Obrigado!!

Obrigado! Mas obrigado MESMO!

Obrigado à Radar, à Antena 3 e à Oxigénio, por ajudarem esta mãe a não arrancar os cabelos no IC19!

Obrigado por passarem Beck, Gorillaz, Kraftwerk, Moby, Interpol, Franz Ferdinand, Skin, BlackEyedPeas e outras coisinhas que me fazem esquecer que estou no meio de uma fila, onde o civismo não é muito!

Bem hajam!


(Se passarem por um Saxo, com uma "miúda" a cantar e a dançar (sim, a dançar, porque se pode dançar da cintura pra cima!!), sou eu!! ...)

Ponto, podemos ficar só pelo Valdispert...

No rescaldo da nossa entrada na escola, (e digo nossa, porque revivi a minha ida para a escola, desde as angústias por não conhecer nenhuma das meninas lá do colégio, até ao almoçar sem ser em casa, ir na carrinha da escola, etc...), temos o seguinte saldo:

O Tomás:
Todos os dias se levanta sem manifestar qualquer resistência, tem sempre vontade de ir para a escola e está sempre impaciente pelo toque de entrada. Já trouxe trabalhinhos de casa para fazer (duas linhas para copiar as ondinhas, sendo que as ondinhas são a letra "u") e já fez amiguinhos e amiguinhas. Uma das auxiliares já o conhece e já me disse que já brinca mais à vontade no recreio. Mesmo a ver-me à hora do almoço (sim, o controle continua...), vai sempre bem disposto para o ATL. Já noto diferenças no vocabulário...para pior! Já ouvi uns "ó mãe, fogo!"...Mas, no geral o saldo é positivo. Espero que seja para continuar...

A Rita:
Anda tristíssima com a ausência do irmão. No segundo dia de escola, levei-a também comigo e assim que o irmão se sentou, ele fez o mesmo na cadeira do lado. Foi uma carga de trabalhos para a tirar de lá! Quando finalmente consegui sair da sala e ir até ao átrio, passou por nós uma professora que me dirigiu um "deixe lá, tem que ter paciência, afinal é tudo novo...", ao que lhe respondi que não era bem o que parecia... Tenho passado um tempinho só com ela de manhã, para ver se a compenso, pois também tem sido muita coisa junta e a presença do irmão era um óptimo consolo...Espero que seja transitório...

Eu:
Estou muito mais tranquila, porque me parece que os meus meninos são "tesos"... O sufoco da carrinha já está tratado e, no fundo, até foi bom; assim o colégio percebe que eu estou em cima do acontecimento. ... Mas que foi um nervo, ai isso foi!
Pronto, chega só um Valdispert...

Era um Xanax, fáxâvôr! ...

Eu tinha decidido ver se o rapaz seguia bem as orientações que passei toda a noite a dar-lhe e que foram reforçadas hoje no caminho para a escola. : "Tomás, já sabes - acabas de almoçar. pões o pratinho sujo no tabuleiro, agarras na mochila, no casaco e dás um beijinho à Professora e dizes-lhe "até amanhã.", sim?". "Está bem, mãe, eu não esqueço!", respondia.

Mas, como nestas coisas de galinhices, eu não deixo os meus créditos por mãos alheias, fui novamente à escola...just in case...

Lá estava ele, muito sossegadinho, à espera da carrinha do colégio... A estratégia hoje era ficar a ver se ele estava efectivamente à espera da carrinha, se ficava dentro dos portões da escola e, obviamente, a hora de chegada da carrinha. Portanto, lá estava eu, qual detective privado, escondida, à coca, a ver como é que as operações decorriam. Mas algo de anormal acontecia... os meninos estavam há muito tempo à espera da carrinha...tanto tempo, que me vi obrigada a aparecer no portão e perceber o que se passava.

Ainda bem que lá fui! Aquele cenário aterrorizador de imaginar o meu filho à espera de uma carrinha que não vem...aconteceu!

A carrinha avariou. Eu sei que é uma coisa que acontece a qualquer pessoa, mas, convenhamos, ter simultaneamente o telefone fixo do colégio avariado, a carrinha avariada e o telemóvel que acompanha o motorista desligado por falta de bateria, é demais e, francamente, tirou-me do sério! Não gostei.

A escola básica, por seu turno, portou-se bem - o senhor que é responsável pelas crianças que ficam à espera dos pais e carrinhas não desarredou pé dali (faço-lhe aqui uma homenagem, porque é trabalho voluntário, isto é, não remunerado) e prontificou-se imediatamente a ligar ao colégio. Eu agradeci, mas preferi ser eu a ligar, para que o colégio percebesse que eu ando "no controle". É pouco simpático, mas é assim mesmo. É o meu filho, não é um pacote qualquer!

E pronto, acabaram-se os dias de sossego. Os meus e os do pai.

Era um xanax e uma caixinha de "mon-chéri", aqui pr'a mesa do canto, ó fáxavôr!...

Discónaite

O que é que acontece quando a mãe é apanhada pela princesa a ver um clip do Gorillaz na Sic Radical à noitinha?

...faz-se uma discónaite em cima da cama, em surdina, para o mano não acordar, he he he!

Depois, dá-se um granda beijinho, um "xempere" * e dorme-se c'a mãe!


* - Para as menos habituadas ao palavreado da Rita, isto significa "gosto de ti para sempre!".

Parabéns, Meu Pequeno Príncipe

Enfim, o dia chegou. O primeiro dia de aulas, “à séria”, como se diz.
Levantámo-nos todos mais cedo, muito mais cedo, porque a minha casa agora é mais longe da escola.

No caminho, cresceu-nos a tensão, pois, de entre todos os dias, tinha que ser hoje, tinha que acontecer um acidente enorme no IC19 que nos fez perder meia-hora numa fila, a meia-hora que tinha planeado passar com ele e com a irmã, antes de entrarmos os dois na escola nova. É sempre o costume…

Já desde ontem que se adivinhava alguma preocupação da parte dele. Os “não quero ir à escola nova” que se repetiram pelo fim da tarde já pronunciavam uma resistência. Eu já sabia que ia ser assim. Já o conheço.

Entrámos, apesar do contratempo, bem dispostos - ele e eu -, e descemos a rampa da escola numa corrida maluca, de mochila nova (e voadora, mas afinal, uma mochila do Homem-Aranha que se preze, também voa!), entrámos e lá subimos ao 1º andar, a distribuir sorrisos e bons-dias a toda a gente! É sinal de boa educação e o melhor meio de estabelecer contactos!

Ajudei-o a encontrar um lugar, para que não ficasse sozinho numa mesa. Sentou-se. Senti-o um pouco inseguro. Dei orientações de última hora à Professora, e deixei-me ficar no fundo da sala, como combinado no dia da apresentação. Esta semana, excepcionalmente, a nós, pais, foi-nos permitido estar presentes na aula hoje, e durante o resto da semana, levar os meninos à sala.

Confesso que, se gostei desta “oferta”, por um lado, mas, por outro, senti que o reverso da moeda podia não ser tão positivo: acho que destabiliza os meninos - aqueles cujos pais se foram embora ou não estiveram de todo, sentem-se um bocadinho tristinhos por estarem ali sozinhos. e os que estão acompanhados, porque adivinham a angústia nos sorrisos amarelos dos pais…

Foi por isso que, apesar de lá terem ficado ainda duas mães, eu saí antes do recreio, embora com a oferta mais que tranquilizadora da mãe do colega Daniel, que se prontificou a dar um olhinho ao meu baixinho no recreio, não tanto por causa dos meninos da sala, mais por causa dos meninos mais velhos….

Enfim, é mais outro corte. Tem que ser…e, acreditem, doeu-me mais este que os fórceps!...Doeu-me vê-lo assim, com arzinho de passarinho caído do ninho, completamente assustado (aliás, estavam lá uns quanto na mesma…), a olhar para mim, a suplicar-me com aqueles olhinhos mais lindos do mundo, que o tirasse dali!...

Eu sei, eu sei, eu não sou mãe-galinha, sou mãe-uma-data-de-galinhas!
E por isso é que, durante a minha hora de almoço fui à escola, para ver como é que tudo tinha corrido; entrei, fui até ao refeitório e lá dei conta do meu pititi, a comer, devagarinho, mas com o pratinho quase vazio, tranquilo (havia meninos ao lado dele que estavam muito á vontade na aula e à hora de almoço choravam). Aproveitei e dei mais dois dedinhos de conversa com a professora, que me deu mais umas orientações. Ele ficou tão feliz por me ver ali! E eu também! Aproveitei e fiquei com ele até vir a carrinha do colégio, onde fará o ATL todas as tardes. Foi óptimo, porque a transição da escola para a carrinha do ATL era uma coisa que me deixava muito ansiosa.

Depois do nervo da manhã, devo dizer-vos que estou orgulhosa do meu baixinho, porque mesmo a choramingar à minha saída, mesmo tendo passado o recreio de mão dada à professora, desenrascou-se bem no resto. Tenho a certeza que vai tudo correr bem!

Parabéns, meu querido! Estou orgulhosa de ti! Ensinaste-me a deixar-te voar!

Em Silêncio

É como fica o castelo deste reino quando os dois baixinhos não estão por cá...
Apertado é como fica o coração desta monarca, quando a corte não está...
Frias, é como ficam as paredes deste castelo.

Absolut ...Baba!

Ele: Mãe, éu uma queridinha! E cheiras bem!
Eu: ...[sem palavras, só baba, mesmo]...
Ela: És uma ximpática!
Eu: ...[mais baba]...
Deixam passar mais ou menos 30 segundos, fazem um "assessment", e depois, quando o meu ar aparvalhado já garante o sucesso:
Em coro: Podemos ver bonecos?

Quinta, 8 de Setembro, 20h45m ...

Com ajudinhas destas...

Eu tento manter as relações com pai deles o mais saudável possível, que nestas coisas de separações, é sempre algo meio complicado. O equilíbrio é sempre muito precário.

Às vezes, sem quererem, os miúdos geram confusões do arco da velha.

Esta, felizmente, teve mais piada do que estragos. Até porque acho que o pai deles se apercebeu da conversa.

Eu: Tomás, olha, o pai está aqui ao telefone para te falar.
Tomás: Não quero. Estou a brincar.
Eu: Mas, filho, o pai já tinha ligado antes, atende-o lá...
Tomás:Não quero. Agora estou ocupado a brincar!
Eu:Vá lá, não sejas assim...até me disseste hoje que tinhas tantas saudades do pai! Vá lá, dá-lhe só um beijinho.

Com o ar mais enfadado do mundo - sim, porque a criança estava "ocupada" a brincar -, pega no telefone e diz o seguinte ao pai: "Estou? pai?...olha, a mãe disse para eu te dar só um beijinho e desligar."

Com ajudinhas destas...

Rapidinhas

Na viagem de regresso das férias na Avó, feita depois de jantar, para aproveitar ao máximo o último dia:
Eu: Meninos, a mãe vai parar ali na área de serviço, porque está cheia de sono e tem que beber um café, ok?
Ele: Ó mãe, se tens sono, faz assim: pensa que ainda está de sol, porque quando se está de sol não se tem sono. Assim, já não bebes café!

-//-

Durante as férias, na minha casa, o DVD avariou-se repentinamente, enquanto tentávamos colocar um filme.
Ele: Ó mãe, põe lá o filme!
Eu: ò Tomás, eu bem queria, mas parece-me que o DVD avariou-se outra vez.
Ele: Ó meu Deus, eu não posso viver nesta casa sem um DVD! (o que mais me impressionou foi o dramatismo empregue...)

-//-

No dia dos anos da avó paterna, aproveitei a visita aos baixinhos lá no Alentejo e fiz a ligação.
O Tomás cantou os parabéns à ávó, com a irmã, ao lado, a cantarolar também. Convém aqui dizer que a Rita anda com a mania de chamar "maluca/o" a toda a gente. Quando chegou à vez de ser ela a falar à avó, sai-lhe um "Eu não queru falar contigo, tu és maluca!". Fiquei contente, certo?? (quer dizer, fiquei sem saber onde me meter e lá desculpei a piolha à avó...)

-//-

Dia de rentrée escolar. Nem muito ânimo, nem muita birra. Calminha q.b. Quase à chegada à escolinha, a Rita diz "Tenho xódades da Xandara!" e sorri. O Tomás acabou logo ali com o "barato" da irmã com um "eu não tenho saudades de ninguém! E quero ir de férias!". Ninguém mais falou até à escola...

No rescaldo...

... do nervoso que me assolou por causa destas andanças da entrada do meu baixinho na Escola Básica Número não-Sei-Das-Quantas (se aquilo não era mais simpático ter um nome!), já estou muito mais calminha. De longe...quer dizer, já só me dói o pescoço e o estômago!...

Primeiro, a experiência em Março, do preenchimento da ficha de inscrição, só por si já fazia antever que a coisa havia de ser tudo menos simples...desde o questionário dos dados pessoais do aluno e do agregado familiar, que deve ter aí umas 10 páginas, às opções que lá nos pedem que tomemos (Ex: "indique outro estabelecimento de ensino para o caso de não haver vaga" - esta é lixada, sobretudo se nos mudámos para aquele local há pouco tempo e não fazemos ideia nenhuma se as opções afixadas na parede são lá perto ou em Vila Franca de Xira...)

Depois, a espera para saber se o miúdo fica lá ou não. Com a agravente de ser uma candidatura condicionada - não por amaciador para cabelos normais, mas pela data de nascimento do piolho...Só soubemos em Julho...

A seguir: livros. "Os livros? A lista está na papelaria lá de baixo." Convém esclarecer que o "lá de baixo" significa 3 papelarias... podia ser pior.

Agora, este stress da turma de dia vs. turma da tarde...isto rebenta com os nervos à alminha mais calma! ...Só hoje de manhã roí as unhinhas todas da mão direita!

Como se isto não bastasse, assim que eu expressei aqui as minhas angústias, começo a ouvir falar de uns entes esquisitos, os "Agrupamentos" e tal...uma pessoa não aguenta com tudo, pá!

De repente, vi-me a travar uma batalha, contra uns seres infernais, assim parecidos com os monstros do George Lucas, género verruga falante ou coisa pior, grandes, viscosos, enormes, sentados numa secretária gigante, com o carimbo vermelho do "Indeferido" à espera para ser aposto, e que nunca mais me resolviam o caso...

Uma mãe de primeira viagem, como diz a minha Annuska^, leva com uma destas e fica aviada!!

Tive sorte...mas, bolas, ó senhores ouvintes!

(Onde é que eu deixei a lima das unhas?...)

Eu me confesso: sou uma mãe em stress!

Não dá.
Estou absolutamente num nervo, as unhas é que pagam e os meus colegas! Nem eu me aguento!

É por causa da escola. Pronto! Que é que querem? Isto é mais forte que eu.
Agora liguei para a escola e falei com uma professora que me disse não saber ainda o dia em que as aulas começam. Aproveitei para perguntar se era costume haver turmas à tarde, assim como quem não quer a coisa, e ela respondeu-me que sim. E em resposta à pergunta seguinte "E a que horas entram?", repondeu-me"Normalmente entram ao meio-dia, para almoçarem. Se quiser ligar mais tarde ou amanhã, peça para falar com a coordenadora da escola, que as turmas já estão formadas, mas eu agora não posso dizer-lhe nada, que vou para uma reunião."
Ok - resultado: dor de estômago. E se o miúdo é colocado numa turma da tarde? Como é que eu faço, uma vez que não existe esse horário no colégio onde ele vai fazer o ATL?
Tirem-me deste filme!!!

UPDATE:

Depois das preciosas orientações que me foram dadas, e que agradeço do fundo do coração, liguei de novo para a escola, falei com uma alminha amorosa que já me informou que o meu baixinho ficou colocado numa turma da manhã. Já sei, inclusivé, o nome da professora e a salinha dele.
Ufa!...Já me estava a preparar para travar uma batalha burocrática, mas vá lá...

Esperança

Maria e António, o post de hoje é-vos dedicado.

Conheço-vos há muito tempo. 15 anos...A ti, Maria, há mais tempo ainda, uma vez que fomos colegas de escola.

Passámos juntas momentos tão diferentes - desde a forma como a nossa amizade começou, passando pelos namoros e empregos, os casamentos - os nossos, os das nossas amigas - os empregos. Os filhos. Os meus. Que os teus são ainda um sonho. Prestes a ser realizado.

Espero que a etapa que hoje começas traga, por fim a realização desse sonho, que partilho convosco. O telefonema que vou querer ouvir há-de ser a dizerem-me que vos empreste a mobília de quarto e as roupinhas!

Muita força, muita esperança.

Eu vou estar aqui deste lado, para o que for!

Gosto muito de vocês!




Nota: por questões de respeito da sua privacidade, alterei os nomes, que não são, obviamente, Maria nem Manuel.



Leite com mimo

Ela é muito mais mexida que o irmão. Usando fenómenos atmosféricos como metáfora para explicar a diferença entre um e outro, ela é um furacão, quando comparada com ele, que é uma brisa fresca, daquelas que se sentem em noites de verão.

Mas não é por ser assim, que a minha Rita é menos afectuosa. De todo!

Depois de regressarem das férias passadas com o pai, vinham contentes e saudosos de mim. [Pausa para a autora apanhar a baba]. Na primeira noite quebrámos uma regra nova - não se dorme na cama da mãe. É que existem alturas que não há como dizer não a dois pares de olhinhos suplicantes... Mas na noite seguinte, cada um na sua caminha.
Beijinhos, abracinhos, leite com miminhos à deita, xixis e dentes lavados, tudo no espaço de 45 minutos. Não está mal.

A mãe vai para a cama, liga a TV, a ver se vem o sono, luz apagada. Ainda não haviam 5 minutinhos passados, entra-me pelo quarto adentro um par de olhinhos de azeitoninha, numa cara muito marota só para me dar um abraço e dizer "Mãe, goxto ti, xempere!".

Mimos...

...é o que vocês me dão! Ai que uma pessoa habitua-se mal!
Não posso deixar de mandar um beijinho de agradecimento muito grande a todas as visitas deste Reino!
Sabem mesmo como fazer alguém sentir-se bem!

Etapas

Mais uma etapa nova.
O Tomás vai para o 1º Ano. Estou eu, com toda a certeza, mais ansiosa, que ele. Porque vai para uma escola oficial, onde as mordomias do jardim de infância se acabaram, nomeadamente, o controle disciplinar dos meninos, os cuidados com a alimentação, etc, etc, etc.
Tenho as melhores referências da escola, e, inclusivamente, no único telefonema que para lá fiz, gostei da forma como fui atendida, pois pareceu-me que tudo está bem organizado. Mas não consigo deixar de andar ansiosa com este acontecimento.
MAs esta ansiedade tem outra explicação. E isto já vem desde o dia, em Julho passado, em que fui à papelaria onde estavam disponíveis os livros adoptados na escola e os fui comprar.
Ao recebê-los da mão da senhora que estava ao balcão, fiquei calada, quieta. Aquilo foi como uma lambada forte. "A senhora acha os livros muito caros, é?", perguntava a simpática velhota. "Não, até não. Não é isso. Sabe, assim que agarrei estes 3 livros, passaram-me pela cabeça, numa fracção de segundo, os quase seis anos de vida do meu filho, e realizei que passaram depressa. Demasiado depressa...", respondi-lhe.
É mais outra etapa. É mais outro degrau no caminho dele. Mais um corte. É inevitável. É assim que tem de ser. Mas faz impressão.
Só espero estar à altura da ocasião.