A espaços

Escrevo aqui cada vez mais a espaços. 

Leio-me ali para trás e revejo algumas situações como se não tivesse sido eu a vivê-las. Parece que é positivo não nos agarrarmos ao passado. Pelo menos às partes menos simpáticas do passado. Que as águas do tempo levem as coisas e as pessoas menos simpáticas para um estuário de memórias onde nunca atracaremos de novo.

Por agora, tenho outras experiências a  viver. E mais uma vez, a novidade e a surpresa a estarem presentes.

Nele, fascina-me a maturidade, a sagacidade com que analisa o mundo que o rodeia e a capacidade que tem para descartar - e para se descartar - de pessoas e de situações que não [lhe] interessam. E o seu sentido de humor refinado. É responsável, confiável, sem deixar de ser adolescente, com todas as implicações que esta fase da vida tem:

Exemplo 
(sexta-feira, 02/10/2015, 18:00 TMG, casa da mãe, à chegada da escola)
Ele: Mãe, afinal sempre quero fazer a barba! Vi aqui na net uns conjuntos de espuma e gilete e assim que podemos mandar vir...
Eu: Ok, então vou comprar a tralha toda. [pausa para ver a tal página, nos EUA...] - Opá, mas tens de mandar vir isso de tão longe? 25 dolares????? Em Portugal temos coisas muito boas...
Ele: Está bem, então compramos cá.
(sábado, 01:17 TMG, sms enviado de casa do pai)
"Afinal esquece, não preciso de fazer a barba. Boa noite. Adoro-te"
... ...

Ela é a contemporizadora, a apaziguadora quando eu e o irmão nos desentendemos. É a diplomata de serviço. É a sonhadora que paira aqui por casa, mas ao mesmo tempo a mais curiosa. Quer sempre saber porque é que as coisas são assim, interessada na vida, na sociedade, até na política e com quem tenho grandes conversas ao jantar, pois ainda que seja novinha, consegue-se manter uma conversa coerente com ela (no ano passado pediu-me a Constituição para ler, que tinha curiosidade de ver "a lei que manda nas outras leis").

Tudo isto sem deixar também que a adolescência cumpra o seu papel também...

Eu: Então não passaste argila na cara por causa das borbulhas? 
Ela: [com aquele arzinho de quem nem se lembra que a argila está ali, mesmo junto ás escovas de dentes...] Sim, passei... 
Eu: Hum... hoje??? ...
Ela: Er... não... mas não perguntaste se foi hoje... [ar angélico até partir...]

E é assim... 

Tenho aqui um homem e uma mulher  (e no sentido literal...) que me acompanham, que são meus filhos, meus amigos e meus companheiros. E cada dia que passo agradeço ao Universo estes dois seres que me acompanham e me dão o grato prazer de com eles compartilhar a minha vida.


E é assim, neste Reino da Confusão...


Crónica dos dias que voam...

Era uma vez uma mãe que se viu com dois pardalitos nos braços, boquinhas abertas, sedentas de alimento e amor.

Era uma vez uma mãe com dois pardalitos que chilreavam, pulavam e dançavam, corriam e brincavam, por entre os dias de escola e os dias de mimos nos avós, escondidos debaixo das saias de sua mãe.

Era uma vez esta mãe de dois pardais. Já não são os pardalitos saltitões de outrora, mas continuam a brincar e a sonhar.

Estes pardais têm agora 12 e 14 anos, têm corpos de homem e mulher escondidos dentro da sua alma de criança, qual crisálidas em formação.

Ele recusa-se a fazer a barba que, insipiente, já lhe faz sombra e bigode, pois diz, com uma voz meio grave, de homem que se prepara para ser, mas com olhar de menino, criança que ainda é, que não quer crescer porque não quer sair da casa da mãe. A mãe tranquiliza-o e diz-lhe ao ouvido "és o passarinho da mãe para sempre e só sais de junto de mim se e quando quiseres".

Ela continua a ser a fada que flutua aqui em casa e nos nossos dias. O desenho  é tudo para ela. Qualquer pedaço de papel é bom para a sua arte. O futuro?... esse para ela é uma tira de banda desenhada cujo enredo ainda nem imaginou... tem lá tempo para isso?!

São mais autónomos. São mais responsáveis. Têm sentido de humor refinado. Fazem companhia. Têm conversa. Questionam a mundo, a vida, as coisas, o país, a situação. São e estão. E estão aqui.

Era uma vez uma mãe de dois adolescentes que ainda se levanta de noite para lhes aconchegar a roupa, para lhes escutar a respiração e mirá-los com amor.

Era uma vez um mãe que não notou que passou quase uma década desde que as nossas vidas se alteraram tanto.

Era uma vez um Reino da Confusão...

Intervalos Longos

Cada vez tenho menos tempo. Mas no fundo, o que tenho é cada vez menos vontade de me/nos expor num canal como este. É verdade que já não tem a exposição de outros tempos. Mas também a exposição nunca foi o objectivo.

Ontem, depois de uma sessão de fotografias dos baixinhos, de quando eram mesmo, mas mesmo baixinhos, deu-me um ataque de saudades e reparei que havia algumas coisas de que já não me lembrava. A memória pode ser uma coisa traoçoeira... pensas que a dominas, e, afinal... não.

E sufoquei de imaginar que não me lembrava de tantas e tantas coisas engraçadas dos meis baixinhos. Nem já estão assim tão baixinhos... Então revisitei a minha própria página.

A fase deles agora é a da pré-adolescência. Coisa tramada... e eles já a sabem de cor... afinal, já lêem livros e tudo "on the matter"... :)

Já dava para páginas e páginas de relatos.  Mas hoje não estou in the mood para aqui escrever algo.

Na verdade, confesso que, de cada vez que me lembro do blog, lembro-me é de que devia fazer uma cópia de segurança de tudo isto...

Alguém saberá fazer um backup integral disto?

Ele...

Ele fez ontem 11 anos.
Ele marca a minha mudança de vida, como mulher.
Trouxe-me esta parte de mim que é ser Mãe.
Fez com que eu desse o passo seguinte e percebesse, afinal, tantas e tantas coisas ditas e feitas pela Minha. A minha Mãe.
Trouxe com ele o desassossego das vidas novas que nos metemos ao colo.
Doce desessossego esse.
Amo-o cada dia que passa mais, a ele, nos seus [agora] 11 anos, ainda cheios de birrices de gaiato, mas, ao mesmo tempo,  já tão maduros por tudo quanto já viveu.
É o meu par de olhos grandes e meigos.
É o meu Amor Grande.

9 Anos

Sensivelmente 3290 dias de maternidade desta rapariga que não pára de me surpreender.
E que tem crescido muito nestes últimos meses.
E que me tem ensinado tanto.
E de quem tenho o privilégio de estar a criar.
A quem amo.
Perdidamente.

Parabéns.

Time's up, girl!

Levantar, fazer a higiene pessoal, trabalhar, sentar, comer, ler o jornal no pc, ligar aos amigos que fazem anos, despachar serviço no trabalho, correr a levar/buscar miúdos à escola, telefonema à Mãe, à irmã, etc, etc... A vida de cada um dos nossos dias é cheia de rotinas que damos por garantidas. Só por o pé de fora de manhã e seguir desde a cama ao trabalho é um acto tão mecanizado, que já existem teorias [e livros, obviamente] para exercitar o cérebro e contrariar a tendência.
A rotina associada a estes actos todos, e de outros que, por estarem tão mecanizados, nem me consigo lembrar deixa-nos dormentes perante a própria vida, que é tão maior que nós!...
Infelizmente, temos a tendência a confrontarmo-nos com isso em cima do acontecimento, que é como quem diz, na hora do aperto.
Não fui excepção.
Felizmente, tive a oportunidade de, mais uma vez, relembrar que devemos dizer/mostrar a quem amamos o que sentimos TODOS OS DIAS, SEMPRE QUE TEMOS OPORTUNIDADE!
A minha mãe teve uma forte indisposição que, de acordo com um diagnóstico prévio, fundado em exames simples, mas conclusivos, não grave, só temporariamente debilitante. É chato, mas trata-se e vai passando. Assustou-nos a todos, assustou muito o meu pai e mais ainda aminha Mãe.
A mim, para além de me ter passado de a ver entregar os pontos a uma situação que não se justificava em si mesma, fez-me dar atenção à dura confrontação de que, efectivamente, os meus pais estão a viver na curva descendente... - e a ficar VELHOS. É assim mesmo que se diz. VELHOS.
Vê-la ali, sentada no carro, enquanto vencíamos os quilómetros até Lisboa, para ir ao Hospital, à urgência, sem assunto (quando não há assunto, o que é raro, implica com qualquer coisa minha, que fiz ou deixei de fazer ou whatever...) começou a apertar-me o "lado esquerdo"...
Depois, acompanhá-la e vê-la ali, tão pequenina, tão indefesa, com a voz num fio... perguntando-me as coisas 2 e 3 vezes... deitou-me abaixo. Ouvi-la dizer "é o princípio do fim..." matou-me!
Por me confrontar com a sua finitude e porque tive a sensação de que passei para o outro grupo do "jogo"... deixei ali de ser simplesmente uma das "gaiatas" (somos todas "gaiatas", apesar de todas sermos "over 40"), para passar para a equipa que está na 1ª linha... as "mulheres"...
Na minha família, que é francamente marcada pelas figuras femininas, matriarcal, passar para o lado das "mulheres" é um marco. Uma transição. Mais outra... Somos nós que levamos o barco pelas águas turbulentas das coisas da vida. Os homens limitam-se a seguir para onde os mandamos. Eles sabem que é assim. Não discutem. Porque, nos momentos dolorosos e decisivos, somos nós, com a nossa intuição que orientamos esta Nau Catrineta nossa. E sabem que, de uma maneira ou de outra, os levamos sempre a bom porto.
Começa a pensar-se que o tupperware com o jantar para mais logo ou as bolachas especiais não é para sempre. Ou que tens de pedir a receita mágica para as batatas doces assadas ficarem bestiais como as dela. Ou que um pico de trabalho que te obriga a "desviar" os miúdos  é trivial, porque os avós estão lá...
Tudo isto considerado, começei a ouvir lá ao fundo, do fundo de mim, uma frase:
"Time's up girl! It's your turn now! It's your time to run the boat!!"

Vacationing!...

Quase!!
Quase!!
Quase!!

É o "armário", senhores, é o "armário"!...

É porque a irmã lê e não brinca com ele.
É porque  irmã lhe fala alto (como se o exclusivo fosse dela).
São as datas dos testes que são mais guardadas que o terceiro segredo de Fátima.

Decididamente, os dias tranquilos de ser mãe de um menino [sem mais qualificativos] já eram...

É porque lhe puxa o cabelo.
É porque diz que é feia, que o dente que [ainda] lhe falta é o dente da beleza.
É porque não a deixa ler (aqui concordo com ela...)
É porque não lhe faz as vontades...

E daqui, também não são melhores as expectativas!

:º)

A gripe A ...

Pronto, as meninas deste reino foram infectadas com o vírus H1N1. Até agora, o pior mesmo foi a febre e o incómodo da Rita no 1º dia, a dor de cabeça que eu tive ontem. Mas, - sem dúvida - o primeiro lugar do incómodo vai para O EXAME!!!

Eu sei que eu não sou exemplo para ninguém , pois sou uma "mariquinhas"... mas confesso que fiquei com medo do cotonete gigante com que se faz a recolha de amostra para o teste... E não consegui evitar um "aa-aiiiii" no momento em que o técnico me apontou aquilo!!! Mas enfiei-me logo na caminha (sim, vêm fazer o exame a casa!!), e voltei ao quentinho.

Mas, no mais, é só ficar quietinha em casa, bem agasalhada, comer bem e descansar muito (estou a por as sonecas em dia, só eu que sua excelência a princesa Rita também não! Eu cá, tenho aproveitado), e ter imenso cuidado com correntes de ar. O problemas são as infecções pulmonares, por isso, vou ouvindo regularmente a respiração dela para evitar surpresas.

Só é aborrecido ter meeeeeesmo de estar fechada em casa...

Incrivelmente, o Tomás não tem sintomas, o que significa que, incrivelmente, apesar de ter dormido com a irmã, não foi infectado. Talvez seja das lavagens constantes das mãos (nisso, a Rita esmera-se; lava-se até aos cotovelos, e durante muuuuuito mais tempo que os 60 segundos das boas práticas... ), ou por ter ficado separado no dia em que os sintomas se declararam na avó... Não sei. Sei que ele, até agora, não revelou sintomas. Ficou em casa, com o pai, por recomendação do pediatra, a fim de ver se estava infectado e evitar contágiar os colegas.

Resta-nos aguardar tranquilamente os 7 dias. Eu devo ter ainda mais uns dias de molho, que os sintomas vieram dois dias depois... e o resultado só vem amanhã...

O bom disto é que ficámos as duas já despachadinhas - deste vírus e do mutante, que foi uma pergunta que fiz ao pediatra.

E pronto... Bem, vou ali fazer uma canjinha e já venho!...

Quem tem filhos...

... tem cadilhos. Frasezinha irritantemente certa, esta.

Aqui estou eu, à meia-noite e meia, ainda não decicdi se mais zangada com ele, se angustiada por lhe ter causado, com toda a certeza, uma noite agitada.
Mas na verdade, acho que estou com ambos os sentimentos.

Hoje foi um daqueles dias porreiros, em que por acaso, as coisas encaixam e dá para de tudo; corre tudo bem, até à altura em que se borra a pintura.
O mais chato é já não termos tempo de compor o "quadro".

Resumindo:
Ele não tinha aulas de tarde; eu consegui organizar as coisas para também sair mais cedo, uma logística incrível, irmã incluída, que pedi autorização à professora para a falta desta tarde.
Claro que estas coisas saem-me do pelo a mim, que tenho de andar de carro de um lado para o outro, inclusivé a casa do pai, que, de alguma forma, arranja sempre maneira de não mexer uma palha e obrigar-me a ir a casa dele para ir buscar a tralha e a roupa da semana ( que devolve ou amarrotada ou suja ou whatever...)

Eu engulo estas coisas todas, a bem da estabilidade dos miúdos, mas, pronto... às vezes falta-me a paciência... mas, lá está... a bem dos miúdos, a bem dos miúdos, a bem dos miúdos, repito para mim própria.

Como dizia, viémos para casa. No caminho ainda deu para comprar um par de botas à Rita (é a verdadeira situação de "tudo e mais um par de botas"!). Compras terminadas, almoçei a desoras - aliás, eles quiseram almoçar comigo no mac... à laia de lanche. E como um dia não são dias, e até parecia fim-de-semana, como dizia a Rita, boa disposição e almoço para mim e lache para eles.

Brincámos, brincaram, eu li um livro acompanhada do borburinho agradável destes dois pardais.

Não sem antes perguntar a ambos a sacrossanta pergunta "alguém tem TPC'S???". Repeti mais 2 vezes.

Um "NÃO!" convicto foi o que obtive de resposta.

Confiei. Como é que se faz, se não dermos um voto de confiança. Afinal um esquecimento ou dois, no início, até se desculpa. Porque na realidade, é tudo novo para o Tomás. Tanta rotina, tanta preocupação, temos que os ajudar. O 5º ano não é fácil... não é, não senhor...

Mas ajudar passa por supervisionar.

Não custa preparar a mochila para as aulas do dia seguinte, não por sistema, mas naqueles dias em que a hora de deitar vem a correr, ou que surgiu uma última conversa mais engraçada, que raio, não custa nada dar uma mão ao miúdo.

Até porque se lhes dermos esta ajuda, também temos oportunidade de ver como é que estão os cadernos, em termos de apresentação, de cuidado, e dos TPC's...

Pronto, e foi aí que o disco se riscou. Estava eu a organizar as coisas para amanhã e deparo-me com um caderno, de uma disciplina que teve na sexta, com duas páginas inteiras de exercícios que não fez.

Diz o pai que viu (??) os cadernos com ele no fim-de-semana.

A verdade é que lá estava a indicação de duas páginas que vão amanhã por fazer.

Aborreci-me imenso com o Tomás. Tanto, mas tanto, que o fui acordar para lhe perguntar porque não tinha feitos os trabalhos hoje à tarde. Zanguei-me por já não ser a primeira vez que isto acontece.

Já lhe expliquei inúmeras vezes que ele tem de fazer os trabalhos; que tem de ler durante o fim-de-semana as aulas passadas para ir encaixando a matéria e consolidado aos poucos o que já deu; que tem de ler um pouco mais adiantado para preparar a aula seguinte, pois só assim consegue assegurar que a participação é boa (os critérios de avaliação estão escritinhos em todos os cadernos de todas as disciplinas, ditados por por cada um dos professores).

Já lhe expliquei que estudar é o emprego deles.

Já lhe disse que não preciso que seja o melhor da turma, só que se esforçe e seja o melhor possível.

Já lhe disse que escusa de ter medo de chumbar, porque isso para mim não é grave, desde que eu saiba que se chumbou emas que não foi por falta de trabalho, estou cá para ele, para o ajudar.

Mas já lhe fiz saber que se chumba porque se encostou à sombra da bananeira, ai aí, estamos mal.

Já lhe expliquei que eu tenho 3 formas de lidar com isto:

- a primeira, mais fácil, mas absolutamente antagónica ao meu entendimento do que é ser encarregado de educação e, sendo-o, sendo responsável, é estar completamente nas tintas, ver como corre e deixá-lo em autogestão;

- a segunda, ainda fácil, que passa por ter uma atitude verdadeiramente autoritária, mandá-lo fazer as coisas, sem o escutar, assim e em vez de lhe explicar porquê, é fazer e calar;

- finalmente, a terceira, que dá mais trabalho, mas envolve mais, é trabalhar em colaboração com ele, e ele comigo, e com o pai também, e que passa por fazermos as coisas, puxar por ele, ouvir as dúvidas e tentar estudá-las em conjunto, sem ter de estar a dizer-lhe constantemente que trabalhe, que leia, que faça resumos de matéria e resolva exercícios.

Eu sei que só tem 9, quase 10 anos. Que acabou de entrar no 5º ano, que saíu do casulozinho onde tem andado desde que nasceu, mas, e se não for agora, quando é que lhe incuto método e disciplina de trabalho ( coisa que passa por fazer os tpc's, mas que está para além disso?)?

Eu não quero criar um "nerd" que só faz trabalhos, que só estuda e que passa ao lado do resto. Não quero e também não é o estilo dele. Já se lhe avizinham outros dotes pessoais...
Mas não quero deixar de fazer qualquer coisa e de tomar uma atitude firme.

Para já, escrever uma série de vezes no caderno "Nunca mais me vou esquecer dos TPC'S!". Um recado à professora a dizer que tomei conhecimento da falta.

E um mês de castigo sem playstation.

E agora eu, aqui estou, sozinha nisto, a sentir-me mal por o ter acordado, por ter ralhado com ele e o ter notificado destes castigos.

E a achar que não tenho o mesmo cuidado do lado de lá... do pai...

O 2º Ciclo do Ensino Básico é...

... deixá-lo na escola com lágrimas nos olhos, ter a sensação de o deixar entregue às feras e passar o dia com o coração apertado.

Subitamente, dou por mim a ter saudades do tempo em que o deixava no infantário. Qual graça de os ver crescer, qual quê!! Receio por ele. É um pardalinho no meio da confusão que esta nova fase representa.

Sei que aquilo que não nos mata nos fortalece, mas detesto ter este tipo de pensamentos com respeito ao meu filho.

Saio dali todas as manhãs de coração apertado. E se lhe batem, os mais crescidos? E se não come? E se não se orienta?

A passagem de ciclo, do 4º para o 5º é brutal! Passam de uma fase em que lhes fazem tudo para uma vivência em que lhes atiram à cara um rol de rotinas e responsabilidades sem fim. Primeiro é o cartão, que serve para os acessos - entradas e saídas - do recinto escolar; serve para comer, para comprar material escolar. São os responsáveis pelo cacifo; por eles próprios.

O 4º ano não lhes ensina isto. Têm de andar de sala em sala, com mochilas carregadas com o equivalente a metade do peso deles (onde estão as disposições que regulamentam isto e a sua fiscalização??), em aulas com metodologias diferentes, que quase nada têm a ver com o ano anterior...

No 1º ano ele chorou, de medo, de tristeza por não ter ali os amiguinhos dele. E só me contou no fim do ano, que "era para nãp preocupar a mãe"... Sei que agora não chora, disse-mo. Mas sei que se sente deslocado (mais uma vez o grupo dos melhores amiguinhos não o acompanhou...). Sinto-o mais agitado. E mais dependente de mim, mais ansioso por dormir comigo, por estar de noite acompanhado. E por o saber assim, a guardar estas coisas para ele, ainda me dói mais.

Dias há em que me apetece tirá-lo dali e metê-lo no carro e fudir dali para fora...

Ela também anda diferente... falta-lhe o irmão. É menos complicado, pois ficou na mesma escolinha. Mas não deixa de me merecer preocupação.

Adoro os meus filhos e ando moída com isto, dorida...

Infelizmente, não tenho estrutura financeira para os meter num colégio...

Filosofar


Nada como começar o ano lectivo com um livro que decerto proporcionará discussões interessantes com o meu par de infantes.
Vamos deixar de lado a "tecnologia" e discutir outros conceitos simples. Mas que hão-de proporcionar, decerto, boas conversas.


Preocupações... Constatações e outras coisas acabadas em "ões"...

Ao telemóvel, do Alentejo, em férias:

Rita: Mãe, estou preocupada com duas coisas...
Eu: sim?...
Rita: Sim... Mão, quando é que és advogada e quando é que te casas?

(Foi-se o efeito surpresa para os avós... paciência...)

--

Rita: Mãe...
Eu: sim?...
Rita: Sabes, a avó pôs-me de castigo...
Eu: Porquê??
Rita: Sabes, eu aqui fico um bocadinho maçadora...
Eu: Mas porquê?
Rita: Sabes, é que nesta casa não há praticamente tecnologia nenhuma...
E tu sabes que eu sou uma menina muito tecnológica...

--

Rita: Olha, estou aqui divertida!
Eu: Sim? Então o que estás a fazer?
Rita: Estou aqui a descascar uns feijões que a avó tem.
Olha, é para as mulheres, quando fizerem sexo com os namorados já podem por os feijões nas suas barrigas e ter filhos...

(As comunicações com o Tomás são sempre mais curtas; mais pragmático diz logo que está cheio de saudades minhas, relata as actividades do dia, manda um beijo e pergunta a quem passa o telemóvel... )

A estreia!!

Ora, hoje o menu no Reino's (tão chique!!) é:

Almoço:
Sopa de caldo verde
Lasagna de carne
Limonada
Gelado (ainda não feito na Bimby, só para acabar o stock)

Lanche - não se aplica porque vamos ter com amigos ao parque :)

Jantar:
Creme de alho françês
Pescada aromatizada com béchamel em ninho de puré
Sorvete de frutas

...

Como é que eu pude viver sem uma Bimby????

Bimbólica...

É verdade!
Comprei uma Bimby!
Até eu estou parva. Mas, lá está, as pessoas mudam!...

Ainda a Rita não tinha nascido, e andava eu, na minha agnóstica ignorância, a a pregoar aos ventos que NUNCA iria comprar uma boneca barbie à minha filha... o que, em abono da verdade, consegui. Não comprei uma, comprei várias!

Entretanto, há uns dois anos atrás, começaram a falar-me na tal Bimby... desconfiei...
E muito.
Relatos de uma máquina capaz de transformar o maior cepo culinário numa criatura capaz de oferecer acepipes dignos de restaurantes de primeiríssima água... hum... conversa fiada...

Mas dá-se o caso de ter uns miúdos para lá de exigentes com o que comem (saem, obviamente à mãezinha), e que não vergam... e de diversas pessoas me terem dado bons feedbacks da "geringonça"...

Ora eu, que DETESTO cozinhar, e só o faço porque tenho os miúdos, apesar de fazer com gosto, porque é para eles, é sempre penoso... ainda por cima, não sou muito organizada, cozinho à homem (pelo menos é o que a minha mãe diz, pois sujo praticamente a loiça toda para fazer uma refeição...) e sou limitadíssima na técnica - apesar de a minha biblioteca culinária ser fascinante (repare-se que existem cá em casa livros de receitas de cozinha japonesa!...)

Bom, sucede que na semana passada uma colega, que tem uma amiga que é demonstradora das Bimbys, me falou e me convenceu a ver uma demo daquilo.

Claro que desconfiei!
Quando a esmola é muita...

Mas não... o raio da coisa funciona bem, poupa imensa loiça, aproveita os restinhos de tudo e mais alguma coisa e faz com que "absolut nabas" como eu brilhem aos olhos de quem mais gostamos: os baixinhos!!

E foi assim que, após anos de mágoa materna, por esta minha aversão à cozinha, me decidi e me atirei à última maravilha do universo culinário!
Uma Bimby!
Sinto-me como se fosse o Capitão Kirk!

Aquilo parace a USS Enterprise!

Ah... Kitchen... the last frontier...

O Verão

Chegou a medo, com nuvens a pintalgar o céu e borrifos de chuva que nos assustaram e atiraram para fora da praia no primeiro dia de férias.
O R. mudou de emprego e não pode vir connosco de férias, de modo que estamos os três por nossa conta.
Tivémos a visita da S. e do seu filho, que nos ajudaram a mandar a telha dos primeiros dias, sozinhos e com tempo farrusco, embora.
Chegou o calor ao Algarve.
Decididamente, está-se aqui bem.
Nunca tinha gozado férias em Junho, mas estou a ficar adepta.
Isto, claro está, será sol de pouca dura, porque os miudos têm exames até tarde, quanto mais velhos ficam e vão avançando na escolaridade.
Mas este ano, como o pai queria um período de férias que só me permitia ou agora ou Agosto, escolhi - e bem, ao que parece - agora.
Não sei se será da crise ou dos exames - ou ambos - está pouquíssima gente aqui em Portimão.
O Alvor mete medo apartir da meia-noite. Há poucos turistas.
Os cafés e restaurantes do Centro de Portimão fecham mais cedo, e se mal nos descuidamos, não podemos tomar café mais tarde ou arriscamo-nos a beber café ... no sofá de casa.
As praias só se enchem aos fins de semana.
A piscina do prédio está basicamente por nossa conta.
Nem parece que estou na Rocha.
Mas, na realidade, sabe bem. Sabe bem sair e ter sempre estacionamento, lugar no café e no restaurante.
Sobretudo, para uma mãe com duas crianças.
Férias.
Sabem bem... e já a meio...

Azia

O 4º ano está a acabar... e o nervo a chegar. Ele vai mudar de escola, vai para o 2º ciclo do básico.
A escola do agrupamento, que é excelente, bem frequentada e onde existem pessoas conhecidas, que sempre poderiam dar aquele olhinho, é bastante mais longe e, com a Rita na primária (gosto mais de lhe chamar assim; saudosismos... ), há que coordenar as coisas para que ninguém chegue atrasado... Se for para lá, vai ser difícil chegar a tempo, já para não falar de alguma ocasião em que tenha de ali ocorrer numa emergência...

Existe, porém uma escola do 2º ciclo, mas que, apesar de estar bem colocada no ranking das escola, tem um défice de segurança, pois os miúdos são ali frequentemente assaltados.
Mas fica perto, permite que o vá buscar e por de carro...

E pronto, já tenho a minha aziazinha de estimação para as férias...

Provas de aferição ou Crónica de uma Mãe com os nervos em franja

Eu sei que aquilo na realidade não conta para a nota dos miúdos. Sabia-o antes, tal como sei hoje. Mas acredite-se ou não, tive de ir ao site do Ministério para acreditar nos meus olhos.

Combinei com o pai deles que no teste de segunda iria eu, que chegaria mais cedo para lhe dar apoio, para ele não estar angustiado, enfim, as coisas que uma mãe quase histérica faz.

Assim foi. Chguei com mais de meia hora de antecedência.

Durante a viagem, ele foi a ler o jornal que nos enfiaram pela janela do carro ali no Campo Pequeno, comentando algumas notícias com a irmã.

Eu conduzia, a olhar para o relógio a cada 2 minutos e a utilizar todo o vernáculo do meu léxico contra os condutores que se atravessavem no meu caminho.

Chegámos cedíssimo, como disse. E estava eu já pronta, "amais" o meu instinto maternal, ali para lhe dar apoio, quando chega o amigo Gui, o chama com um "ó Tomás, queres vir brincar?", que me arremessou para canto, essa é que é essa, e lá foi! Perguntou-me se eu me importava. Claro que não! Quer dizer, fiquei desconcertada, mas pronto! Ele estava calmo e isso era o importante.

A Rita ainda soltou um "olha, deixa estar que lhe vai correr bem!", como quem diz, "anda lá que me prometeste levar ao teu trabalho e que queria ir para a net jogar com o jogo das Power Puff Girls e estamos aqui a perder imenso tempo!!"

No de quarta, foi o pai quem o acompanhou. Tranquilo, de novo!

Por curiosidade, sempre que lhe perguntamos como correu, diz que era super fácil! E à pergunta "e que matéria saíu?", responde com um "assuntos diversos" assim a atirar ao seco!

Para eu aprender!

Frases e Ditos...

O tempo parece encolher! Mas que coisa! Agora que já não estudo à noite, ou já perdi a pedalada ou o tempo realmente está a encolher! Não consigo um bocadinho para escrever aqui as "novidades" dos baixinhos. Que já nem estão assim tão baixinhos... :)

E para não variar, também não é agora, pois só vim aqui ver se ainda me lembrava das passwords e assim...

:)
Hoje perguntaram-me há quanto tempo me tinha separado e foi difícil responder. Tive de fazer umas contas de cabeça e, por fim, lá respondi.

O tempo é, de facto, implacável. Imperceptível nas pequenas mudanças e vivências do dia-a-dia, manifesta-se, porém, brutalmente, quando estas perguntas surgem.
Mas também me apercebo das suas passadas quando olho os meus filhos, à noite enquanto dormem.

Na penumbra, ainda me parecem os bebés de há 5/6 anos atrás, mas quando me aproximo e vejo neles duas crianças que são, as pastas da escola encostadas à parede do canto do quarto, quando reparo nas suas roupas e objectos pessoais e me recordo das conversas que agora temos, aí sim, dou por ele a passar, todo de uma vez só.

Hoje vinha no carro de manhã, mergulhada nos constrangimentos do trânsito quando dei comigo a prestar atenção à Rita, que vinha a ler as tabuletas nas ruas e as letras escritas nos toldos dos cafés. Já lê bem. Incrível, ouvi-la a ler, com a sua voz tão fina, tão de bebé. Ainda mais sem os dentinhos à frente. E a ser corrigida pelo irmão, sempre atento, sempre alerta com a irmã. Tão protector.

E depois recuo aos tempos em que me iniciei na aventura da escrita, por aqui… Parecem de uma outra galáxia, as coisas por que passei… a separação, todo o processo de recomeçar a viver, não sozinha, mas com eles sob minha responsabilidade, de início praticamente sob minha inteira responsabilidade, e gradualmente sendo partilhada com o pai deles… até hoje. Não parece real.

As pessoas que conheci, as que só atravessaram um pedacinho da minha vida, os caminhos que percorri e que aqui me trouxeram…

E eles, os meus dois mais preciosos tesouros, sempre eles! Tão grandes. Tão lindos.

É tudo muito rápido. É só o que consigo pensar. Tudo muito rápido…

Férias vêm... férias vão...

Num fósforo!

Foi assim que passaram.
Complicadas. Ou não fosse este o reino da confusão...

Primeiro os adiamentos por força do trabalho.

Depois, mais um diazinho para tratar da fase seguinte do curso e só então rumo ao sul... Interregno para vir buscar os baixinhos ao pai. Nova passagem pelo emprego. Não se resolve numa tarde, ok, amanhã de manhã venho outra vez...

O infante mais novo vem do pai acidentado, por causa de uma queda na patinagem, o que lhe vale um par de passagens pelo hospital (cá em Lisboa e outra em Lagos) e uma tala! ...

Descemos para onde [dizem] a água é mais quente.

Três dias depois a senhora dona gata foge, para desespero e grande mágoa da autora destes textos e da sua descendência... buscas pelos quarteirões, toda a vizinhança envolvida... (Só apareceu hoje e vai fazer-me ir lá abaixo buscá-la, a marota!)

Regresso a Lisboa, correrias, cinemas, ida para o Alentejo...

Portanto... eu ia bem era de férias!!

:)

Curtas...

Ela gosta de se deitar comigo. Gosta de "ir ter conversas". E assim, algumas noites vamos para a minha cama, enquanto o irmão brinca mais um bocadinho antes de se deitar.
A de sábado foi muito acerca de saber como era quando era bebé.

Eu expliquei-lhe que ela era muito sossegadinha, muito fofinha.

Expliquei-lhe que sim, que dava pontapés dentro da minha barriga. Que eu a amava ainda na barriga.

Que sim, que ia amá-la para sempre.

Que ia ser a minha bebé para sempre.

Resposta, assim meio envolvida num abraço muito apertado:

" Ah, os velhos tempos! Esses é que eram bons tempos!... Mas é no futuro que está o caminho!..."

Férias!!!


Pronto, mais um ano lectivo encerrado.


O Tomás passa para o 4º ano e a Rita para o 2º.


As festividades do encerramento lectivo foram engraçadas. Desde o jogo da macaca, passando pelas danças da maçã (aquelas danças em que damos cabeçadas sem parar no par, que, no meu caso, foi um meu trio... ), passando por corridas de sacas até uma gincana final, tudo pretextos para deixarmos os meninos contentes por estarmos lá e por participarmos!


Foi um ano de transicções - mudámo-nos para casa do R., o Tomás mudou de escola para junto da irmã, ela entrou no 1º ano, enfim, foi muita coisa.


A acrescer a tudo isto, o meu último ano, que foi - e está ainda - a ser muito trabalhoso, fez com que esta vitória deles nos saiba a todos ainda melhor!


Temos trabalho a fazer nas férias, é verdade, porque o ano lectivo que vem é exigente para eles. Mas agora estou mais liberta, estou ainda mais em cima!


Por agora, é "férias graaaaaandeeeeessss " o mote!!!!


Da série "Dª Rita no seu melhor!"



Arrumações e Filiações

Sua excelência comunicou à avó: "Hoje não quero ir dormir a casa e quem me dera ser a tua filha para sempre!", na sequência de uma setença minha no sentido de "A partir de hoje, quero o quarto arrumado e os sapatos arrumados aos pés da cama! E quero ajuda com a cama, de manhã, se fazem favor!"

Irmão

Comunicou à amiga acabadinha de fazer, no parque infantil: "olha, sabes, eu tenho um irmão, mas quem me dera ter uma mana e não um irmão chato como este..."


Crítica de arte

"Tu és um artista, apesar de teres espadas!", comentário a um uma pintura que o R. está a fazer.




Damage Report

48 horas depois de se inicar a toma do antibiótico:

  • já não há tosse irritativa, mas tosse produtiva. Nada que o Actifed não ajude.

  • Aparentemente a febre foi embora (até tenho medo de dizer isto...), juntamente com o apetite...

  • Um par de infantes com um ar muito amarelinho (apesar das mini-manchas escarlate de Rita).

  • Avós infectados com laringite, com os cumprimentos dos netos.

  • Mãe à beira de ataque de nervos e a dormir pelos cantos à casa.

  • Padrasto ileso (cauteloso, tomou logo uns anti-gripes) . Pai também (o que não significa que fique assim por muito tempo, que amanhã vem cá buscá-los... :p ).

A única criatura que tem curtido com isto tudo é a gata, que tem tido companhia 24 sob 24 e anda doida pela casa fora.

End of rep... . zzzzzzzzzzzzzzzz...

Bactérias: 2 - Mãe: 0

E pronto!

A bicharada instalou-se... e o antibiótico também!
Ele: duas otites, causadas pela ranhoca que teima em puxar para dentro.
Ela: escarltina (que mais não é que anginas com exantema).

Vá lá... eu, desta vez, escapei-me... digo eu... pelo menos não é como no ano passado, que ficámos os 3 em casa com mais de 39º de febre!

O aborrecido, também, é não terem completado os testes na escola.

Vamos ter trabalho redobrado no 3º período.

Ahpoizé!

Dose anual...

Agora todos os anos parece repetir-se o ritual; ele adoece, pega-nos a todos e deixa-nos "knocked out" aí por uma semana.

Já estou aqui fechada há um bom par de dias - desde sábado, para ser mais correcta. Era a semana do pai, mas a sua impossibilidade de ficar em casa impediu-me de os enviar... ainda mais assim... galinhices ... ou fruto de experiências recentes... à cautela ficam cá...

As noites são duras - um chama a querer ir à casinha; outro tem sede. Depois toca o despertador porque está na hora de ir ver se a febre já veio... e nem sequer meia hora de almofada pelo meio... supositórios e termómetro em punho e lá vou eu, ou melhor, lá me arrasto eu... ronda feita, arrasto-me para a cama, a ver se ainda apanho o sonho na cena em que o deixei... ah... estava na praia... a ouvir um reggae fantástico... mas a melodia muda - "Mãe!! tenho sede!"... ou "Mãe, estou com dor de ouvidos!...."...

A gente já sabe como é... mas o que aflige é ter o miudo a tossir há quase uma hora e meia, initerruptamente! Nem o xarope natural, nem chá ou leite com mel, nem só o mel... nada parece resultar com o diabo da tosse... É das coisas que mais me custa, palavra de honra... o apetite é coisa que não pára aqui desde sábado, por isso, ele não está lá nas melhores formas... e como não pára de tossir, já está vermelho e sem forças...

Que inferno!!

:(

OBRIGADO!!

Só falta mais um semestre!! Este último ano está a ser maiS difícil que os outros todos juntos! Ele é professores novos, habituados ao regime de funcionamento de Bolonha, ele é trabalhos de grupo, trabalhos individuais, conferências, seminários...

Mas é a recta final... mas custa! Passei com as mais altas notas de sempre a todas as cadeiras. Menos ao "cadeirão", direito processual penal! Aí, só consegui um 12. Mas no resultado geral da pauta, ver a minha posistiva no grupo das únicas seis existentes ... Foi uma cadeira extensíssima, dada apenas num semestre...

E agora, como se fosse o discurso da noite dos óscares...

Quero agradeçer ao meu namorado, aos meus pais, aos meus amigos, à minha gata que me aqueceu os pézinhos, mas especialmente, aos meus dois baixinhos, que foram fantásticos e deixaram a mãe estudar que nem uma alucinada, em especial para esta cadeira!!

Um beijo!

Amo-vos a todos!!

Tomás, o Contestatário

Não faço lá muita questão que oiçam as notícias, que são o que são e são apresentadas como são...; em casa janta-se sempre sem televisão, fazemos o "espectáculo" nós mesmos... :º); no carro nem se ouvem as notícias nem quase nos ouvimos... de manhã, depois do "choque" inicial, os primeiros 5 minutos estão caladitos, mas daí para a frente, é uma algazarra sem explicação; à tarde querem contar as novidades todas ao mesmo tempo (as que interessam, entenda-se... ), e, assim, nunca pensei que ele tomasse atenção.

Mas tomou.

E pronunciou-se:

" ...tanta manifestação, tanta manifestação! ... Tomara que a ministra acabe já com eles todos, que já não há paciência para os professores!! "

A ver se lhe explico mais qualquer coisita acerca do assunto...

2008

E pronto, já passou. Finalmente parei.
Finalmente um tempo para escrever aqui umas linhazitas...

Lá se acabaram os nervos com o Natal e as festas das escolas e dos empregos, e as prendas e os jantares e as comidas e... no fundo, com toda a trabalheira que aquilo nos deu, o saldo é francamente positivo. E conseguimos proporcionar aos miúdos (e a todos, a bem dizer), um Natal tranquilo, em paz.

Ter muita gente em casa é complicado, juntar famílias ainda o é mais. Ter tudo pronto e a casa num brinco para receber a família dá sempre origem a correrias... e as coisas de última hora, que ninguém se lembrou antes, mas que é sempre resolvido... he he he ... consome-nos os nervos, mas é sempre motivo de alguma graça e tema entre família. E faz-nos esquecer assuntos menos agradáveis.

Mas desde há muito tempo que não me sentia com ânimo para isto, e foi surpreendente a forma simples como tudo correu. De tanto que havia a fazer, conseguimos concentrar-nos (eu e o R.) naquilo que mais importante era - ter tudo pronto a tempo. Era uma prova de fogo - os nossos pais iriam conhecer-se na noite da Natal. Mas, eu pelo menos, relaxei e optei por nem pensar no assunto... foi deixar mesmo a "cena rolar"... Correu tudo muito bem!

Os miúdos, oh, esses!! ... começaram desde cedo a aperceber-se que a noite da Consoada era em casa e ficaram felicíssimos de ter uma "festança" com toda a gente... Ele, mais preocupado com a hora de abrir os presentes; ela a querer ajudar! Divertidíssimos!

Depois - o auge - os presentes! O Pai Natal acertou de novo! (Como será que o malandro sabe??? :p)

Dia de Natal, parte com o Pai.

Resto da semana, comigo. Noite de Passagem de Ano com o Pai e Dia de no Novo comigo, sob grande protesto da menina, que queria ficar a brincar com os primitos mais pequenitos. Entende-se. Não quis ser uma chata e anuí... depois de almoço, pela hora do lanche, lá fomos nós de volta a levá-los ao pai.

E agora? Agora é seguir... mais 12 meses pela frente. 12 duros meses, com muito trabalho pela frente. É utópico, face a tudo quanto temos pela frente, mas gostava de pedir 12 meses menos complicados.

A ver vamos, daqui a um ano!

Entretanto, um bom ano de 2008 a todos!

Outra vez?!...

Semana deles no pai, véspera do espectáculo do ATL no Auditório da Igreja (o grande evento, portanto...).
Telefono a saber deles, se está tudo bem e antes que o pai mos passe ao telefone, avisa-me que o pirata atacou de novo... pois, voltou a cortar o cabelo à irmã... desta vez cortou uma melena de franja de lado... vá lá que não é ao meio... E saber de quem foi a ideia? não se consegue... versões contraditórias... e não vai lá nem com acariações... a co-autoria no delito é pública e notória!
Continuo sem saber de que mente brilhante é que nasceu a ideia...
Palavras para quê?...

... ups...

A duas semanas do Natal:


Ela: Eu não gosto nada das prendas que me têm dado!
Avó: Ai não?! Então porquê, minha querida?
Ela: Não têm graça absolutamente nenhuma!!
(silêncio)
Ela: ... bem, é melhor estar caladinha, não é?...

Counting down!!!

Aí vêm eles!!
Aí vêm eles!!
Aí vêm eles!!
Aí vêm eles!! ... E já não estudo mais esta semana, hehehehehehehe!

:)

Vida Nova

Vida nova, escola nova. Ele anda radiante. Gosta de ter aulas de música e de ginástica. Gosta do grupo, apesar de se ressentir do diminuto número de criança na escola. Afinal, melhor que nós eles habitaum-se às situações e, apesar de ser muito confusa, ele até se desenrascava na escola antiga.

Ela, que no início estava entusiamadíssima com a ida do irmão para junto dela, agora não está lá muito contente... Ele acha-se o protector e orientador dela, coisa que não lhe agrada... Confidenciou-me uma noite destas "ele é chato!"... Transmitiu a mesma ideia ao padrasto...

Acho que vou ter de tomar aqui umas medidas...

Esta maltinha nunca está satisfeita, gente!

:)

A mudança do Tomás

“Queres conhecer alguém fantástico?” - Foi desta forma que ela apresentou o irmão às colegas neste primeiro dia na escola nova, onde anda a irmã, para onde o transferi. E, naquele instante, senti-me confortada pelo facto de os ter tido com tão pouco tempo de intervalo. Sei que ela vai tratar de o ambientar e ele, por sua vez, vai ajudá-la a assentar um bocadinho, que rapariga mais cabeça no ar nunca vi!

E logo ali se juntou um grupo de caras sorridentes a cumprimentá-lo à sua chegada. Foi muito bem recebido!

Não foi, mais uma vez, uma opção fácil, esta da mudança de escola.

Porque se é verdade que a escola onde ele estava padecia, este ano, de grandes dificuldades por causa da sobrelotação (estamos a falar de um estabelecimento de ensino projectado para 150 crianças e que aloja mais de 400…), por causa da falta de professores e infra-estruturas adequadas para cumprir o horário regulamentar, impossibilitadas de cumprir os prolongamentos (que vão obrigar a uma solução de recurso sofrível…), se é verdade que na turma dele, uma turma do 3º ano, foi colocada uma menina de 13 anos que veio de Àfrica e não sabe ler nem escrever, o que, como é fácil de ver, absorve grande parte da atenção da professora em deterimento do resto dos meninos, se isso tudo é verdade, é, porém também verdade que a professora é óptima. Com as condições que lhe dão – e são pouquíssimas – fez um óptimo trabalho. E depois, há a questão dos amiguinhos dele. Vai ter saudades deles… outro corte... mas ficamos com os telemóveis... há sempre a possibilidade de os juntar uma ou outra vez...

Mas esta escola nova onde o coloquei tem muitas vantagens. Vai estar com a irmã, e, desde logo, há ali um elemento importante que torna a escola menos impessoal; há uma âncora. E vale para ela também. Depois, trata-se de uma escola onde há um grupo pequeno de crianças, o que faz com todos se conheçam e onde existe um espírito de grupo muito arreigado. E sabe bem entrar num espaço onde os meninos todos nos dizem "Bom dia, mãe da Rita!!".

Como tem condições muito boas, cada turma tem a sua sala de aulas e eles não precisam de andar carregados com a trouxa às costas. Já não tem de carregar os 4 livros e caderno. Tudo fica na escola. Nós podemos consultar quando quisermos, é só pedir à professora. Tem o horário completo e prolongamento, com as disciplinas de melhoramento curricular, como se chamam; são elas o inglês, a música, a educação física, expressão plástica e apoio ao estudo.

Como são poucos em sala (15) e, por acaso (ou por causa da professora :p ), até são calminhos, estão mais avançados na matéria, mas isso não seráproblema.

Depois, geograficamente, fica num local aprazível (desconhecia que aqui houvessem recantos como aquele… nem parece estarmos a 15 km de Lisboa…). Aliás, tudo aquilo, o espaço, a organização, as pessoas parece um estabelecimento de ensino privado. Mas melhor – porque faz parte do ensino público!

Para mim, evita que ande a saltar de escola em escola de manhã, quando todo o tempo é pouco e as filas são demais.

Falei com ele há pouco e estava satisfeito. Está contente por não ter trabalhos de casa, pois fazem-nos todos na escola.

Sei que vai sentir saudades. É mais uma mudança. Mas, novamente, para melhor!
Este ano, a rentrée escolar foi algo complicada. Nada foi como planeado. O Tomás ficou na mesma escola, com a mesma turminha e com a mesma professora. O ano começou calmo, mas com algumas novidades. Algures num futuro que nos foi dito ser próximo (mas que eu desconfio ser aferido numa outra escala temporal...), o seu horário vai mudar, vai passar a ter prolongamento até às 15 horas e, no ano que vem, muda de instalações. Esta mudança não me agrada, pois vai passar a estar num edifício frequentado por crianças do 2º ciclo do básico... Asseguraram-nos que vão constuir uma divisória no recinto, mas, desconfio sempre destas soluções... não sei porquê...
Não estou tranquila, mas há-de ser um problema a colocar-se no ano que vem. Só não o mudo já de escola, porque ele é muito reservado, é-lhe muito difícil fazer amizades, pois é o tipo de criança que detesta confusões e brigas, o que é facilmente confundido com ser-se "menino da mamã"...

Quanto a ela... pois só amanhã (informação ainda não confirmada) é que se prevê que as aulas se iniciem. Tem andado numa agitação, sem ter professora. Foi uma pena as coisas não terem corrido bem... avalio pela minha filha o entusiamo com que aquelas crianças aguardavam o início da sua nova vida. Fiquei com uma Rita triste quando soube que ainda não tinha professora...Ontem, ao dar-lhe a notícia, ficou em êxtase!
Vamos ver. Tudo indica que amanhã será a estreia da minha princesa!

Uma notinha: aparentemente, houve um erro na aplicação que faz a colocação dos professores logo no primeiro concurso, erro esse que voltou a acontecer mais 2 vezes, (portanto, na aplicação que nós, contribuintes pagamos, e que nos deve custar rios de dinheiro, tal como a sua manutenção e correcção de erros...) e só agora foi remediado; isto deixa-me sempre lugar a tecer considerações acerca da forma como estas coisas se processam... para mim, cá de fora, faz-me sempre uma impressão porque raio estas coisas não se resolvem ANTES do início do ano escolar... afinal, foram para aí umas 12 ou 13 semanas de férias... mas isto sou eu com os nervos... de certeza...

As pedras

Sábado. Sol firme e céu azul. Temperatura a condizer.

Saímos para passar um dia na praia com o ritmo e o material próprio de quem não tem crianças. Bastam as toalhas, o protector solar e nós.


Chega-se à praia, estendem-se as toalhas e vai-se à água.

Passeios praia acima e praia abaixo, conversa-se disto e daquilo, com a leveza de quem não tem cabeças a contar a cada 2 minutos. Comer?... qualquer coisa ali na esplanada ao lado...


Mas, às tantas, as saudades bateram forte.

Ele: "O Tomás havia de gostar de tomar aqui banho... quase não há ondulação. Está mesmo como ele gosta!"
Eu: "É verdade!... E a Rita também ia gostar... e já viste as pedras giras que há? ela havia de adorar!"

E pronto.

Foi assim que passámos o resto do fim de semana na praia, à cata de pedras e conchinhas, que levámos para casa... como se tivessem sido eles a levá-las...

Update - Léxico Agosto 2007

Firorífico = frigorífico

Cristório = escritório

Rita dixit!

:))

Areia

Tenho saudades deles. Dos risos que não páram até cairem de sono na cama. De sermos acordados à sete. Do cheiro deles. Dos risinhos dela. Dos amuos dele.
E da areia da praia nos pés...

Late Night Calls

Uma da manhã. O telemóvel toca. Ao longe... De início, o toque nem parece real. Mas a melodia não deixa mergem de dúvida... é o pai deles que chama...
Susto... não é normal uma chamada àquela hora...
Atendo a medo...

"Sim??...", pergunto.

"Olá. Estavas a dormir? É que só agora montámos a tenda e eles queriam dar-te as boas noites..." respondem-me do lado de lá.

"Claro!! Passa-os aí...!!", respondo já refeita do susto e de voz composta.

"Estou? Mãe?", diz ela na sua vozinha tão de menininha e que me derrete, "... estou cansada mas tive saudades tuas... sabes?, estou a acampar e agora vou dormir!" Mal tenho tempo para lhe dizer que gosto dela e mandar-lhe um beijo enorme e um xi-coração...

Depois ele. Calmo, sempre pausado "Olá Mãe!"

"Estás bom, meu princípe?"

"Estou. Vamo-nos deitar, mas eu não vou dormir. Vou fazer noitada. Vou ficar a ouvir coisas aqui na tenda! E tu, tens andado a trabalhar? (...) Olha, boa noites e sonha de cor de rosa. Gosto de ti, muito!"


---

Foi tarde. Assustei-me. Gostei. Encheu-me o coração no buraco das saudades!

Férias 2007 - #1

E cá estou eu de volta!
É verdade... depois de 3 semanas de férias, cá estou eu de volta para mais um ciclo de trabalho até ao verão que vem... enfim, ainda há aí um par de dias e tal...
Pois correu tudo bem. Foi com muita expectativa que parti de férias, com esta nova família, a saber, eu, os baixinhos, o "madrasto" (sic Rita), e a gata! Cinco alminhas por três semanas! Olarecas!!
E o balanço final foi muito bom, muito bom mesmo!
Eles adoraram a casa nova dos "avós", com piscina e tudo, adoraram o facto de terem podido ter levado a Gata Missy com eles, de terem lá um cantinho só com as coisas deles, enfim, gostaram e foram-se embora de férias com o pai com boas recordações destas férias. E isso é que interessa!
A adaptação a uma rotina, nesta nova composição familiar foi muito boa e o "madrasto" portou-se mais que à altura!
Depois, o facto de ser numa casa nova, com tudo novo é sempre excitante para os miúdos... Nem que seja só uma lâmpada nova, não deixa de ser um "happening" e peras!
Aliás, a Rita, ao entrar em casa, ficou maravilhada e comentou comigo "Mãe, esta casa é fabulosa" Uma arrumadela e uma boa limpeza e fica como nova!" (Nota: a casa é mesmo nova, estava limpa e vazia!! Mas isso são detalhes...)
Pena foi termos saído de Lisboa com tanta pressa que nos esquecemos de levar a máquina fotográfica... lá se perdeu o registo das nossas primeiras férias e das fabulosas construções de areia do Tomás, das "bombas" na piscina da Rita, das brincadeiras à beira de água na praia e de tantas outras traquinices!
Não fora os telemóveis e não haveria absolutamente registo nenhum!
Mas não me esqueci de anotar algumas frases e observações deles:
Do Tomás:
"Eu cá vou-me molhar até ao pescoço quando tiver 8 anos; até ao nariz quando tiver 9 e a cabeça aos 10!"
Da Rita:
"Eu só vou comer alho aos 10 anos"
"As ondas molharam-me toda... não têm respeito nenhum!!"
Há mais, mas hoje não touxe o bloco de apontamentos... a pessoa vai para a idade e se não for com auxilio das notinhas... :º)
Amanhã continuo a crónica das férias 2007!

Saudades

Tenho saudades dos gritos e dos risos, das discussões e amuos, dos olhos e do cheiro. E dos beijos... dos beijos!!

Mas sabê-los nos avós, a receberem doses industriais de mimos, conforta-me!

E as férias vêm já aí...



:)

Prognóstico...

Já com ela, antevejo uma imaginação fértil nas redacções.
Pelo menos a avaliar pela forma como conta histórias... Já cheguei a deitar-me na cama, começar a ouvir a história que ela tinha para nos contar, adormecer, acordar uma hora depois (não, não estou mesmo a inflaccionar!!), e ela continuar com os seus "e dapois"!!

... se for na escrita como é na oralidade... :p

Avaliação

Este ano foi o pai quem foi à reunião de pais.
Boas notas a matemática e um extraordinário avanço na leitura.
A trabalhar: as redacções. Justificação: é muito sintético.

Exemplo:

"Redacção: As Árvores
As árvores são nossas amigas porque dão ar puro e fazem sombra."

Justifica-se!

:)

Rapidinha...

Tratar de assuntos à hora de almoço, em locais próximos da escola deles, é sempre uma boa desculpa para uma dose de mimos concentrada!

Tem de ser em modo acelerado... o relógio de ponto não perdoa, mas as saudades também, não...!

Que se lixe a taça, que é como quem diz, o saldo!... Há lá saldo mais positivo que dois pares de olhos a sorrir e quatro braços esticados a pedir abraços!!!

O Brilho do Sim

"Não achas que a rotina é uma coisa maravilhosa?"... é espantoso como uma mesma frase, um mero arranjo lógico de vocábulos, pode ter um efeito tão díspar!
Tudo depende das circunstâncias, de facto!

Esta frase, primeiramente ouvida há quase 3 anos atrás, provocou-me, então, um calafrio que me percorreu a espinha e me tirou completamente o ar. Fiquei quase catatónica. E não pude senão responder um indignado, quase repugnado e rotumbante "não!!".

Hoje, noutras circunstâncias, veio-me a mesmíssima frase à cabeça, e, o que é incrível, é que a resposta não pode deixar de ser um doce e tranquilo "sim!"...

Sexta-feira, hoje era dia de os ir buscar à escola... a semana que agora entra ( as minhas semanas, desde há dois anos e quase meio a esta parte, começam e terminam às sextas-feiras ), é a minha... tenho-os de volta...

O caminho para casa é feito de músicas novas e anedotas e novidades da escola e do colégio e ai que não te calas que eu quero falar agora mas não pode ser que a minha coisa é mais importante que a tuas e já acabaste ou nunca te vais calar e é sempre assim sou sempre eu quem tem de se calar e ó mãe ouve lá esta... nem direito a vírgulas há, tal não é o leque de assuntos em agenda e tão curto o trajecto... Parece que há coisas destinadas a serem contadas só nos percursos feitos no carro...

É normal... chega-se a casa, pousam-se as mochilas, são os banhos e o jantar, mais tranquilos, é certo, mas tentando não arrastar a hora da refeição muito para diante...

Lembrei-me daquela frase... saiu do baú das recordações, que, por força de actos recentes, abri para deixar arejar um pouco o mofo que pode lá estar.

Mas hoje, no doce deitar dos anjos, na serenidade como tudo correu, na tranquilidade que estamos a ser capazes de lhes dar, nos beijos que lhes dei nas suas faces serenas e tão minhas, recuperei-a, restaurei-a e dei-lhe o brilho do "sim".

Rectórical Rita :p

#1

Eu (para ele): quantas vezes tenho de te dizer que te sentes direito à mesa?
(isto é nitidamente uma pergunta de rectórica, boa? :p )
Ela: Imensas.

#2
Eu (para ele): Quantas vezes já te disse eu que não mexas nos pés à hora da refeição?
(outra pergunta rectórica...)
Ela: Duas.




Eu aprendo. Um dia, eu aprendo!
:)

Ela...

É a graça personificada! Adoro vê-la a fazer os passitos do ballet em frente ao espelho, ou a pintar-se com um ar solene enquanto fica com uma cara mais "colorida" do que mandam as regras da maquillage, ou a experimentar roupas em frente ao espelho, ou a correr com os cabelos ao vento! É minha, é linda, é meiga, e é um amor!

Ele...

Por mais que o veja a saltar de cercas e de muros, com a destreza dos sete anos que já tem, por mais que oiça a falar à puto reguila com os amigos e os "primos" grandes, acompanhando-os no estar e fazer, por mais que ele já se recuse a receber mimos meus em público, à noite, quando dorme e o aconchego, não resisto a cheirá-lo e a chamar-lhe "passarinho da mãe"!

Ausências

Esta tão longa ausência, ainda que não careça de justificação, sempre merece (até para minha memória futura) de algum enquadramento.
Muito mudou. Tudo, aliás!

Desde que me iniciei nestas lides, a minha vida tem sido sinónimo de mudança. Algumas mais demoradas, outras mais repentinas. Umas difíceis, outras boas! Mas sempre muitas!
Mas estes registos, aqui, que são dedicados às duaz luzes da minha vida (agora há mais uma, mas não lhe farei o elogio e homenagem por aqui... ), não são a sede própria para tais suspirações!

Aqui é para os meus baixinhos, que estão bem, lindos e recomendam-se! São um par de miudos às direitas! Surpreendem-se sempre! As minhas mãos aqui hão-de verter as letrinhas do meu amor por eles! Com a regularidade que me merecem e que merece o amor que nos temos!

A época de exames em que me encontro agora limita-me nos ímpetos e no tempo.
Voltarei, mais regularmente.

Porque eles merecem que fiquemos com o nosso registo!

Até já!

Dia do Pai

Outro Dia do Pai.
Desta feita, integralmente passado com o Pai.
Como deve ser.

O que não devia ser foi a frase que escreveu ao Pai...
Doeu...

A Real Passagem de Ano

É verdade que a passagem de ano não deixava antever nada de especial. De resto, à parte chatices e aborrecimentos pessoas, também já me começa a aborrecer esta quase “obrigatoriedade” de nos tornarmos “party animals” na passagem do ano.

Bem, e lá estava eu, mais o meu par de jarras mai lindo!!!, os três a planear um final de ano em paz e sossego, muito caseiro e tal, quando recebemos um telefonema da “tia” Stela. “então, amiga, vens até cá?”, “não, fico em casa, que não estou muito animada e fazemos aqui um programinha os três…”, respondi.
“Ai isso é que não pode ser!! Tu desculpa, vens até cá, fazes favor!!”, replicou. E mais me disse “Ou vens tu até cá, ou vou eu até aí!! Sozinha é que não ficas!” – E como eu sei que ela tem um feitiozinho, que ó senhores ouvintes!!! , condescendi de imediato!!

“Boa, vens tu cá… não tenho é sítio onde vos sentar, a ti ao ao N. … e se fôssemos passar a meia noite na rua? Isso é que tinha piada… com a telha que tenho, sabia bem variar!”, respondi, sem saber que as palavras têm um poder imenso!!

É que variámo, e como variámos! Ela respondeu-me “’Bora até à praia?” E então, os meus desejos realizaram-se na íntegra!!


Os deuses e os astros conjugaram-se para nos proporcionar a mais fantástica das noites:

Para começar, apareceu-me em casa pelas onze e um quarto, com um aparato fantástico, que ia dos tuperwares com bolo, cacau quente para os miúdos, às garrafas de champanhe (sim, eram duas porque nós 3 bebemos imenso, como devem calcular!!), guardanapos e passas (e ainda reclamou porque se esqueceu de uma toalhita para nos sentarmos)… às onze e um quarto, repito… que é uma hora muito boa para se sair de Lisboa em direcção ao Tamariz (que também é um local que mais ninguém conhece, portanto…)

O N. também se tinha esquecido de levar o carro à bomba, de maneira que houve ainda que passar numa estação de serviço. Ora, 15 minutos a mais ou a menos na noite de passagem do ano, que é que isso interessa, hum?? Picuinhices…

Eu cá, de mim para mim, desconfiei que ia passar a meia-noite no carro (nota mental: passar a dar mais atenção a estes pressentimentos em 2007)... Pois é... Passei. Passámos. Aliás, foi um momento, onde ainda se instalou alguma dúvida, porque nenhum de nós usava relógio e os telemóveis tinham todos as horas diferentes. Tivémos de sintonizar o rádio numa estação estranhíssima, com um lucotor aos berros ... 7, ...6, ... 5, ...4, ...3, ...2, ... MEIA NOITE!!! 2007!!!

Mas foi lindo, porque estávamos completamente entalados num maravilhoso engarrafamento ao pé do Casino do Estoril. Que é um sítio bom para uma pessoa se entalar em filas, até porque o nível sócio-económico é médio-alto, alto, logo a qualidade dos insultos tem outro apport…

Ou seja, tudo bons augúrios: haveríamos de chegar à praia algures antes de Fevereiro…

O fogo de artifício, esse, foi maravilhoso – calculo eu, que só vi o fogo de artifício por um cantinho da janela, assim por entre duas vivendas.

Mas desconfio que o espectáculo pirotécnico tenha estado ao nível da Madeira, a avaliar pela quantidade de gente que vinha a pé a subir a rua – sem saída – por onde ela sugeriu ao pobre N que levasse o carro para estacionar… É, deve ter sido fantástico… ficámos aí uns bons 20 m minutos a ver se aquela gente toda saía dali…

Aqui um à partezinho: o nosso amigo N. estava um bocadito enervado porque entre o carro dele e os outros que o ladeavam nos passeios só havia, de cada lado para aí uns 45 cm… também não sei para quê tanto nervo… quer dizer, ninguém nos agrediu fisicamente e os impropérios tinham pinta (já expliquei porquê). Tá bem, eu entendo que ele se tenha enervado quando o homem da cadeira de rodas quis passar e riscou a pintura, mas, pronto, são coisas que se resolvem, certo?

Enfim, chegámos à praia, não comemos as passas, os putos borrifaram-se para o chocolate quente, só queriam ir tomar banho (?!), bebemos o champagne em copos de café, de modo que para tomar o equivalente a uma taça decente tive de beber 3 vezes.

Lá que foi diferente foi.
E gostei. Entrei o ano genuinamente bem disposta!

Esta Rainha e os seus dois Infantes agradecem à S. e ao N.

Feliz Ano Novo

Há já tanto tempo que aqui não venho partilhar as travessuras dos meus baixinhos.
De tal forma que já quase nem sei como começar.

Digo o quê? Conto o quê, primeiro?
Conto já que o Tomás tem feito um estágio considerável nas urgências, com traumatismos cranianos uns atrás dos outros e, à conta disso tenho apanhado uns sustos valentes? Ou começo por relatar o talento da Rita para dançar e cantar ininterruptamente (e para mal dos meus pecados) o repertório da Floribela?
Descrevo a satisfação que mé dá constatar que o meu filho está a crescer como um verdadeiro homemzinho, responsável e cumpridor, ou o orgulho de ver a Rita transformar-se de uma maria-rapaz, desastrada, numa verdadeira princesa, vaidosa, mas tão meiga como não há outra igual?...

Nem sei… Talvez resuma tudos o que se passou nestes meses de permeio numa frase: não importa o quão difícil a nossa vida ainda é, não importa termos menos isto ou aquilo, o que importa é que estão a crescer, bem, a transformarem-se num par de miudos giros e que me dão orgulho e alento para me levantar da cama todos os dias e seguir para a frente, mesmo que as marés negras ainda se abatam sobre mim.
Não importa . O que importa é que cá estou. Estamos cá os três.
Para o que der e vier.


Que 2007 seja um ano fabuloso para todos, com muita paz, saúde, amor e mais uns pózinhos daquilo que mais desejarem!

Um abraço a todos!

Feliz Ano Novo

Se dúvidas houvesse...

Se dúvidas houvesse, estariam agora eliminadas.
Pois. Acabaram as férias. So long silly season...
Evidências?
Então lá vão elas: primeiro fim de semana de regresso após as férias com o pai faz-se agulha para uma última semanita mal contada junto doa avós e prima no Alentejo; o entusiasmo é tal que a noite do Domingo é passada nas urgências do hospital; 5 pontos no queixo do senhor Tomás, que passa oficialmente a ter uma barbicha de "5 pelos"...

E amanhã vamos passar o dia em trânsito, a fazer o penso e a ultimar as coisas para a escola, que começa (extraordinário!) no próximo dia 15.

Mas como é possível??
Ainda ontem andava eu a comprar protector solar e chinelos de praia, senhores!!!

:o))

Deste lado de cá...

Deste lado de cá, das paredes deste castelo, agora vazio, que os príncipes foram de férias, deste lado de cá está o coração de uma mãe, que não há-de habituar-se nunca a estas ausências...

Deste lado de cá nem as camas se fazem, para fingir que eles voltam mais logo...

Deste lado de cá, não se mexe nas fronhas e nos pijamas que repousam em cima dos lençóis, para não perder o cheiro dos seus corpinhos de filhos meus...

Deste lado de cá há saudades... e um coração apertado...

Medir forças...

Sempre foi entendimento meu e do pai dos meus filhos que lhes fazia bem ir à praia com os coleguinhas do colégio. É, portanto, prática habitual o facto de fazerem uma quinzena de praia pelo colégio. No ano passado o Tomás mostrou-se pouco disposto a tal, porque não gosta de ir para a praia muito cedo. Quanto à Rita, o que ela quer mesmo é brincar, por isso tanto lhe faz ir mais cedo ou mais tarde.

Este ano passou-se uma situação curiosa: quando lhe disse que ia para a praia, respondeu que não queria. Mas este ano, a sua manifestação de desagrado foi mais longe. “Atirou-me” para canto com a seguinte frase: “Tu e o pai têm que perder esse hábito de marcar as coisas sem falar comigo primeiro!”. Assim, tal e qual!

A primeira reacção foi de achar graça. Qual de nós não acha graça a um fedelho de 6 anos com tamanha “personalidade”? Achei-lhe graça, comentei com a minha mãe e irmã e ri-me que me fartei.

Todavia, com o passar dos dias e das reacções matinais, com as suas tentativas sucessivas de não ir à praia, as coisas azedaram… na segunda lá foi, muito a contragosto, na terça, teve sorte, porque choveu e eu não os deixei ir, na quarta, porque íamos jantar a casa de uns amigos, eu tinha argumento para negociar…

Mas na quinta-feira, já sem argumentos e sem paciência, e após 20 minutos de viagem de casa até à escola com um miúdo com um humor de cão, com uma beiças até ao umbigo, reagi mal e avisei-o que a decisão de ir à praia ou não seria da sua única responsabilidade. Mais: avisei-o que teria de ser ele a explicar ao pai a sua decisão. Disse-lhe que se não fosse, eu ficava aborrecida e, pela primeira vez na minha vida, deixei o meu filho no colégio, verdadeiramente zangada com ele.

Durante todo o dia pensei nisto. Pensei que tinha de dar um desconto ao miúdo, pois isto de ter os pais separados exige muito mais deles do que talvez a gente imagine.
Mas depois pensei noutra coisas; pensei em como não estava preparada para ver a minha autoridade a ser posta em crise por uma criança de seis (?!) anos…talvez também nestas questões esta geração seja prematura, mas confesso que seis anos, seis verdes anos, me pareceu demais… não sou autoritária, pelo contrário, nunca imponho restrições ou comportamentos sem os fundamentar, porque se houve coisa que nunca gostei foi de um despótico “não, porque não”.

Aliás, acho que uma explicação clara, simples e verdadeira tem todo o sentido. Para além de lhes dar o sentido da decisão, fá-los sentir importantes ao ponto de alguém “perder” tempo com eles apresentando justificações.

Depois, pensei noutra coisa: se lhe dou abertura nisto, abro um precedente para uma série de coisas, precedente esse que só planeio ter daqui a um bom par de anos.

À tarde, fui buscá-lo e perguntei (já sabendo), se tinha ido à praia. Perante a resposta negativa, confrontei-o com a circunstância de ter de ser ele a dizer ao pai, tal como lhe explicara de manhã.

Está claro que, chegados a casa, a conversa “dura” teve lugar. E como ele se arrogou no direito de decidir contra aquilo que eu e o pai havíamos estipulado, disse-lhe, com toda a clareza que, durante os anos mais próximos, quem manda numa série de coisas é o pai e a mãe; que quando nós decidimos que ele vai para a praia ou para o ATL, por enquanto não é prorrogativa dele decidir em contrário; e que as opiniões dele não são são mais que isso, porque a decisão cabe-nos a nós, pais. Expliquei-lhe que quando o mando para a cama é para ir para a cama. Expliquei-lhe uma série de outras coisas que são sempre feitas sob os seus mais altos protestos para as quais já ma vai faltando a paciência.

Quando o pai ligou ele ficou muito vermelho, ainda tentou esquivar-se à conversa, mas eu avisei-o que não lhe restava outra hipótese e que o pai esperava pelas suas explicações.

Nessa noite, ao meu pedido de ida para a cama, foi o primeiro a obedecer. E na manhã seguinte, levantou-se, vestiu-se e não houve qualquer cara feia com o assunto.

Sei que fui dura com ele. Sei que talvez ele me tenha detestado muito naquela noite e tenha sonhado que eu sou uma bruxa má. Mas tenho a sincera sensação de que agi bem. Afinal, trata-se de uma criança de seis anos, que não faz ainda a ideia, na plenitude, do que é o bem e o mal para si. E sobretudo, não permito que meça forças comigo, muito menos nestes termos.





Meus, meus e só meus!!!

São meus, outra vez!
Meus, meus, muito meus! Meus e só meus!!
Yeap!!!



...pelo menos nos próximos quinze dias...

Trovoada

Eu gosto de trovoada. Gosto de ver os relâmpagos e do barulho dos trovões.
Esta noite fui à janela ver as trovoadas que se abateram em Lisboa.
A única angústia foi por causa dos meus baixinhos... tomara que o pai deles tenha acordado para os acalmar... eles têm tanto medo de trovoadas...

New look

Estava eu tão satisfeita com o new look do Reino e eis que os "gaijos" do Blogger me fintam e levam o meu recife de coral...
Não gosto nada destas bolas, mas foi o que se arranjou...
Vou mudar isto assim que tiver um tempinho.
E voltar a colocar os meus links preferidos.