vontade de arregaçar as mangas e começar do zero, outra vez! Preparar-te-emos uma festa, comeremos as passas em tua honra e brindaremos à meia-noite pela tua chegada, desejando a todos Saúde, Amor e Paz!

...2006 à Vista!

Ainda assim...


...Um Feliz Natal a todos!

Querido Pai Natal:

Eu gostava de acreditar que tu existes, que não és um mito que se desvaneceu aí pelos sete/oito anos. Porque assim tu deixavas as prendas lá para casa, já embrulhadinhas e com uns laçarotes catitas eu era só levá-las aos destinatários e não tinha de andar na guerrilha urbana das compras.
Porque se tu fosses verdadeiro, eu não tinha de me preocupar com lanches e festas e almoços e outras merdas que tais, organizadas por gente que anda o meio ano de costas voltadas para nós e a outra metade a tentar lixar-nos, num baile de cinismo e prepotência, e nas quais nem apetece por os pés.
Porque se tu fosses verdadeiro, não havia gente má, gente mal educada, só havia gente civilizada, que diria "bom dia" quando se cruza contigo, que te abre um sorriso, que te apanha a chave que cai no chão e te abre a porta para tu passares.
Porque se tu fosses verdadeiro, talvez ajudasses esta gente toda a entender que o verdadeiro espírito de Natal não é o mercantilismo...
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Eu sei que isto não é coerente com um post ali para baixo, acerca da árvore de natal e do espírito natalício que supostamente está lá por causa, mas, há dias em que simplesmente não dá!...

Não quero!

Foi logo o que ele me disse pela manhã. Evitei dar seguimento ao protesto e fazer seguir...
A saída não foi pacífica, porque ainda não tinha acabdo o episódio dos desenhos-animados-que-são-de-miúdas-mas-que-ele-faz-o-imenso-favor-de-ver-e-até-gosta-mais-ou-menos-mas-não digas-aos-meus-colegas, e, por conseguinte, tivémos um valente amuo até ao centro hípico. A Rita foi a primeira a ter a lição, com honras de escolher o pónei e tudo. Ele ficou o tempo todo com trombas até ao umbigo, e nem as investidas do professor resultaram.

Perguntei-lhe baixinho porque razão não queria ele ter a aula de equitação. "Ó mãe, já estou farto!"... Enfim, tentei fazer-lhe ver que aprender a andar a cavalo era giro, e que para andar nos cavalos maiores tinha que saber montar bem...Encolheu os ombros e não houve mais nada a dizer...também não me apetecia obrigá-lo a fazer algo que supostamente serve para lhe dar prazer...

Mas ele percebeu que tinha que se justificar decentemente. Andou a tarde toda a remoer no assunto (julgo eu), porque ao final do dia, veio ter comigo e disse-me "Ó mãe, se eu nem quero ser cowboy quando for grande e tu já tens carro, não vale a pena ir aos cavalos!"...

Bem, é um ponto de vista, certo?...

Curtas

Ela acorda sempre bem disposta.
E com a feminilidade sempre ON: "Ah, mãe, bom dia! Sou tão óptima!"

A ver se faço o mesmo. É difícil.
Hoje foi impossível - assim que me olhei no espelho, ao acordar, tive sérias dúvidas sobre se seria eu mesma ou algum monstro de um filme Série B...


Depois das peripécias com os almoços (eu conto depois), para me deixar traquila, o relatório integral do almoço foi:
Ele: "Mãe, eu hoje comi tudo, tudinho!"
Eu: "Boa! Assim é que é! E o que foi o almoço?"
Ele: "Olha, era carne com arroz e sopa."
Eu: "Sopa de quê?" [querem ver a mania de complicar no que dá?]
Ele: "Olha, era uma sopa que era de sopa de nada, de cor amarela! E era boa!"

Para a próxima devo contentar-me em certificar-me que comem e pronto!

DZert... (estou a escrever isto bem??)

Eu, que nunca vejo novelas (a bem dizer, não vejo televisão nenhuma, porque atendendo ao facto de só haver um televisor lá em casa, democraticamente, estou sempre feita, porque eles são mais que eu...), eu, que tanto me orgulho de educar os ouvidos dos meus filhos com música o menos comercial possível, com um espectro de ofertas que vai de Vivaldi a Bach, de Débussy a Grieg, passando por umas experiências mais electrónicas, género Gorillaz, Depeche Mode, dEUS, Adriana Calcanhoto e por aí fora, eu, que ainda ontem relembrei a fabulosa música dos gatinhos (aquela do "miau fru-fru", lembram-se?), quase ia morrendo com uma congestão quando ele me perguntou "Ó mãe, tu gostas dos DZerts?"...

Foi coisinha para me deixar debaixo do chuveiro por mais 15 minutos, a perguntar-me a mim própria onde foi que eu errei!...

Bruxa...Eu?!

Spirit Witch
You are a spirit witch. Many envy you because you draw your power from within. A mix of all resides within your vital spirit and makes you what is called a "natural" witch. Lucky you. Your powers of intuition are extraordinary, you're intelligent, creative, and beautiful but have a sense of mystery about you. You have a tendency to stay invisible and don't like a lot of attention. You have a strong urge to travel and most likely have already been further than most.

What kind of witch are you?
brought to you by

Espírito de Natal

Sábado foi o dia escolhido para fazer a Árvore de Natal. Ora, comprámos uma árvore de metro e meio, 48 bolas vermelhas, uma estrela bordeaux, muito gira, e luzinhas (tão baratas - 0,50 € - que aqui a bimbaça da mãe, depois de passar o pacote 3 vezes no leitor óptico, foi fazer a mesmíssima pergunta a um senhor do hiper...).

Pronto, tínhamos a tardinha feita!

Depois do Tomás ter feito os trabalhos da escola, lanchámos e lá fomos os três para a linha de montagem...

E montei a árvore, os baixinhos abriram os ramos do "abeto".

Eu enfiei 48 linhas douradas em 48 bolas (que deram um trabalhão a preparar aqui à mãe, mas vale-me a consolação que ficam feitas para o ano que vem); estas, por sua vez foram penduradas por dois pares de mãozinhas que, contrariamente ao que supunha, não deixaram nem uma só cair no chão!

Depois, pendurámos uns sininhos que estavam lá em casa de outros natais, um boneco de neve e um comboio, ambos de porcelana (sim, porcelana!), e eu coloquei as luzes.

No fim, colocámos a árvore em cima de uma caixa, cobrimos os pés com uma mantinha vermelha e juntámos-lhe um micro- presépio (atenção: o presépio é de barro, mexicano, tem mais ou menos o tamanho de uma maçã pequenina e as figuras são do tamanho de um clip...), e uns pais-natal de cera.

É portanto, uma Árvore de Natal de risco (barro, porcelana...).

Resultado:

Está lá, intocada! Tem visitas frequentes e a Rita, a potencial atacante, orgulhosa, repete: "Fôs nós que fixémos! E a mãe fêx ax lujes! Está linda!!" .

Aliás, desde que começou a anoitecer, sábado e domingo, apagaram-se as luzes da sala e só as da árvore se ligaram! E a sala passou a ser o sítio mais cobiçado da casa.

Dentro deste espírito, fizémos os envelopes, com espaço para um selo personalizado, para o Pai Natal.

Parece que afinal, o Natal quer entrar neste Reino, ainda envergonhado, mas quer...

Ter quatro anos...

...por seu turno, é:

...não resistir a desfilar perante um espelho, seja em que ocasião e local for.

...ter mais ou menos duas dezenas de bárbies e príncipes e cavalos das barbies e amigas das barbies e barbies-fadas e não sei quê das barbies.

...ter o guarda-roupa predominantemente em tons de rosa.

...começar a não querer usar calças - a menos que sejam de um tom rosa forte.

...querer pintar as unhas todos os dias.

...querer ir ao salão de cabeleireira cortar o cabelo.

...acordar e dizer para si própria "sou uma princesa tão liiiiiiinda!"...

...bem, pelo menos tem o amor próprio em alta !! :)

Ter seis anos é: ...

...estar permanentemente a beliscar a irmã.

...reclamar sempre do menu ao jantar.

...atazanar a cabeça à Avó.

...só funcionar por estímulos (se não fazes isto, não te faço aquilo...).

...achar que o banho é uma coisa sinsitra e que só se toma uma vez por mês.

...não tocar absolutamente em coisas de miúdas.

...não olhar para a televisão quando passam anúncios de coisas de miúdas e, se acompanhado, proferir um "blhááá´cccc!", para delimitar a "masculinidade"...

...ter a mania que já conduz melhor que a mãe.


...minhas amigas, vem aí o "armário" ...

O Casamento da Avó...

...aparentemente, tem dado pano para mangas, nas cabeças dos baixinhos...
Cá pelo burgo, como vai ser o Tomás a levar as alianças aos avós, e como já sei que ele destesta protagonismos, decidi ver se o ia "habituando" à ideia...a seguinte conversa teve lugar:

Eu: Então, que sorte, vais ter uma festarola no sábado, hã? A Avó vai casar na Igreja com o Avô. E tu vais levar as alianças! que honra!
Ele: O que é honra?
Eu: É pedirem-te para fazeres uma coisa muito importante, como levares as alianças aos avós.
Ele: O que são as alianças?
Eu: São os anéis.
Ele: Mas eles já têm aneis!
Eu: Mas estes são especiais! São alianças! E és tu quem as vai levar!
Ele: Eu?!...Porque é que não as levam eles? ...Não me digas que não têm força?!...Olha, o Pai pode levar!...

...não correu lá muito bem, não senhor...

Matinais...

"Está mais frio hoje", digo eu. " Vamos vestir uns collants, sim, amor?", reforço, preparando-me para o ajudar. Mas, em vez do "sim" habitual, tenho um "Ó mãe, collants são para as meninas!!", indignado, vindo de um "gajinho" que ainda não tem 6 anos feitos...

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A roupinha toda preparada de véspera, para não nos atrasarmos de manhã.
"Não quero!", ou seja, indeferimento liminar.
Fundamento: "Num é corrósa!"...depois digam-me que eu só sei vestir a miúda de cor-de-rosa...

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Eu: Meninos, temos de começar a ver quem vamos convidar para a vossa festinha, sim?
Ele: Tenho de ver quem é que vale a pena...
Ela: Xim, poijé!
Eu: (silêncio...)

Taruga Fixa

...e ela adorou o catálogo!
Tantas coisas para menina, tudo tão cor-de-rosa e cheio de brilhantes!...

Mas ela conhece bem as coisas de rapaz! Até conhecia a "Taruga Fixa", vejam lá!...

Querido Pai Natal...

Este ano, eu queria...

Foram 3 cartas. Só para ele... Mas porque a caligrafia ainda não está apurada, era um pedido por carta, porque mais não cabia...
E ficou prometido ajudar a mana a fazer as suas também. Que os manos mais velhos também ajudam as manas...

A mim cabe-me agora a tarefa de as colocar no correio, direitinhas ao Pólo Norte...

A lenda de S. Martinho


Era Outono!
Era uma tarde de Outono!
Mas era Inverno que fazia!
Martinho, soldado romano
Cavalgava...
E o seu dever cumpria!
Rubra capa o protegia,
De tão grande temporal!
Eis que seu olhar vislumbra
Alguém que gemendo... sofria!
Sua alma generosa
Encheu-se de compaixão!
Parou!...
Olhou!...
E, ... ternamente observou!
Martinho ouviu
Com comoção,
Pedidos de auxílio,
De súplica,
Daquele mendigo,
Ali estendido...
No chão, húmido e gélido!
Todo molhado!
Tão mísero!
Tão sofrido!
Martinho,
Sem hesitar,
Em sua espada pegou
E... num repente
Em duas, a sua capa cortou!!!
De sorriso nos lábios,
Nas mãos do pobre deixou
De sua capa a metade
A outra... p'ra si ficou!!!
E, eis que se deu o milagre!!!
As nuvens que até aí
Poderosas, no céu reinavam,
Espantadas de tanta bondade...
Se afastaram!
Afastaram-se para o sol ver
Aquele gesto generoso
Daquele nobre soldado.
O sol também gostou...
Também gostou, do que viu
E abrindo seus braços dourados
O rei dos astros sorriu!
Isto foi retirado daqui!
Um bom magusto para todos!
Eu cá, vou já arranjar as minhas castanhitas e a jeropiga, que amanhã há magusto lá no Castelo!

Um bocadinho mais de Sol

Custa a arrancar.
Mas consegue-se.
De resto, eu já nos vi, portugueses, a fazer coisas lindas.

Lembram-se das inundações de há alguns anos atrás , já não sei precisar quantos, quando tanta gente ficou sem bens nem casa, a mobilização que se gerou e se conseguiu arranjar roupa e outros haveres para aqueles que perderam o fruto de uma vida de trabalho?

Lembram-se de Timor?

Mais recentemente, lembram-se das vítimas do Tsunami?

Pois umas amigas que conheci há pouquinho tempo estão a divulgar esta iniciativa interessantíssima.

Passem lá. Não custa nada. Ou pode custar um pouquinho. Serve para ajudar crianças africanas a ter uma vida com um bocadinho mais de Sol...

O tempo

Não sei se é do tempo.

Ou se é porque não tenho tido muito tempo.

Ou porque ainda não chegou o tempo.

Na realidade, não tenho tido nem muita vontade de escrever, nem de passear por aqui.

Talvez sejam tempos diferentes.

Não me levem a mal não vos visitar, não vos comentar.

Parece que tenho a mente e a mão dormentes.

Fiquem bem.

Um dia destes trago novidades.

Quando for o tempo.

Inês,

É tanta a dor e a saudade que nos vai no peito, que nem mil gritos nos acalmam a angústia.
Tu sabes. Mas, ainda que nos escape a arte de te trazer em pessoa, temos-te nos nossos corações. Todos, famíla, amigos, todos quanto te amavam, todos quantos foram abençoados com o teu toque.
E amanhã, vamos fazer com que todos saibam que cá dentro, estás bem viva dentro de nós.

A tua Amiga Sara preparou-te uma surpresa. Amanhã vai contar a toda a gente o que sentimos, porque o sente ela, também. Queres ouvir?


"Entre estas quatro paredes, reunimos o incessante amor que sentimos por alguém muito especial, que a todos deixa saudade.

Um Anjo que nos saudou com a sua pureza e bondade, encarando a vida com um sorriso no rosto e lutando com inconfundível coragem contra os obstáculos que a vida colocou no seu caminho.

Viemos louvar esse Anjo luminoso, exemplo de força e determinação, que nos concedeu o privilégio de enriquecer as nossas vidas com a sua presença.

Para ti Inês, aqui fica um enorme beijo de todos os que te amam e te lembrarão sempre com o enorme desejo que descanses em paz nesse Reino de Glória e Luz, onde és Chama que nos ilumina e Estrela que nos conduz."

Viste?

Um beijo, para ti, Anjo Lindo!
Onde quer que tu estejas...



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À Sara, a autora desta homenagem, os meus agradecimentos, que, creio, poder estender a toda a família.
Obrigada.

Amanhã...

Amanhã a chuva ainda molhará ainda mais a minha alma.
Amanhã o frio gelará ainda mais o meu coração.
Porque amanhã é a pior data de todas.
Quem me dera que amanhã não fosse amanhã.
Tenho saudades do teu riso.
Da tua voz.
Das tuas mãos.
Dos teus olhos.
Das coisas que falávamos.
Das músicas que ouvíamos.
De ti!
Amar-te-ei para sempre, Inês!

Durmo bem melhor ...

... depois de ouvir dela "Mãe, até manhã, m'noite e bijinho" e dele "Mãe, até amanhã, é linda!"

Agora vou ali buscar um lençol para apanhar a baba, tá?

As Paredes

Esta semana vou estar sem os meus baixinhos. Já não é a primeira vez, mas isto ainda custa. Custa não ter barulho em casa, não ter discussões porque duas alminhas, no meio das montanhas de brinquedos querem ter o mesmo ao mesmo tempo. É esquisito ver o quarto deles sempre arrumadinho. Acordo sempre às 4 da madrugada (é a hora de ir por a malta a fazer chichi), mesmo sem os ter no quarto do lado. Eu sei que eles estão bem. Apesar de saber isso, dou por mim constantemente a olhar para o relógio e a imaginar o que poderão estar a fazer.

Desta vez, as paredes não estão a pesar tanto. É que as aulas estão a começar e ir à universidade ajuda a esquecer que eles não estão comigo. Quando chego a casa, é só comer qualquer coisa, reler os apontamentos, ler um ou outro aspecto nos manuais e, quando reparo, já estou cheia de vontade de dormir.

Obrigado!!

Obrigado! Mas obrigado MESMO!

Obrigado à Radar, à Antena 3 e à Oxigénio, por ajudarem esta mãe a não arrancar os cabelos no IC19!

Obrigado por passarem Beck, Gorillaz, Kraftwerk, Moby, Interpol, Franz Ferdinand, Skin, BlackEyedPeas e outras coisinhas que me fazem esquecer que estou no meio de uma fila, onde o civismo não é muito!

Bem hajam!


(Se passarem por um Saxo, com uma "miúda" a cantar e a dançar (sim, a dançar, porque se pode dançar da cintura pra cima!!), sou eu!! ...)

Ponto, podemos ficar só pelo Valdispert...

No rescaldo da nossa entrada na escola, (e digo nossa, porque revivi a minha ida para a escola, desde as angústias por não conhecer nenhuma das meninas lá do colégio, até ao almoçar sem ser em casa, ir na carrinha da escola, etc...), temos o seguinte saldo:

O Tomás:
Todos os dias se levanta sem manifestar qualquer resistência, tem sempre vontade de ir para a escola e está sempre impaciente pelo toque de entrada. Já trouxe trabalhinhos de casa para fazer (duas linhas para copiar as ondinhas, sendo que as ondinhas são a letra "u") e já fez amiguinhos e amiguinhas. Uma das auxiliares já o conhece e já me disse que já brinca mais à vontade no recreio. Mesmo a ver-me à hora do almoço (sim, o controle continua...), vai sempre bem disposto para o ATL. Já noto diferenças no vocabulário...para pior! Já ouvi uns "ó mãe, fogo!"...Mas, no geral o saldo é positivo. Espero que seja para continuar...

A Rita:
Anda tristíssima com a ausência do irmão. No segundo dia de escola, levei-a também comigo e assim que o irmão se sentou, ele fez o mesmo na cadeira do lado. Foi uma carga de trabalhos para a tirar de lá! Quando finalmente consegui sair da sala e ir até ao átrio, passou por nós uma professora que me dirigiu um "deixe lá, tem que ter paciência, afinal é tudo novo...", ao que lhe respondi que não era bem o que parecia... Tenho passado um tempinho só com ela de manhã, para ver se a compenso, pois também tem sido muita coisa junta e a presença do irmão era um óptimo consolo...Espero que seja transitório...

Eu:
Estou muito mais tranquila, porque me parece que os meus meninos são "tesos"... O sufoco da carrinha já está tratado e, no fundo, até foi bom; assim o colégio percebe que eu estou em cima do acontecimento. ... Mas que foi um nervo, ai isso foi!
Pronto, chega só um Valdispert...

Era um Xanax, fáxâvôr! ...

Eu tinha decidido ver se o rapaz seguia bem as orientações que passei toda a noite a dar-lhe e que foram reforçadas hoje no caminho para a escola. : "Tomás, já sabes - acabas de almoçar. pões o pratinho sujo no tabuleiro, agarras na mochila, no casaco e dás um beijinho à Professora e dizes-lhe "até amanhã.", sim?". "Está bem, mãe, eu não esqueço!", respondia.

Mas, como nestas coisas de galinhices, eu não deixo os meus créditos por mãos alheias, fui novamente à escola...just in case...

Lá estava ele, muito sossegadinho, à espera da carrinha do colégio... A estratégia hoje era ficar a ver se ele estava efectivamente à espera da carrinha, se ficava dentro dos portões da escola e, obviamente, a hora de chegada da carrinha. Portanto, lá estava eu, qual detective privado, escondida, à coca, a ver como é que as operações decorriam. Mas algo de anormal acontecia... os meninos estavam há muito tempo à espera da carrinha...tanto tempo, que me vi obrigada a aparecer no portão e perceber o que se passava.

Ainda bem que lá fui! Aquele cenário aterrorizador de imaginar o meu filho à espera de uma carrinha que não vem...aconteceu!

A carrinha avariou. Eu sei que é uma coisa que acontece a qualquer pessoa, mas, convenhamos, ter simultaneamente o telefone fixo do colégio avariado, a carrinha avariada e o telemóvel que acompanha o motorista desligado por falta de bateria, é demais e, francamente, tirou-me do sério! Não gostei.

A escola básica, por seu turno, portou-se bem - o senhor que é responsável pelas crianças que ficam à espera dos pais e carrinhas não desarredou pé dali (faço-lhe aqui uma homenagem, porque é trabalho voluntário, isto é, não remunerado) e prontificou-se imediatamente a ligar ao colégio. Eu agradeci, mas preferi ser eu a ligar, para que o colégio percebesse que eu ando "no controle". É pouco simpático, mas é assim mesmo. É o meu filho, não é um pacote qualquer!

E pronto, acabaram-se os dias de sossego. Os meus e os do pai.

Era um xanax e uma caixinha de "mon-chéri", aqui pr'a mesa do canto, ó fáxavôr!...

Discónaite

O que é que acontece quando a mãe é apanhada pela princesa a ver um clip do Gorillaz na Sic Radical à noitinha?

...faz-se uma discónaite em cima da cama, em surdina, para o mano não acordar, he he he!

Depois, dá-se um granda beijinho, um "xempere" * e dorme-se c'a mãe!


* - Para as menos habituadas ao palavreado da Rita, isto significa "gosto de ti para sempre!".

Parabéns, Meu Pequeno Príncipe

Enfim, o dia chegou. O primeiro dia de aulas, “à séria”, como se diz.
Levantámo-nos todos mais cedo, muito mais cedo, porque a minha casa agora é mais longe da escola.

No caminho, cresceu-nos a tensão, pois, de entre todos os dias, tinha que ser hoje, tinha que acontecer um acidente enorme no IC19 que nos fez perder meia-hora numa fila, a meia-hora que tinha planeado passar com ele e com a irmã, antes de entrarmos os dois na escola nova. É sempre o costume…

Já desde ontem que se adivinhava alguma preocupação da parte dele. Os “não quero ir à escola nova” que se repetiram pelo fim da tarde já pronunciavam uma resistência. Eu já sabia que ia ser assim. Já o conheço.

Entrámos, apesar do contratempo, bem dispostos - ele e eu -, e descemos a rampa da escola numa corrida maluca, de mochila nova (e voadora, mas afinal, uma mochila do Homem-Aranha que se preze, também voa!), entrámos e lá subimos ao 1º andar, a distribuir sorrisos e bons-dias a toda a gente! É sinal de boa educação e o melhor meio de estabelecer contactos!

Ajudei-o a encontrar um lugar, para que não ficasse sozinho numa mesa. Sentou-se. Senti-o um pouco inseguro. Dei orientações de última hora à Professora, e deixei-me ficar no fundo da sala, como combinado no dia da apresentação. Esta semana, excepcionalmente, a nós, pais, foi-nos permitido estar presentes na aula hoje, e durante o resto da semana, levar os meninos à sala.

Confesso que, se gostei desta “oferta”, por um lado, mas, por outro, senti que o reverso da moeda podia não ser tão positivo: acho que destabiliza os meninos - aqueles cujos pais se foram embora ou não estiveram de todo, sentem-se um bocadinho tristinhos por estarem ali sozinhos. e os que estão acompanhados, porque adivinham a angústia nos sorrisos amarelos dos pais…

Foi por isso que, apesar de lá terem ficado ainda duas mães, eu saí antes do recreio, embora com a oferta mais que tranquilizadora da mãe do colega Daniel, que se prontificou a dar um olhinho ao meu baixinho no recreio, não tanto por causa dos meninos da sala, mais por causa dos meninos mais velhos….

Enfim, é mais outro corte. Tem que ser…e, acreditem, doeu-me mais este que os fórceps!...Doeu-me vê-lo assim, com arzinho de passarinho caído do ninho, completamente assustado (aliás, estavam lá uns quanto na mesma…), a olhar para mim, a suplicar-me com aqueles olhinhos mais lindos do mundo, que o tirasse dali!...

Eu sei, eu sei, eu não sou mãe-galinha, sou mãe-uma-data-de-galinhas!
E por isso é que, durante a minha hora de almoço fui à escola, para ver como é que tudo tinha corrido; entrei, fui até ao refeitório e lá dei conta do meu pititi, a comer, devagarinho, mas com o pratinho quase vazio, tranquilo (havia meninos ao lado dele que estavam muito á vontade na aula e à hora de almoço choravam). Aproveitei e dei mais dois dedinhos de conversa com a professora, que me deu mais umas orientações. Ele ficou tão feliz por me ver ali! E eu também! Aproveitei e fiquei com ele até vir a carrinha do colégio, onde fará o ATL todas as tardes. Foi óptimo, porque a transição da escola para a carrinha do ATL era uma coisa que me deixava muito ansiosa.

Depois do nervo da manhã, devo dizer-vos que estou orgulhosa do meu baixinho, porque mesmo a choramingar à minha saída, mesmo tendo passado o recreio de mão dada à professora, desenrascou-se bem no resto. Tenho a certeza que vai tudo correr bem!

Parabéns, meu querido! Estou orgulhosa de ti! Ensinaste-me a deixar-te voar!

Em Silêncio

É como fica o castelo deste reino quando os dois baixinhos não estão por cá...
Apertado é como fica o coração desta monarca, quando a corte não está...
Frias, é como ficam as paredes deste castelo.

Absolut ...Baba!

Ele: Mãe, éu uma queridinha! E cheiras bem!
Eu: ...[sem palavras, só baba, mesmo]...
Ela: És uma ximpática!
Eu: ...[mais baba]...
Deixam passar mais ou menos 30 segundos, fazem um "assessment", e depois, quando o meu ar aparvalhado já garante o sucesso:
Em coro: Podemos ver bonecos?

Quinta, 8 de Setembro, 20h45m ...

Com ajudinhas destas...

Eu tento manter as relações com pai deles o mais saudável possível, que nestas coisas de separações, é sempre algo meio complicado. O equilíbrio é sempre muito precário.

Às vezes, sem quererem, os miúdos geram confusões do arco da velha.

Esta, felizmente, teve mais piada do que estragos. Até porque acho que o pai deles se apercebeu da conversa.

Eu: Tomás, olha, o pai está aqui ao telefone para te falar.
Tomás: Não quero. Estou a brincar.
Eu: Mas, filho, o pai já tinha ligado antes, atende-o lá...
Tomás:Não quero. Agora estou ocupado a brincar!
Eu:Vá lá, não sejas assim...até me disseste hoje que tinhas tantas saudades do pai! Vá lá, dá-lhe só um beijinho.

Com o ar mais enfadado do mundo - sim, porque a criança estava "ocupada" a brincar -, pega no telefone e diz o seguinte ao pai: "Estou? pai?...olha, a mãe disse para eu te dar só um beijinho e desligar."

Com ajudinhas destas...

Rapidinhas

Na viagem de regresso das férias na Avó, feita depois de jantar, para aproveitar ao máximo o último dia:
Eu: Meninos, a mãe vai parar ali na área de serviço, porque está cheia de sono e tem que beber um café, ok?
Ele: Ó mãe, se tens sono, faz assim: pensa que ainda está de sol, porque quando se está de sol não se tem sono. Assim, já não bebes café!

-//-

Durante as férias, na minha casa, o DVD avariou-se repentinamente, enquanto tentávamos colocar um filme.
Ele: Ó mãe, põe lá o filme!
Eu: ò Tomás, eu bem queria, mas parece-me que o DVD avariou-se outra vez.
Ele: Ó meu Deus, eu não posso viver nesta casa sem um DVD! (o que mais me impressionou foi o dramatismo empregue...)

-//-

No dia dos anos da avó paterna, aproveitei a visita aos baixinhos lá no Alentejo e fiz a ligação.
O Tomás cantou os parabéns à ávó, com a irmã, ao lado, a cantarolar também. Convém aqui dizer que a Rita anda com a mania de chamar "maluca/o" a toda a gente. Quando chegou à vez de ser ela a falar à avó, sai-lhe um "Eu não queru falar contigo, tu és maluca!". Fiquei contente, certo?? (quer dizer, fiquei sem saber onde me meter e lá desculpei a piolha à avó...)

-//-

Dia de rentrée escolar. Nem muito ânimo, nem muita birra. Calminha q.b. Quase à chegada à escolinha, a Rita diz "Tenho xódades da Xandara!" e sorri. O Tomás acabou logo ali com o "barato" da irmã com um "eu não tenho saudades de ninguém! E quero ir de férias!". Ninguém mais falou até à escola...

No rescaldo...

... do nervoso que me assolou por causa destas andanças da entrada do meu baixinho na Escola Básica Número não-Sei-Das-Quantas (se aquilo não era mais simpático ter um nome!), já estou muito mais calminha. De longe...quer dizer, já só me dói o pescoço e o estômago!...

Primeiro, a experiência em Março, do preenchimento da ficha de inscrição, só por si já fazia antever que a coisa havia de ser tudo menos simples...desde o questionário dos dados pessoais do aluno e do agregado familiar, que deve ter aí umas 10 páginas, às opções que lá nos pedem que tomemos (Ex: "indique outro estabelecimento de ensino para o caso de não haver vaga" - esta é lixada, sobretudo se nos mudámos para aquele local há pouco tempo e não fazemos ideia nenhuma se as opções afixadas na parede são lá perto ou em Vila Franca de Xira...)

Depois, a espera para saber se o miúdo fica lá ou não. Com a agravente de ser uma candidatura condicionada - não por amaciador para cabelos normais, mas pela data de nascimento do piolho...Só soubemos em Julho...

A seguir: livros. "Os livros? A lista está na papelaria lá de baixo." Convém esclarecer que o "lá de baixo" significa 3 papelarias... podia ser pior.

Agora, este stress da turma de dia vs. turma da tarde...isto rebenta com os nervos à alminha mais calma! ...Só hoje de manhã roí as unhinhas todas da mão direita!

Como se isto não bastasse, assim que eu expressei aqui as minhas angústias, começo a ouvir falar de uns entes esquisitos, os "Agrupamentos" e tal...uma pessoa não aguenta com tudo, pá!

De repente, vi-me a travar uma batalha, contra uns seres infernais, assim parecidos com os monstros do George Lucas, género verruga falante ou coisa pior, grandes, viscosos, enormes, sentados numa secretária gigante, com o carimbo vermelho do "Indeferido" à espera para ser aposto, e que nunca mais me resolviam o caso...

Uma mãe de primeira viagem, como diz a minha Annuska^, leva com uma destas e fica aviada!!

Tive sorte...mas, bolas, ó senhores ouvintes!

(Onde é que eu deixei a lima das unhas?...)

Eu me confesso: sou uma mãe em stress!

Não dá.
Estou absolutamente num nervo, as unhas é que pagam e os meus colegas! Nem eu me aguento!

É por causa da escola. Pronto! Que é que querem? Isto é mais forte que eu.
Agora liguei para a escola e falei com uma professora que me disse não saber ainda o dia em que as aulas começam. Aproveitei para perguntar se era costume haver turmas à tarde, assim como quem não quer a coisa, e ela respondeu-me que sim. E em resposta à pergunta seguinte "E a que horas entram?", repondeu-me"Normalmente entram ao meio-dia, para almoçarem. Se quiser ligar mais tarde ou amanhã, peça para falar com a coordenadora da escola, que as turmas já estão formadas, mas eu agora não posso dizer-lhe nada, que vou para uma reunião."
Ok - resultado: dor de estômago. E se o miúdo é colocado numa turma da tarde? Como é que eu faço, uma vez que não existe esse horário no colégio onde ele vai fazer o ATL?
Tirem-me deste filme!!!

UPDATE:

Depois das preciosas orientações que me foram dadas, e que agradeço do fundo do coração, liguei de novo para a escola, falei com uma alminha amorosa que já me informou que o meu baixinho ficou colocado numa turma da manhã. Já sei, inclusivé, o nome da professora e a salinha dele.
Ufa!...Já me estava a preparar para travar uma batalha burocrática, mas vá lá...

Esperança

Maria e António, o post de hoje é-vos dedicado.

Conheço-vos há muito tempo. 15 anos...A ti, Maria, há mais tempo ainda, uma vez que fomos colegas de escola.

Passámos juntas momentos tão diferentes - desde a forma como a nossa amizade começou, passando pelos namoros e empregos, os casamentos - os nossos, os das nossas amigas - os empregos. Os filhos. Os meus. Que os teus são ainda um sonho. Prestes a ser realizado.

Espero que a etapa que hoje começas traga, por fim a realização desse sonho, que partilho convosco. O telefonema que vou querer ouvir há-de ser a dizerem-me que vos empreste a mobília de quarto e as roupinhas!

Muita força, muita esperança.

Eu vou estar aqui deste lado, para o que for!

Gosto muito de vocês!




Nota: por questões de respeito da sua privacidade, alterei os nomes, que não são, obviamente, Maria nem Manuel.



Leite com mimo

Ela é muito mais mexida que o irmão. Usando fenómenos atmosféricos como metáfora para explicar a diferença entre um e outro, ela é um furacão, quando comparada com ele, que é uma brisa fresca, daquelas que se sentem em noites de verão.

Mas não é por ser assim, que a minha Rita é menos afectuosa. De todo!

Depois de regressarem das férias passadas com o pai, vinham contentes e saudosos de mim. [Pausa para a autora apanhar a baba]. Na primeira noite quebrámos uma regra nova - não se dorme na cama da mãe. É que existem alturas que não há como dizer não a dois pares de olhinhos suplicantes... Mas na noite seguinte, cada um na sua caminha.
Beijinhos, abracinhos, leite com miminhos à deita, xixis e dentes lavados, tudo no espaço de 45 minutos. Não está mal.

A mãe vai para a cama, liga a TV, a ver se vem o sono, luz apagada. Ainda não haviam 5 minutinhos passados, entra-me pelo quarto adentro um par de olhinhos de azeitoninha, numa cara muito marota só para me dar um abraço e dizer "Mãe, goxto ti, xempere!".

Mimos...

...é o que vocês me dão! Ai que uma pessoa habitua-se mal!
Não posso deixar de mandar um beijinho de agradecimento muito grande a todas as visitas deste Reino!
Sabem mesmo como fazer alguém sentir-se bem!

Etapas

Mais uma etapa nova.
O Tomás vai para o 1º Ano. Estou eu, com toda a certeza, mais ansiosa, que ele. Porque vai para uma escola oficial, onde as mordomias do jardim de infância se acabaram, nomeadamente, o controle disciplinar dos meninos, os cuidados com a alimentação, etc, etc, etc.
Tenho as melhores referências da escola, e, inclusivamente, no único telefonema que para lá fiz, gostei da forma como fui atendida, pois pareceu-me que tudo está bem organizado. Mas não consigo deixar de andar ansiosa com este acontecimento.
MAs esta ansiedade tem outra explicação. E isto já vem desde o dia, em Julho passado, em que fui à papelaria onde estavam disponíveis os livros adoptados na escola e os fui comprar.
Ao recebê-los da mão da senhora que estava ao balcão, fiquei calada, quieta. Aquilo foi como uma lambada forte. "A senhora acha os livros muito caros, é?", perguntava a simpática velhota. "Não, até não. Não é isso. Sabe, assim que agarrei estes 3 livros, passaram-me pela cabeça, numa fracção de segundo, os quase seis anos de vida do meu filho, e realizei que passaram depressa. Demasiado depressa...", respondi-lhe.
É mais outra etapa. É mais outro degrau no caminho dele. Mais um corte. É inevitável. É assim que tem de ser. Mas faz impressão.
Só espero estar à altura da ocasião.

Flying Solo

Pois é...estou de regresso. Estou de regresso ao trabalho, à vida. Á minha nova vida.
Mas, este ano, o regresso tem um sabor novo. Tem o sabor de ser eu a comandar o leme.
É, agora, o meu leme.
Deixei o passado para trás. Dele, desse passado a quatro, trago recordações boas, momentos felizes que retenho como se de fotos se tratassem. Não quero saber das coisas menos boas. Essas, hão-de se perder. O tempo encarregar-se-á disso. Mas ficam as lições.
E trago um tesouro preciosíssimo- os meus dois baixinhos. São eles a razão de, ainda hoje, me dizer a mim própria e aos outros "Não me arrependo de nada!".

O presente vai ser duro - nunca vivi sozinha, há decisões que nunca tomei por mim própria, situações que nunca imaginei vir a passar sózinha, enfim, uma vivência completamente diferente.

Por vezes, fico com medo de magoar os meus tesouros, mas, fazendo as coisas com calma e ponderação, acho que vou conseguir. Vou confiar no meu instinto de mãe.


Ás vezes, assusta um bocadinho. Mas, mesmo assim, sabe bem. É um desafio. E depois, tenho uma coisa que é fundamental em situações como esta - uma Família, com letra grande! E Amigos. Com letras grandes também. Todos têm sido incansáveis. Incomparáveis!


O Futuro? Esse, ainda não está cá - e só vem a ritmos diários. Pois, viver um diazinho de cada vez. Nada de doses excessivas de desespero nem de entusiasmo. Pragmatismo q.b..

É o que tento fazer...às vezes é difícil, mas, mais tombo menos arranhão...só quem cai é que aprende a levantar-se, não é?

A Primeira Estrela da Noite

Estamos no nosso novo castelo.

Estava uma noite de verão muito agradável e as cores com que o céu fica quando o Sol se põe são lindas, ali, merecendo que nos detenhamos um pouco, naquele momento mágico do por-do-sol, ainda que não haja mar no horizonte. Só o palácio da Pena, empoleirado sobre a Serra de Sintra.

Chamei-o. Que viesse ver aquilo comigo, que era lindo. Gostava de o habituar a apreciar estas coisas, o que acho ser tarefa fácil - ele é extremamente sensível.

Veio. Ficámos os dois à janela e expliquei-lhe que eram as cores do quarto onde o Sol se deita todas as noites. Riu-se. Ri-me também. Sei que ele sabe que aquilo sou eu a inventar...Mas não interessa, porque nos rimos tanto!

Depois, ao olhar para o céu, lá a vi, "penduradinha" por cima do Palácio e disse-lhe que aquela era a primeira estrela da noite, e que, sempre que a vemos, podemos pedir-lhe um desejo. Mas, adverti-o, é segredo, não se pode dizer a ninguém. Então, lá pôs um ar muito sério, e, depois de um minutinho ou dois, disse com um ar orgulhoso, como quem termina uma tarefa hercúlea:
"Já está!". E, curvando-me até ao nível do seu ouvido, segredou-me "Já pedi, Mãe! Sabes? Pedi aquele boneco que é um monstro verde do Action Man para quando fizer 6 anos. Não digas à Estrela!"
Assegurei-o de que a minha boca jamais se abriria com qualquer inconfidência à Estrela...

Pela minha parte, desejei ardentemente que tudo nos corra bem!

Não digam à Estrela, por favor!

De um filho lindo que eu tenho...

...e que depois de ver a irmã chegar do pediatra, maçada, ensonada, birrenta e mal disposta, se virou para a Avó e disse "Ó Avó, eu já não sei o que hei-de dar à minha Rita para a fazer feliz!..."

Meu Menino de Luz, meu Príncipe, o amor que tens por ela, esse amor orgulhoso e doce de "mano grande", é o tesouro mais precioso que alguma vez lhe podes dar.

E um dia destes, ela há-de perceber isso.

Um beijo tão grande para o Menino mais lindo do Mundo!

Para ti, Meu Anjo

Por ti e para ti, meu Anjo, reabro este espaço.

Porque de ti recebo coragem. Muita.

Sinto-a de cada vez que as coisas me correm menos bem e, ainda assim, sigo para a frente. És tu quem me empurra!

Sinto-a na força com que tenho vinda a ultrapassar alguns obstáculos que, outrora, consideraia intransponíveis. És tu quem me faz correr.

Quanto mais querem que eu caia, mas sinto a tua mão a puxar-me para cima!

Foi essa uma das lições mais importantes que aprendi - nunca desistir, enfrentar os obstáculos de peito firme!

É para ti, mais esta pequena vitória que agora obtive!

Voa alto e livre, para sempre, Meu Anjo!

Só vim abrir as janelas...

...para arejar um bocadinho. Não resisti.

Já estou há tanto tempo sem escrever que não pude resistir a passar aqui e escrevinhar umas linhazitas...

E que bem que me sabe publicar mais um post acerca de...enfim,...nada em especial.

Os baixinhos estão bem, e isso é que importa.

O resto, o resto depois vê-se...

Um beijo a todos quantos por cá passavam e passam!

A excepção

Tenho que levantar o "cerco" para abrir aqui uma excepção àquilo que decidi no mês passado.

Só por questões de solidariedade. Era um dever. É por uma causa nobre e não custa nada. Mesmo nada.

Pediram-me que divulgasse este sítio.

Passem lá. Não custa nada. Vão ver!

Um beijo a todos.

É desta...

Tal como já anunciado, é aqui que me despeço de vós.

Fiquem todos bem. A vida segue lá fora...

Um beijo.

"Temporariamente Fora de Serviço"

A vida às vezes tem destas coisas. Que é como quem diz, tem destas contrariedades...

Falo das decisões, das difíceis. Como esta que acabo de tomar. À excepção de um post que só publicarei amanhã, e que dedico à minha Princesa, ao meu Anjo, este post vai ser o último deste blog.

Faço-o com um misto de tristeza e orgulho, porque desde o início me senti acarinhada por todos os que aqui fizeram o favor de passar e perder tempo a deixar as suas palavras de encorajamento, de amizade, de brincadeira. E habituei-me a desabafar com as letras e a partilhar as conquistas e traquinices dos meus baixinhos.

Só ando por aqui desde Março, mas congratulo-me de poder dizer que conheci muita gente boa. Uns pessoalmente, outros ainda não.

E o saldo foi francamente positivo. Gostei de aqui estar.

Até logo...


A Fada dos Dentes...

...´ta bem arranjda, cá por estas bandas, pois 'tá!

Pois é, o Tomás já está na "muda" dos dentes. Resolvi dar um toque mais à século passado e lá vim com a conversa da Fada dos Dentes...correu mal.
Estes putos já não admitem conversas com pouca argumentação lógica, é o que é. Foi assim:

Eu: Então ó Tomás, sabes o que é que acontece quando os dentes estão a abanar?
Tomás: Sei, caem os dentes.
Eu: E sabes o que é que se faz a seguir?
Tomás: Sei, desinfecta-se e põe-se um penso.
Eu: Nãããõooo - põe-se o dentinho debaixo da almofada, e de manhã está lá uma moeda.
Tomás: Blharrghh - que nojo! Para quê, não tens dinheiro? (como quem diz "ó pindérica, é preciso andar aqui a sacar os dentes ao filho??")
Eu: Porque existe uma Fada - a Fada dos Dentes e é assim que a Fada dos Dentes faz!
Tomás: Mas como é que "essa" Fada sabe que o meu dente vai cair? (já não se engana um puto assim tão facilmente...a evolução das espécies...os meus netos já devem "vir" sem caninos, dentes do siso e com um dedo poelar enorme, para os sms's...calculo)...
Eu (resolvi "informatizar" a conversa, para não passar por "tóininha"): Ela tem um computador que tem lá uma base de dados de todos os meninos do mundo que têm dentes a abanar...
Tomás: Então a mãe dela não a avisa? É preciso um computador? Olha que mesmo as fadas têm as mães que a avisam, ou não?? (os putos são mesmo difíceis de contentar...)
Eu: Pois, não sei se calhar tem...
Tomás: Mas porque é que ela me dá uma moeda? E porque é que não me acorda para dar a moeda?
EU:Tá bem, pronto... preferes um chupa-chupa ou um ovo da Kinder...?

Tou k'a moca...

...ai que preguiça qu'eu tenho hoje... é dos amarelinhos do apetite...mas "prontes", a pedido de várias famílias, lá vai.

T'áki um post ... de pescada...!

"CREL"

É assim, uns dias parece que não se consegue ver o caminho, de tanto nevoeiro, de tanta curva sinuosa que a nossa estrada tem. A chuva é torrencial, e por mais que o limpa pára-brisas trabalhe...não se vê um palmo à frente do nariz...

Mas depois, o sol consegue romper, por detrás das nuvens mais negras e lá aparecem umas rectas, com uma paisagem mais calma, menos agreste...sim, ainda existem ventos fortes, mas consegue-se conduzir, sempre com cautela, porque o piso ainda está escorregadio...e se abrirmos a janela, até sabe bem o ar frio, a passar-nos na pele, que se arrepia...e reparamos que estamos vivos, afinal...

É esta a minha estrada. Já saí do "Itinerário Complementar do Desespero". Desviei para a minha "CREL" (Caminho Repleto de Esperança e Luz)... e vai-se bem... sou eu quem vai ao volante...


Obrigado.
Por tudo o que vocês têm feito por mim nestes dias e nos outros todos...não vai haver nada suficiente para vos retribuir...só a certeza de que vos amo muito.

Que susto

Não sei o que é que se passa com o meu blog, mas tenho apanhado uns sustos valentes hoje!

É que me desaparece o Reino... mau maria, ó senhores do blogger!! "Atão"!?!?

Bom, "vamo" lá a ver!

Sub-16

É desta! Tem que ser desta!

Estou a tomar uns comprimidinhos simpáticos para abrir o apetite, a ver se deixo de me vestir na secção dos sub-16... e só tenho a dizer que os ditos estão a fazer um efeito...do caraças!

O meu jantarinho de ontem foram duas postas de pescada, daquela granjola, batatinha e cenourinhas, de fruta, uma banana. Isto tinha sido precedido de uma sandocha de queijo, em pão de Mafra.

Hoje, aqui sentadinha onde estou, já "limpei" o pequeno almoço e o lanche... e não páro de olhar para o relógio a ver quando é que vem o almoço...

Juro que isto não é para fazer inveja a ninguém, de verdade.

É que, se não me ponho a pau, qualquer dia estou igual de lado e de frente... e gosto tanto do meu bikini...

Sala de espera...

17 horas, chamada do colégio...deixa-me sempre com os cabelos em pé "o que é desta vez, quem é que adoeceu?"... desta feita, foi a Rita que passou mal do estômago e largou todo o almoço. "Não tem febre, fique descansada, é só para saber!". Pronto, dieta ao jantar.
Chego ao colégio e encontro uma Rita com ar de folha de papel, com olheiras e pouco reactiva. Seguimos para casa e tentamos fazê-la beber um chá chalado. Mas qual quê, chá que o beba eu...
Lá bebe água e depois pede leite - que lhe dou a contragosto - mas da chávena só sai um golinho...que volta a sair meia hora depois, juntamente com o resto do almoço...
Vou ao médico, não vou...fui - pus-me a caminho com os baixinhos para o hospital. É um hospital privado, pouca gente e somos atendidos rapidamente para fazer triagem.
Aquele hospital, cuja sala de atendimento da pediatria tem imensos brinquedos, surte sempre um efeito tónico nos doentes - mas ontem o efeito foi demais!

Na meia hora mal contada que lá estivémos deu para:

- A Rita sentar-se ao colo de toda a gente (7/8 pessoas), e distribuir abraços e beijinhos por todos;
- A Rita falar estrangeiro com toda a gente;
- O Tomás contar a toda a gente que a Rita tinha vomitado (imaginam o efeito que esta declaração teve na senhora que a segurava no momento da declaração...);
- O Tomás contar a toda a gente o que tinha feito na escola, como se chama a educadora, dizer a idade e o que foi o almoço (note-se que sempre que lhe peço que me diga como foi o dia, diz-me que não se lembra e quando questionado quanto ao menu diário despacha-me sempre com a já famosa frase do despacha "foi sopa de limão!");
- Ambos brincarem à apanhada e às escondidas. E nem a chegada do pai os acalma (convém aqui explicar que já são mais ou menos 10/10:45...)

Mas isto não acaba aqui, pois que o "homem" da casa, leia-se o Tomás, resolveu ser ele a falar com o pediatra:

Pediatra: Olá Rita, então o que é que tens hoje?
Eu: A Rit....
Tomás: Olha, a Rita vomitou tudo na escola; que nojo, mas coitadinha, 'tava mal disposta.
Limitei-me a confirmar com a cabeça.

Pediatra: E o que é que a Rita comeu de diferente do irmão?
Eu: Na...
Tomás: Nada! Foi canja.
Eu confirmei outra vez.

(Nesta altura a Rita já estava sentada na cadeira do médico, prontinha a atacar o PC.. e eu a ficar cada vez menor...)

O pediatra vê a barriguita, ausculta a dita e conclui que nem sequer é gastro. "Melhor", pensei eu.

Começa a prescrever a dieta do costume "Pode beber chá, e " aqui é interrompido pelo Tomás "Não pode não, que ela não gosta!", eu intervenho para o calar e o pediatra continua " e pode beber coca-cola sem gás..." - "não pode nada, atão não sabes que ela não gosta?", retorquiu, já com ar de poucos amigos, o Tomás.

Aqui, percebi que, realmente estava ali a mais e sugeri ao pediatra que falasse directamente com o "homem do leme".

A Rita, claro, não parou de mexer em todo o lado.

Parece-me que, para apróxima trago-os só até à sala...nem vale a pena seguir para o pediatra...

Post sem nome

Não tem nome porque nem eu sei como o haveria de intitular.
Porque hoje estou a sentir-me vazia. Sem norte, magoada e triste.
Porque às vezes não entendo as coisas e as pessoas que me rodeiam.
Porque não entendo porque é que as coisas têm de ser assim.
E estou sem entender tantas outras coisas mais, tantas, que não me posso sentir mais do que infeliz.

Blognique

O rescaldo do evento mais badalado da blogoesfera:

- gostei de conhecer toda/os os babbybloggers presentes, fiquei com muita pena de não ter sido ainda que conheci uma certa amiga, mas estará para breve, concerteza!

- o espaço era bom - apesar de não ter sido aquele que inicialmente nos estava destinado (a organização interna do Museu falhou um bocadito...)

- não gostei das abelhas!

- o Tomás adorou e perguntou-me ainda hoje quando é que fazíamos outro "pinequique" ...

- a Rita adorou toda a gente...

- gostei do tempinho ali passado na conversa, que foi também ela muito agradável.

Em suma, um sábado bem passado!

Ah, é verdade, fica aqui a minha palavra de agradecimento a todos quanto passaram uma boa parte do tempo a correr atrás da minha Rita! Obrigado! Mesmo!

Dia da Mãe

Hoje é dia da Mãe. Frase pouco original, esta. Detesto, cada vez mais estes dias de exploração comercial da condição de mães, mulheres, pais ou seja lá o que for...

Para mim, apesar de estar aqui com os meus pequeninos, não é um dia muito feliz. Porque hoje é simultaneamente um dia de Muita Saudade. Ela não está cá e a Mãe dela está triste hoje. Como todos nós...muito tristes.

Por outro lado, este "M" também não significa só Mãe. Significa Mulher.

E para mim, significa Medo.

Mas porque também significa Mudança, significa também Esperança - que não começa com "m", mas isso agora não interessa nada...

A vida...

... é sempre mais profunda do que sabemos, mais divina do que nos parece.
Daí sermos capazes de sobreviver a degradações e desesperos que, de outro modo, nos afogariam.

W. James


Tinha razão, o homem...

Grandes Coisas

"Para realizar grandes coisas precisamos viver como se jamais devêssemos morrer!"

Renan



Parece-me um bom mote, para o dia de hoje!

Impaciência...

Falta de paciência. Impaciência. Fúria.

Muita, hoje.

Quem me dera ser um cavalo selvagem, para sair daqui a correr. E havia de correr, com tanta fúria, até que todos os músculos do meu corpo me doessem de tal forma que tudo o resto já não tivesse importância nenhuma e a minha alma me dissesse "Pára!, que já não te sinto!", e havia de sair do inferno morno em que ela está!

...quando, mas quando é que eu poderei finalmente descansar?...

Informação útil

Informa-se todos os interessados que os biscoitos de cão da marca "Modelo" são inócuos para as crianças em fase pré-escolar.

Experiência recente em menina de 3 anos, mostrou que a ingestão de um biscoito de cão da citada marca não provoca quaisquer danos ou efeito colateral nocivos.

De resto, parece ter desbloqueado uma situação de implicância com a sopa ao jantar, sendo que se notou, inclusive, uma certa acalmia na fera, perdão, na criança, depois da ingestão do aludido biscoito.

Fica aqui, pois, esta informação, que terá utilidade nos agregados familiares onde existam canídeos.

Ouvido cá por casa...

...manhã tranquila de sábado.
Tudo a levantar-se mais tarde.
Fuga dos baixinhos para cima da cama da mãe, canal Disney ligado.
Ele: "Anda cá, mana, está a dar o Disneeeeyyyy!".
Ela responde imediatamente à chamada do irmão e recostam-se ambos na minha cama.
Eu saio para ir preparar o pequeno almoço e ainda oiço isto, dele: "Sim senhor, Rita, isto é que é vida!".

A felicidade está seguramente nisto...

O Futuro

Li isto algures num anúncio a um automóvel, mas achei uma máxima muito sensata:

" A melhor forma de prever o futuro, é inventá-lo!"

Pronta para a avaliação

Por causa de duas mensagens que recebi neste post, tenho andado a ruminar nisto de se ser feliz.
Ser feliz, afinal é o quê?
Aproveitei um diazito de férias para tratar de uma série de assuntos (às vezes fico admirada com o facto de parecer que as vidas se resumem a papéis, declarações, impressos, certidões...). E, no meio das chatices que tive de resolver - que implicaram uma passagem pelo emprego, que me "roubou" ainda algum tempo - fui pensando naqueles dois comentários.
Neste momento, ser feliz, para mim, significa estar bem com os meus baixinhos. Tê-los com saúde. A eles e aos meus pais, irmã, cunhado, sobrinha...eles e mais uns quantos entes queridos. Significa ultrapassar alguns momentos que se avizinham mais complicados, da melhor forma possível, com elevação. Significa saber que tenhos os amigos à mão, saber que se preocupam comigo e que me preocupo com eles. Isto tudo significa que tenho que crescer, para provar que sou capaz. Que serei capaz de levar a minha nau a bom porto. A um porto seguro. Que serei eu a escolher. Para o melhor ou para o pior. Sabendo que, de tudo se retiram ensinamentos.
Porque é como disse o/a visitante Nhoquinho - só sabemos avaliar a felicidade se conhecermos o outro lado.
Acho que estou pronta para a avaliação.

Tenho pensado muito...

...ultimamente. Estou numa encruzilhada da minha vida e acho que isto TEM que ser respondido:

Porque é que, sendo ambos cães, o Pateta fala e o Pluto não??

Hã?! Apre!!!

Perguntas...

Porque é que o Pato Donald sai do banho com toalhão, se ele não usa boxers?

E porque é que os pilotos kamikaze usavam capacetes?

Humm???

Uma pequena explicação

Não tenho pretensões de ser a dona de uma blog extraordinário, com um impacto fabuloso, e tenho bem a consciência de que, em caso de "falência", não haveria um blog-tumulto a pedir que reconsiderasse.

Mas, porque pedi a algumas/alguns bloggers licença para linkar as respectivas "casas", sinto que devo uma satisfação pelo desaparecimento dos ditos links. É o mínimo que a boa educação me dita.

aqui havia dito o que sentia e hoje, decidi-me. Pronto.

Continuarei a ir visitar quem já visitava, eventualmente a visitar novos convidados deste meu pequeno reino. E que todos se sintam à vontade para visitar também este reino, orgulhosamente confuso.

Saudações Reais!

:o)

P.S.- Naturalmente que o podem manter o meu link nas vossas "casas"! Isso nem se pergunta!!

Os Humanos...

...trouxeram à luz do dia - ou melhor, aos nossos ouvidos - esta canção do António Variações:

Muda de vida,
Se não vives satisfeito!
Muda de vida,
Estás sempre a tempo de mudar!
Muda de vida,
Não deves viver contrafeito!
Muda de vida,
Se há vida em ti, há outro jeito!

A sorrir, eu nunca te vi.
E a cantar, eu nunca te ouvi.
Será de ti?
Ou pensas que tem de ser assim?

Olha que a vida não é,
Nem tem de ser,
Como um castigo
Que tu tenhas de viver...

Nã, nã, nã, nã, nã nã, nã, nã, nã (...) ...

Linda, não é?

E sabem que mais? Dedico-a inteirinha à minha pessoa!!
"Mai" nada!!

Despertador...

O Marido e a Mulher não se falavam há uns três dias...Entretanto, o homem lembrou-se que no dia seguinte teria uma reunião muito cedo no escritório, e como precisava de se levantar cedo, resolveu pedir a mulher para acordá-lo; mas para não dar o braço atorcer, em vez de falar, escreve num papel: "Acorde-me às 06 horas da manhã".

No outro dia, levanta-se e quando olha no relógio são 09:30 h. O homem tem um ataque e pensa:"Filha da p... !!! estúpida!!! não me acordou... " Nisto olha para amesa de cabeceira e repara num papel no qual está escrito: "... São seis horas, levante-se!!!"

(Qualquer dia tenho que fazer outro blog, que esta linha editorial não é lá muito babbyblogger...)

Asneiras por encomenda…

Depois do episódio atrás relatado (Sábado Pintado), no sábado passado, nos preparativos blogónicos para dia 30, nem parecia que era a minha filha que ali estava, com 6 potes de tinta à disposição – à ínfima partícula de tinta caída nos dedos, pedia um toalhete para se limpar. Bem, à falta de toalhete, a cadeira também servia perfeitamente.

Sei lá, acho que estava inibida com o afã criativo à sua volta... ou não estava no seu habitat natural... ou a textura das tintas ou... asneiras por encomenda não têm piada nenhuma...

Duas Regras para ter Êxito Definitivo da Vida

1. Nunca Revele tudo aquilo que sabe.

Fica-se a pensar...

...nestas coisas.
Fui ali a um blog de uma net-amiga e li um post que me deixou a pensar.
A pensar em fazer aqui umas remodelações no Reino. Era um assunto que já tinha sido objecto da minha reflexão. E pensei que tinha isto arrumado. "Resolvido", como ela diz.
Mas agora, quando penso nisso, realmente, realmente... Provavelmente, começo por retirar os links da barrinha do lado. Não é por nada, é que ninguém tem que saber por que cantos eu ando.
E não há-de ser por mim que os vai descobrir.
Bem, nada decidido, por enquanto. A ver...

Eu é que sei...

Isto é porque é sexta-feira, e porque tive uma semana de trabalho tramada, e porque está sol, e porque o blog é meu, e porque achei piada e porque me apeteceu!

E quem não gostar, olhe, vá dar uma curva, ali, a ver se eu estou lá... béu béu*.... béu béu*...

Lá vai:

Uma menina inglesa que entra numa loja de brinquedos, vê várias promoções e pergunta à empregada: - If I buy a Barbie doll, does she comes with Ken? E a empregada, com um sorriso triste: - My dear, Barbie loves Ken very much... but she only comes with the Action Man.

Bom fim de semana!!


* - isto são os béu-béus a ladrar enquanto as caravanas passam... :º)

A resposta à Anna^

Para responder ao convite da Anna^, cá vai a minha resposta ao questionário:

*Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
O Principezinho, de Sain-Exupéry.

*Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficção?
Não, nunca. Por algumas histórias, vivências talvez, pelos personagens, não.

*Qual foi o último livro que compraste?
”Os Crimes do Sino Dourado”, de Robert Van Gulik
"Imprimatur", de Monaldi e Sorti

*Qual o último livro que leste?
”Bons Augúrios”, de Neil Gaiman e Terry Pratchett

*Que livros estás a ler?
”O Código da Vinci” de Dan Brown, o Código Civil, o da União Europeia, a Constituição da República Portuguesa (leitura absolutamente recomendada), entre outros...

*Cinco livros que levarias para uma ilha
Seriam bem mais do que cinco, com toda a certeza. Seriam os seguintes:

”Bons Augúrios”, de Neil Gaiman e Terry Pratchett
"Eu queria usar calças", de Susana Tamaro
“A voz melodiosa”, de Monserrat Roig
“O Labirinto das Azeitonas, de Eduardo Mendonza
"Papel pardo", de Henrique Monteiro
Alguns clássicos da literatura grega, que vergonhosamente, nunca li.
Todos do Milan Kundera


*Três pessoas a quem vais passar este testemunho e porquê?
Bem, duas das pessoas não têm blog, mas passam por cá; uma é a minha irmã. Outra é a minha amiga Isabel.
A terceira é uma blogueira – a Ana, dos Kidos.
Porquê? - Porque sim.

Já agora, a partida para a tal ilha, é para quando??

Desconfio...

... que ele sabe disto. E mais do que eu calculava.

Hoje de manhã, não se queria levantar.

Enrolou-se no edredon e, enquanto me debruçava para ver se o convencia a levantar-se, disse-me "ó mãe, deixa-me estar, ainda é cedo e eu quero sonhar, porque não sonhei quando estava escuro!".

E deixou-me a pensar que tinha razão... quando está tudo escuro, não sonhamos, pois não?

Deixei-o e fui tratar da Rita...

Regra de Fagin sobre a previsão do passado

A previsão a posteriori é uma ciência exacta.

Para a minha Amiga Isabel

Parabéns! Atrasados, pois claro!
Estavas à espera de coisa diferente, vinda de mim?
Sou a tua amiga que chega sempre atrasada e te faz atrasar, que te tira do sério, mimada, como tu dizes, mas que gosta de ti.
Muito, porque a nossa amizade caíu-nos em cima, uma da outra, sem estarmos à espera, sem qualquer indício do que lá vinha.
E por isso é que, mesmo sempre a trocar as datas - e a esquecê-las - penso em ti. Tenho pensado até muito. Sabes porquê, não sabes?
Fica-te aqui um beijinho, especialmente atrasado, mas até te sabe melhor, de certeza, porque já deixou passar o reboliço dos outros beijinhos todos!

(... que é que foi? então já não sabes que eu tenho argumentos sempre para tudo?... :o)... )

Lei de Bohr

Um perito é alguém que já fez todos os erros possíveis e imagináveis num campo de estudo muito restrito.

Isto traduz muitíssimo bem a minha relação com Macroeconomia... não há-de ser nada...

Operação Stop

Numa operação stop a um automóvel cheio de gente maluca, as coisas correm assim:

1. O Sr Agente faz sinal à condutora para encostar;
2. Os ocupantes começam a perguntar "ó mãe, mas porque é que estamos a parar?", um "pukê, mãiiii?", a outra;
3. O Sr Agente explica que é para fazer um inquérito ao tráfego porque "(..)bbbchchchc bbccgcgcgc(...)" Nesta altura, a condutora já não está a ouvir muito bem;
4. O infeliz do inquiridor começa a tentar realizar o questionário, (de onde é que a condutora vem, para onde é que bbbchchchc , bbbchchchc ...), mas estácom um azar dos incas, porque os ocupantes toparam que o agente está com um colete verde e não páram de dizer um"ó mãe, aquele homem está todo verde", e a outra a repetir a terminação "hómi vêde, hómi vêde, hómi vêde!";
5. Nesta altura, a mãe condutora tenta acalmar os ocupantes, sem sucesso, até já o inquiridor se ri;
6. A condutora, em desespero de causa, levanta a voz e diz aos ocupantes "ó pessoal, "vam'lá a calar, que eu tenho que dizer aqui umas coisas a este senhor...", mas o único efeito que consegue é chamar à atenção do segundo agente, que também está de verde, o que por si só, também já não ajuda...ainda por cima os senhores agentes já se estão todos a rir, o que aumenta ainda mais o nível dos decibéis, na proporção directa do atraso da condutora e do ruído...
7. Nesta altura, o senhor inquiridor - que revela inteligência e percebe que dali não leva nada - agradece muito e manda-nos embora, com honras de trânsito parado.
8. A condutora agradece muito e segue dali p'ra fora!

Este relato é baseado em factos Reais...

Para reflectir...

"Só existem duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. E, quanto ao Universo, não estou certo ."

Einstein

BLOGONIQUE - INSCRIÇÕES

Por uma questão de logística, desde logo, mas sobretudo, por razões de segurança, o Staff do Blog-Nique resolveu centralizar as incrições, que terão agora que ser realizadas via e-mail, para o endereço blogonique@hotmail.com.

Devem proceder do seguinte modo:

No título escrevem o texto INSCRIÇÃO BLOGONIQUE.

No corpo da mensagem indicam o nome do vosso blogue ou o nome do blog que vos recomendou, consoante sejam blogger ou só visitante.

Não levem a mal estas medidas, mas a segurança de todos quanto participarem é de primordial importância!

Assim, não haverá como não passar uma tarde agradável com os nossos baixinhos!

Qual é a coisa, qual é ela...?

Durante a semana que antecedeu a Páscoa, o Tomás e a Joana foram para o Alentejo, para junto dos Avós.

A Avó Mariana tem aquele jeitinho especial para entreter a tropa fandanga e, numa tarde mais fresca, resolveu brincar com os netos às adivinhas:

Avó: Qual é a coisa, qual é ela, que, lá do altos dos pendentes, quando se ri, caem-lhe os dentes? (*)
Resposta pronta do baixinho: É o Avô!

Ora bem - convém aqui esclarecer que o Avô João usa uma prótese, mas, às vezes a dita fica de folga, por assim dizer... :o) e o baixinho já deve ter topado e achou, com toda a legitimidade, diga-se, que era o Avô! Afinal ele - Tomás - quando se ri, os dentes ficam no mesmo sítio (pelo menos, por enquanto...)

O que vale é que o Avô é um "good sport" e achou um piadão à resposta dada!

(*) Resposta: as pinhas.

Ode ao meu Umbigo

Eu tenho um Umbigo. Modéstia à parte, até é um Umbigo jeitoso. E nem é grande.
Mas tem cá uma destas personalidades, forte, tão forte, que me faz fazer coisas. Coisas assim como escrever. Escrever coisas.

E as coisas que escrevo são acerca dos meus baixinhos, de mim, de outras coisas que me passam pela cabeça.

Mas como tenho o meu querido Umbigo, até acho piada se as coisas que o meu umbigo me faz escrever também elas tiverem piada. Se forem bem escritas, está claro!

E um dia destes, pensámos – eu e o Umbigo – “e então, ó Umbigo, e se as coisas que me passam lá pela cabecinha pudessem ser partilhadas?” e o Umbigo respondeu “Olha, Janeca, se calha, há para aí umbigos como eu!”.

E não é que havia?! E pronto, lá fomos nós – eu e o meu Umbigo – para a aventura virtual – um blogue!

Éh pá – mas o que nós – eu e o meu Umbigo – temos gostado disto!!

E quando o Umbigo começou a ter visitas de outros Umbigos, que lhe diziam para me dizer que continuasse a escrever coisas, porque eles – os outros Umbigos – gostavam, nós – eu e o meu Umbigo – gostámos e ficámos vaidosos, porque já não eram só os amigos chegados e família a dizerem que umbigamos – perdão, escrevemos – bem.

E, cá entre nós - eu e o meu Umbigo - gostámos de ouvir isto. À séria! Porque nos temos sentido acompanhadas de gente boa, alto astral! E temos gostado deste cantinho blogoesférico, por causa dos outros Umbigos que cá vêm!

E depois decidimos - eu e o meu Umbigo – partilhar coisas dos baixinhos, foi outra vez tão bom saber que há gente do lado de lá da fibra óptica ou dos infra vermelhos ou sei lá do quê mais (eu e o meu Umbigo somos da área de letras, tá?) que também tem coisas maravilhosas para partilhar, para contar e para ensinar.

E é assim, que publicamente, quero agradecer todo o apoio que temos – eu e o meu Umbigo – recebido dos amigos que agora, são "cá da casa"!

E fica aqui, desde já, o compromisso de que nós - eu e o meu Umbigo - não desistirmos!



P.S. Querida Amiga, este post é dedicado a ti, pela lição de ontem!

Blogo-nique - Dia 30 de Abril

Esta amiga e eu, com a preciosa ajudinha desta outra querida, e mais desta, estamos a organizar um blogonique (piquenique de mães e pais blogueiros)

Está agendado para dia 30 de Abril. Quanto ao local, já existem algumas sugestões (Alvito, Serafina,Expo), mas ainda se aceitam outras ideias.

Por uma questão de "arrumação" as inscrições são aqui.

Papás e mamãs e afins também estão convidados!

Divulguem nos vossos blogs.

Vamos passar uma tarde bem disposta, comos nossos baixinhos todos!

É de anteontem, mas não faz mal!

Não faz mal, porque me senti bem. E tenho que registar o momento, sempre que me sentir bem. Para vir ler depois...

Por entre as nuvens lá veio um raiozito de sol. 13:40 -- Já!? Raspei-me logo. Almoço ao sol, grande ideia! Sozinha, que me sabe bem ter tempinhos só para mim e os meus botões. Então ao sol! Liguei o radio, John Mayer, mas baixinho, que na árvore havia pardalitos a chilrear. Aproveitei para contar mais umas da Rita (a do Natal da Primavera). Comi. Ouvi mais música e senti-me bem. Ali, só dentro do carrito. E fiquei a pensar que estou a escassos 15 Km de Lisboa...Fechei os olhos e fiquei a ouvir os passaritos outra vez. Depois, começei a pensar "E agora, Maria João, como é que saímos daqui? Que mão é que liga o carro?"
Mas depois, vá lá, tive sorte - Apanhei "boleia" de uns "cigarrettes and chocolate and milk" do Sr Rufus W. e fiz-me à estrada. Também, estava a 5 minutos do emprego.

E o que me vale, é que vejo o mar da janela do meu gabinete...

GRANDE BLOGONIQUE!!!

Apesar de ser dia 1 de Abril, este desafio é mesmo verdadeiro.

A EP, (Em Busca do Emprego Perdido)
sugeriu, eu achei que era uma óptima ideia e decidimos estender este convite à confraria de mães e pais blogueiros para um blogonique, já que o tempo está mesmo a convidar a umas actividades outdoor!

Data e local a combinar! Vão passando a informação e vão dizendo coisas!

Cheiro de calor...

Hoje saímos os 3 de casa mesmo bem dispostos, mesmo com humor digno de uma sexta-feira de primavera!

Já estava calor, saímos 10m antes da hora do costume, fiz-lhes um miminho de comprar bolos e sumos para o pequeno almoço, que quiseram tomar na escola, juntamente com alguns coleguinhas que o fazem todos os dias, e mais uma dose igual para o lanche, que o da escola à sexta é muito contestado.

E nem o facto de termos apanhado um monte de lesmas à nossa frente, que nos fizeram apanhar tudo quanto era semáforo vermelho estragou o clima! Aliás, o grito de guerra hoje dentro do carro hoje era "Ao Infinito e Mais Além!..." enquanto viajávamos à estonteante velocidade de 30 km/hora!!

Boa sexta feira a todos!

Paixão...

... é o que sinto pelos meus baixinhos! Vou tentar não babar o teclado... é difícil, mas vou-me esforçar...

De manhã, depois de me vestir (vesti hoje uma saia, o que acontece mais ou menos 1 vez por semestre...) e a minha Rita olha-me, abraça-me e diz "Mamã, extáx tan menita!! Ahhh".

À noite, o meu Tomás abraça-me e diz "Mãe, eu gosto muito de ti" e dá-me um beijinho que demorou quase 5 minutos. E eu respondo "Príncipe, e eu gosto de ti, muito, muito!". Tenho como resposta "Mas eu gosto mais de ti e vou tratar de ti como um bebé!".

Falta dizer mais alguma coisa?

Ah, sim, que hoje sou a mãe mais feliz de todo o Mundo!

Vou lançar um "reptil"

Na última visita ao blog da Denise, a Mãezite, fiquei a saber que não estou só neste grande constrangimento que é o de não saber linkar a outros textos/blogs/post nos meus textozitos.

Vou então lançar aqui um "reptil" : 'tá aí alguém que dê uma ajudinha??

Muit'agradecidas!

Cerveja, hoje não, obrigado!

Ontem, à conversa com a minha irmã, lembrámo-nos duma situação super engraçada que a Joana uma vez provocou.

Há alguns anos atrás, devia ela ter aí uns 5 anos, a Inês fazia parte da equipa de andebol do colégio, e naquele fim-de-semana tinha havido um torneio em Belém. No final da partida, a minha irmã levou as duas piolhas a lanchar ali numa esplanada, daquelas que ficam viradas para o jardim.

Grande agitação pelo torneio, etc, etc, e lá vem o empregado do café "façam favor, ora então o que vem a ser?", disse. A minha irmã, depois da pergunta "Meninas, o que é querem?", não fixou os pedidos feitos, à excepção da observação Joana, que debitou o seguinte: "Ó mãe, hoje não me apetece cerveja, 'tá bem?" - é o "sonho" de qualquer mãe, ouvir uma filha de 5 anos dizer isto, em público, certo?...

Reacções: A Inês foi de uma risada infindável; a minha irmã desejou ter ali à mão um buraco para se escapulir por lá. A "estrela" da ocasião, por seu turno ficou a olhar para a mãe e irmã, com o ar mais perplexo do mundo como que a perguntar "ok - o que é que eu disse assim de tão estranho??"

A propósito de alguns textos que li por estes dias...

Tenho que dizer que gosto ...

... de escrever aqui.

... de desabafar aqui.

... da ideia de que os baixinhos hão-de vir ler isto e que nos havemos de rir à brava.

... da ideia de partilhar as peripécias deles com os amigos e não só.

... da ideia de que, ainda que à distância, ainda que sem rosto, ainda que sem nome, ainda que sem um ponto de contacto que não seja este servidor, há gente que sente e sofre com as nossas angústias e vibra com as nossas vitórias e dá aquela palavra que faltava ouvir.

... da falta que me faz já passar aqui, ainda que tenha uma vida muitíssimo preenchida "lá fora".

... de saber notícias de quem aqui passa, de saber que estão bem, mesmo sem saber quem são.

... da surpresa [boa] que isto tudo tem sido, considerando o pouco tempo de "horas de vôo" que tenho.

... da surpresa que é sentir afinidades com outras almas que só chegam a nós por via destas letrinhas.

... de aprender com as experiências que vou percebendo daqui e dali.

... da ideia de que se podem construir amizades assim, com este desinteresse, que, por via de regra, são as melhores.

Olhem, gosto, e pronto!

Duende do Natal da Primavera

Ah, nunca ouviram falar deste duende? Nem do "Natal da Primavera"? Pois a Rita já! Ok, eu explico…

Desde mais ou menos 26 de Dezembro do ano passado que eles andam os dois inquietos “ó mãe, ainda falta muito para o Natal?”, vai o Tomás perguntado, assim à razão de uma vez por semana… Ela, não é uma miúda muito dada a bocas nem a fofocas, mas talvez pela insistência do irmão, desde há uma semana que também já questiona o calendário “Mãiii, o “Pai Táli”?”.

E como Natal é quando um homem – ou uma baixinha – quiser, SAR Dª Rita hoje tomou uma decisão: antes de sair de casa, em vez do gorro cor-de-rosa, levou o barrete de mãe natal, daqueles com tranças e um pom-pom brancos. Nem mais.

Eu cá gosto da personalidade e do pragmatismo da minha baixinha!

Claro que pelo caminho hoje não havia Radar, mas sim Jingle Bells. Afinal, a ocasião impunha! Estamos no Natal da Primavera!!! Não fui lá muito feliz a convencer o Tomás que existem Duendes e "Duendas" "out of season", mas pronto, ele diplomaticamente não insistiu, para não tirar o gozo à mana, de certeza (o que não significa que não volte à carga, mais logo...)

No colégio, duas reacções – as educadoras e auxiliares choraram a rir, porque a pose dela era majestática. Aliás, a entrada foi triunfante - não falou a ninguém e foi direitinha fazer um desfile junto aos coleguinhas.

Os meninos ficaram um bocadinho baralhados - “Ó Catarina [é a educadora], hoje é Natal??”, ainda pude ouvir!...

Deve haver umas perguntas estranhas hoje nalgumas casas…

Fuso horário

Mas que raio de fuso horário usam noBlogger que me faz ser do signo de Caranguejo?!

Logo eu, uma Leoa, muito orgulhosa do seu ascendente em Leão?? Ora esta?!

E as horas que aparecem nos posts?!

Pssssssttttt, ó senhores engenheiros do Blogger, "atão"??

Blog em canal aberto!

Estas coisas dos blogues (berloques, como lhes chamou um colega de faculdade), por vezes não é fácil de gerir. E, confesso, já estava a ficar meio tristinha porque não tinha comentários dos familiares, colegas e amigos.

Mas só hoje, em conversa com uma colega, é que me caiu a moeda - ninguém, à excepção dos registered users, comentava porque a opção certa não estava activada.

Pois agora já está este maravilhoso blog em "canal aberto". Aguardo, pois, com muita ansiedade, os vossos mimos!

:o)

Numerologia

"Ó mãe, 35 existe?". "Mas o puto está a chamar-me velha!?", pensei eu... "Sim, Tomás, existe. Vem depois do 34 e antes do 36", respondi.
"Ai sim? - então, conta lá até 100, para eu ver se tu és artista..."

Seria uma forma mais elaborada de me chamar estupidamente velha ou era só para ver se eu sabia contar? ...

É difícil...

... voar como águias quando se está rodeado de perus!...

Miúdas vs Miúdos

Se eu tivesse alguma dúvida acerca das diferenças "estruturais" entre homens e mulheres, era agora a altura em que elas se dissipariam...

Cá em casa não há nem nunca houve qualquer preconceito quanto às brincadeiras de meninas e de meninos. Ninguém lhes disse que as bonecas são para as meninas e os dinossáurios para os meninos... mas já não é a primeira vez que tenho de ouvir umas indirectas muito directas do meu amigo Tomás...

Um certo dia, atrasada outra vez, estava a tentar por o cinto da cadeira da Rita, com grande dificuldade por causa das 3 barbies que ela decidira levar para a escola; pedi-lhe que as segurasse, mas como só tem 2 mãos havia uma que sobrava e como tinha o baixinho ali ao pé disse-lhe "Tomás, querido, segura aqui nesta boneca para ajudares a mãe". Resposta "Eu?! Ó mãe ( dito num tom enojado, note-se), eu tenho de segurar nisso??" . "Tens, segura lá que estamos atrasados!", disse eu, já a largar enxofre... "Táááá beeeemmmmm" - e lá ficou ele a pegar na barbie, aproximandamente 47 segundos, mas segurando-a com o indicador e o polegar, assim afastado, como se estivesse a pegar numa fralda suja...e a olhar para todos os lados, não fosse ele ser panhado com a boca na botija...

Outra demonstração "anti-coisas-de-miudas": eles adoram puzzles; como prenda da Páscoa, comprei um para cada um. O da Rita é dos amigos do Mickey e o do Tomás dos amigos do Homem Aranha. Ora, logo o Homem-Aranha havia de ter uma amiga, a spider-girl...é o chamado azar dos incas...
Estava tudo a correr muito bem até que ele topou a spider-girl "Ó mãe, eu gosto do puzzle, mas este (o tal...) é para meninas, não é para meninos! - Pode ficar para a Rita..."

Isto é uma fase, não é? Por favor, digam-me que isto é uma fase!...

Dias a preto e branco

Este post não é sobre nada em especial.

Ou melhor, é sobre o dia de hoje, que é pardacento.

Sim, eu sei que a chuva faz falta e muita, mas hoje, logo hoje, não apetecia nada.
Pelo menos, por cá...

Por causa da luminosidade do dia de hoje, custou-me tirar os baixinhos da cama. Na verdade, o que me apetecia era ficar lá com eles, os 3 muito quentinhos, a beber leite com chocolate e a comer bolachas, enfiados na cama, com as minhas meias de andar por casa, tão ridículas de dar dó, mas quentinhas, a encher a caminha de migalhas, com a Rita a contar histórias "qué cotaistóia - é ma vex ..."

Não gosto dos dias a preto e branco, com humidade a 100%... dá-me cabo dos cabelos e do humor...

Novo Código da Estrada

E pronto. Foi ontem. Entrou em vigor, ainda com uns pózinhos por regulamentar.
Lá teremos nós que ter mais atenção aos limites de velocidade, etc, etc.
Quanto a mim, não doeu nada - ainda hoje fui passear e não tive esforço nenhum em cumpri-lo.
Gostei de ouvir o Sr Ministro da Presidência, cujo nome agora não me lebro, na passada quinta-feira a comentar que apesar de tudo, as alterações legilativas agora em vigor não resolvem por si só o problema da sinistralidade. Fiquei especialmente contente por ouvir alguém a dizer que o excesso de velocidade não é o único problema - ouvi alguém a falar de más condições do piso, de má sinalização, enfim, de factores que ultrapassam a sempre fácil "desculpa" da má condução - aliás, até a questão do fraco ensino foi mencionada; dizia, e muito bem, aquele titular, que as pessoas não vão às escolas de condução aprender a conduzir, mas sim "tirar a carta".
Sim, gostei desta abordagem.

Só não gostei de ninguém falar de condições de transporte de crianças.
Pois é, estava esperançada. É que a legislação em vigor é de arrepiar os cabelos! Tenho pena que, mais uma vez, os lobbies das transportadores, autarquias locais e colégios tenham ganho. Vem aí a época balnear, em que tantos meninos vão para a praia com os colégios. Os meus foram no ano passado, mas, garanto-vos, foram os quinze dias mais angustiantes que passei! É que não entendo a disparidade de critério existente entre o transporte nas viaturas particulares e viaturas de transporte colectivo - particular ou colectivo.

Quando é que será que teremos um governo com a coragem política para afrontar estes interesses, pensar nas crianças e tratar deste assunto? Queira Deus que não tenha que acontecer uma tragédia para se regular esta matéria, sempre tão ao jeito português...

Sábado "pintado"

Nem tudo é triste. Às vezes, alguns "eventos" podem ser bastante engraçados. Só depende do espírito com que se encaram esse eventos...

Sábado fiquei com os baixinhos em casa. Sem carro, com um tempo mau para sair com eles, resolvemos pintar. Munidos de um kit de tintas, daquelas antialérgicas que se podem usar sem água, e folhas, passámos uma tarde à pincelada. Alguns desenhos estavam mesmo giros. Os mapas do tesouro que o Tomás pintou estão giríssimos. Os abstractos da Rita também. Eu resolvi pintar também os nomes deles. Ficou tudo giro.
Mas isto não foi uma tarde de pinturas inóqua, ah pois não!! Bastou um telefonema mais demorado da minha irmã para:
- ficar com a mesa da sala vermelha e amarela;
- ficar com o interruptor da sala e a parede circundante em tons de castanho;
- pegadas encarnadas em praticamente todo o chão da sala;
- os vidros das portas de castanho;
- o écrán da televisão de verde.

Tudo em 10 minutos, hã!? É claro que quando o Tomás deu o sinal de ataque "ó mãe, a Rita pintou a "tvisão" de verde. Anda, anda lá ver!" , a conversa foi abruptamente interrompida!

E ainda tive uma dúvida - não sabia se aquele ser que trajava uma coisa parecida com o pijama da Rita seria a minha filha ou um merciano. Só os olhos de malandreca e um "nada! nã fui eu!" a denunciaram... :o)

Felizmente, pude "resgatar" a minha filha com recurso a duas substâncias poderosíssimas - água e gel de banho!

Quando às manifestações de criatividade nos arredores da sala, ficou tudo resolvido com toalhetes...

Três rosas cor de champanhe

Outra primeira vez. Foi a primeira vez que, em vez de um ovo de chocolate e amêndoas, lhe levei flores.

3 rosas cor de champanhe, que ficam melhor com a cor da campa.

Agora temos uma "private joke" - meio mórbida, mas é sempre o meu "desbloqueador" de conversa - a senhora da florista, que já nos conhece a todos, "estraga-me" sempre o arranjo... no meio das 3 rosas, perfeitas, envoltas numa folha de um arbusto cujo nome não sei, enfia sempre uma outra flor que não dá com nada... por isso, a primeira coisa que digo quando lá chego é "olha, ela [a florista] atacou outra vez!... ainda não é desta..." .

Desta vez chorei mais do que é costume, porque tenho saudades como nunca imaginei que fosse possível sentir. E porque a vida, às vezes, troca-nos mesmo as voltas.

Ultimamente, tenho sonhado muito com ela. Está sempre linda, com um cabelo enorme. Aparece-me sempre na varanda da minha mãe. E sempre de repente. Mas não me assusta. Só não consigo saltar juntamente com ela. Eu sei porque é que os sonhos têm sido tão intensos - eu disse-lhe, no dia em que o corpinho dela ali ficou, que sempre que me quisesse por perto, me fizesse sentir o coração apertado ou chamasse em sonhos. E ela assim fez, que eu já lá não ia há coisa de um mês. Assim era a Inês - rigorosa, gostava de precisão, gente cumpridora.

Espero sinceramente que as coisas que tenho lido ultimamente e o que tenho sentido sejam verdade - espero que a passagem por esta Terra seja só isso mesmo, mais uma passagem, para aprendermos mais qualquer coisa e que, depois desta "lição", nos encontremos outra vez. É que, caso contrário, a estupidez disto tudo é atroz!

Uma Boa Páscoa...

... é o que desejo a todos que por aqui possam passar!

Dá muito trabalho!

Ele agora não quer voltar do Alentejo. Anda com o Avô na horta a fazer castelos - estas novas espécies agrícolas que o Avô João lá tem na horta fascinam-me ... :º)

O que conta é que agora não quer voltar! Não quer vir para Lisboa! "mas tens de ir, porque tens lá a tua escolinha, os teus amigos!" replica a Avó Mariana, assim meio divertida, a picá-lo e a ver se tem o baixinho lá por mais tempo! - "não quero, porque a escola dá muito trabalho! Então eu já não te expliquei?!"

Bolas, que ninguém o entende! Então não vês, Avó, que o que ele agora quer ser é horto-arquitecto? ou arquitecto-horto-engenheiro?
Ou muito simplesmente, ficar contigo e com o Pai, porque os vossos mimos são mais doces?

:o)

Letras para a Joana

Tinha que dedicar umas linhas à Joana, a minha sobrinha Joana. Jô, como ela gosta que a gente lhe chame.
Porque ao longo de todo o processo que culminou com a infeliz perda da Inês, de quem era irmã, a Joana deixou-se ir para segundo plano.

Aparentemente, só aparentemente, porque nos nossos corações - no meu, no dos pais, no dos avós e de tantos amigos - ela estava lá muito presente. É claro que estávamos sempre com o coração em sobressalto com as análises da Inês. Um qualquer sintoma, por mais banal que parecesse, punha-nos os cabelos em pé! Um espirro equivalia a um aperto no coração... é assim que se vive com uma leucemia... E a Joana lá estava, perto da irmã, a sofrer pela irmã, com medo do que, infelizmente veio a acontecer em Outubro passado.
Maldita recidiva, maldito linfoma, malditas células que se multiplicaram às escondidas!

E aguentou, forte, nos seus 13 anitos. É outro exemplo de força. Às vezes baralha-se um bocadito, porque está como nunca se viu - sem a irmã. Ainda é muito nova para poder gerir a raiva que deve estar a sentir como nós fazemos. E escolhe forma peculiares de o fazer... Por isso às vezes põe a minha irmã com os cabelos em pé!

Mas é uma miuda "às direitas", como se costuma dizer. E eu já disse à minha irmã que não se preocupe - no seu estilo "cool", muito teimosa, sempre aos seu ritmo [ lento... :o)... ], ela vai pelo bom caminho e não me parece que haja razões para que nos preocupemos.

Por isso, era só mesmo para dizer, com esta lenga-lenga (se ela ler isto, deve ficar em brasa comigo, de certeza, vai dizer que sou uma piegas e uma pirosa...), que penso muito nela, que a adoro e tenho muito orgulho nesta minha sobrinha Jô!

Um jantar ... de cócoras...

Ele está nas sete quintas, no Alentejo com a Avó Mariana. Ela, um bocadinho desorientada. Não tem o irmão. Falta-lhe o companheiro... Acorda e pergunta pelo “Májinho” ou pelo “Mano”. Todo o dia.
Ela parece que não liga nenhuma a estas coisas, mas é só aparência. Curiosa esta capa que a pequena Rita já tem...

Por isso, hoje quem escolheu o cardápio foi a minha princesinha: “xixas, vinhus e rrôiz” (salsichas, ovinhos e arroz).

Mas a grande particularidade é que o jantar foi preparado de cócoras! Ah pois é, que a menina hoje deu-lhe para a culinária e eu, à cautela, não vá ela sair aqui à mãe, (que detesta esta coisa de fazer comida), resolvi mostrar como é que se fazia.

Foi giro fazer o jantar com a minha pequena ajudante. Foi a 1ª vez que lhe senti o ensejo de ver como é que se preparava uma refeição. Um dia destes, ainda me faz gostar de cozinhar a abandonar o meu sonho de vir a ter uma casa sem cozinha! :o))

Alguém quer comprar uma casa ...

... de três assoalhadas, no cruzamento do Borel, na Amadora?

É porreira para quem esteja a começar uma vidinha nova, tipo casalinho novo ou estudantes ou alguém sem filhos.

É um 3º andar (último andar), num prédio pequenino, daqueles com 2 fracções por piso, e onde as reuniões de condomínio servem mais para comer chocolates, contar as novidades e coscuvilhices da vizinhança do que para assuntos sérios, que esses, resolvem-se entre todos. O valor do condomínio é de cerca de 12 cts / ano.

Está a precisar de obras, que não tenho possibilidade de fazer, mas sempre permite respeitar a criatividade do eventual comprador (é uma boa desculpa, não é? :o) ... ) e, como tal, o preço ( +- 20.000 cts) é negociável.

Está pertinho dos hipers, do hospital, tem muitos transportes à porta e vai ter metro lá perto, dentro em breve. De comboio fica +- 15 minutos de Lisboa. E tem um por do sol lindo, com a serra de Sintra lá ao fundo...

Tenho pena, mas tenho de me desfazer dela, mas ficou pequena para nós, porque os baixinhos implicam um "hardware" imenso.

E tenho saudades de quando lá estava...

Milfarin (passando a publicidade)

Ele também tem destas. Afinal, 5 anos, são 5 anos.

Está bem, confesso que exagerei ao aproveitar a promoção do hiper e trouxe um carregamento de milfarin próprio de uma dispensa de um quartel, que temos de gastar por causa da validade, mas, pronto...

Há já alguns dias que se vinha queixando de que já não gosta da papa amarela. Eu achava que aquilo era ele nas medições de forças e não liguei nunhuma, achei que era ele a fazer género e ao pequeno almoço sai uma taça de milfarin para os baixinhos.
Hoje, novamente reivindicações, que o adiantado da hora fez ignorar "ó mãe, mas eu não gosto da papa amarela!" "opá, tá bem, é só mais hoje que já tenho a papa feita, vá lá, come lá..."
E comeu, só que chegamos à fase das negociações "só mais uma", diz; "não, três", replico.
De repente, uma vontade de ir ao wc. Ok, tudo bem, lá veio, de boca vazia. Outra colherada e novamente "tenho de fazer chichi", "tá bem, vai lá". Mas aí eu o som de uma mega cuspidela - sua excelência ia à sanita "descarregar a papa". Pois zanguei-me. Foram 2, pelos meus cálculos. Entretanto, havia um bolo para o lanche em negociação, que ficou largamente comprometido pela mentirinha. Os termos da negociação:

Eu: Quantas foram?
Ele: Se eu disser duas compras o bolo?
Eu: Não.
Ele: Então, foi só uma!

Eu sei que não devia ter comprado o bolo, mas a lata da resposta bateu-me aos pontos...

Porquê?!...

Porque é que há pessoas más, que gostam de fazer mal aos outros, que gostam de dificultar ao máximo a vida dos outros?

Porque é que temos de conviver com gente tão medíocre, porquê?

Porque é que as pessoas se esquecem que os outros são gente, não são só números, estatísticas, recursos, são pessoas, têm vidas, têm família, têm expectativas?

Porquê? Mas porquê?

As noites ...

É todos os dias a mesma coisa. Custa-me sempre sair de casa, deixá-los. Sei que ficam com o pai, mas a questão é que não ficam comigo...

Vou a remoer a culpa até à universidade, por ter saído tão depressa, assim como se faz quando se tira um penso‑rápido.

Depois contra-argumento que este sacrifício todo é para nosso bem, é um investimento para todos, mas, a verdade é que dói não estar lá, não assistir ao jantar, às brincadeiras, às birras e às desculpas para não ir dormir, as maluqueiras que eles inventam.

Depois vem o “afinal só faltam 3 anos…” 3 anos. Depois faço as malvadas contas – o Tomás há-de ter 9 anos e a Rita 7. São três anos de noites ausentes. Bem, quase, que às sextas não temos aulas. Por enquanto…

Depois lembro-me da minha querida Inês, que ficou tão orgulhosa de eu recomeçar (ela detestava a ideia de eu poder estar a faltar às aulas quando dava as escapadelas ao IPO à noite, para estar com ela 5 ou 10 minutinhos…ralhava comigo).

É também para ela e em memória dela que o faço.

Depois lá entro naquela universidade e “tranco” o coração, e lá vou eu para os códigos e tratados, artigos e leis… e, confesso, gosto daquilo. É aquele o meu caminho.

No recomeço das aulas após a época dos exames, o Tomás disse-me que não queria que eu fosse porque não tinha saudades da minha escola.

Quando viu que isso era inevitável disse-me “eu não queria que tu isses antes de eu dar um abraço! Vou ter saudades tuas…”

Ontem, novamente à pressa, saí, depois dos abraçinhos aos baixinhos, mas não sem antes ter sido presenteada com isto:

Tomás: Mãe, quero dar um beijinho na tua testa!
Eu: Que bom! Então dá lá, docinho…
Deu-me uma beijoca muito boa na testa, tapou a testa com a franja, com muita meiguice, e disse:
Tomás: Fica assim tapadinho com a tua franja, para não sair daqui e se caíres e bateres com a cabeça, já não dói!

Acho que lhe vou pedir mais destes beijinhos profiláticos para o coração!

À chegada, também tenho prenda. A Rita tem uma forma diferente de manifestar a sua sensibilidade– sendo menos “lamechas”, com as despedidas mais rápidas, que passam por beijinhos e abraçinhos tão bons, nunca vem à porta, diz-me sempre “xauuuuuu”, assim, muito despachadamente.
Mas não há noite nenhuma em que eu chegue e não oiça a sua vozinha de menininha, timbre fininho, a chamar-me “Mãããeeeeee, óuá!” (a Rita não pronuncia os “L’s”), sempre despenteada, com os olhinhos a luzir:

E então, é mais ou menos pelas onze que me deito aó pé dela e sei como é que foi a noite , se brincou muito, como foi a escola, se gostou da escola, o que houve de especial nesse dia... Ontem foi assim:

Rita: Mããããeeeee, óuá!
Eu: olá, princesa, estás bem?
Rita: Xtou bem, mãe! Óia, a pxeja Auise (discurso impronunciável) do mau, mas cajou com pinxepere! E Ita (mais discurso impronunciável) bincou ua e pai (mais discurso impronunciável) xtóia do canado e uogo mau (mais discurso impronunciável) vójinha!
Eu: e gostaste da história do capuchinho vermelho?
Rita. Xim!
Eu: agora fazemos ó-ó, sim? Gosto de ti, princesa!
Rita: Xempere!
Eu: Sim querida, para sempre!

(isto em português quer dizer que ela esteve a ver o filme da princesa anneliese (pxeja Auise), que conseguiu vencer o mau e casou com o príncipe; depois brincou no jardim da escola (ua) e o pai contou a história do capuchinho vermelho (canado) e do lobo mau (uogo mau) que comeu a avozinha (vójinha).

E não se deita sem ficarmos quase 10 minutos agarradas uma à outra, num abraço muito apertado, e a Rita a repetir “Xempere” e a dar beijinhos. E eu a ela.

Felizmente, o sacrifício não tem sido em vão e lá veio mais nota positiva e uma frequência passada… Valha-nos isso.