...Bilingue...

Liguei-lhes depois do jantar, para falarmos com mais calma.
Ela foi buscar a sua cadeira, onde se sentou, (segundo contou o pai), muito confortável, e ali estivémos as duas à conversa quase meia hora. A dada altura eu pedi-lhe que me deixasse falar como irmão.
Ele, absorto num filme, não lhe respondeu à primeira, e ela, sem mais, chamou-o nos seguintes termos: "Tomás, olha a Mãe!...Tomás, well?!..."

Esquisita

Estou esquisita.
Tenho saudades deles.
Apetecia-me andar sempre com eles na mão.

A sentença...

A sentença está para sair.
Parece uma lâmina...

Rita

Esta semana estão a cargo do pai. Mas tive de passar no infantário para tratar de um assunto e estive com ela. Ia no caminho a pensar se a deveria ver. Primeiro achei que sim, mas depois achei que se a visse isso poderia desequilibrá-la.
É que ultimamente, ela tem manifestado veementemente saudades minhas. Já cheguei a levá-la comigo uma manhã para o emprego, a fazer uma hora de almoço de quase 3 horas com ela, para podermos passear, ir ao parque infantil e estarmos só as duas.
Enfim, quando cheguei ao infantário, tratei do que havia a tratar e estava disposta a ir-me embora, mas à pergunta da auxiliar se não a queria ver, só para dar um beijinho, claro que disse que sim. Fui. Peguei-lhe ao colo. Abraçei-a. Muito. Senti-lhe o cheiro a princesa. Fiquei com os olhos rasos de água com os mimos que trocámos.
Mas sabia que tinha de vir embora. E, tal como calculava, sabia que ela ia ficar com a vozinha embargada e com os olhinhos tristes, a querer chorar.
Tentei confortá-la. Tentei confortar-me.
Ficou ao colo da Ana, a auxiliar. Com um sorriso triste.
Eu, vim-me embora com o coração partido. E com o dia estragado.

As palavras que me disseste...

Ouvi-te a melhor coisa que uma Mãe pode ouvir da boca de um filho:
"Mãe, és a melhor Mãe do mundo! Até mesmo quando me ralhas! Vou gostar sempre muuuuiiiiiito de ti!"
Ainda por cima, dito assim, sem razão aparente!
Também és o melhor Filho do mundo!
És o meu passarinho!
Para sempre!

Discreta...

Estávamos à porta da escola do Tomás, à espera que ele terminasse o almoço para sair. Muitos meninos a entrar, outros tantos a sair.

Passou por mim e pela Rita um pai e um menino. Pormenor sem importância nenhuma: eram de cor. O pai ia falando com o filho e dizia-lhe que hoje tinha de ir trabalhar por isso ele tinha de ficar com a tia. Falavam num tom alto, de modo que ouvimos a conversa praticamente toda.

Comentário da minha princesa: “Mãe, qu'é que vão aqueles castanhos ali?”

(…isto é uma espécie de “castigo”, porque parece que a menina saiu aqui à progenitora…)

As minhas Mulheres

Há Mulheres que merecem uma homenagem. Não só no dia de hoje, mas em todos os dias.
A minha Mãe. A minha irmã. Pelo apoio que me têm dado.
Um beijo e um abraço apertado para vocês duas.

E o anjo que já cá não está.

Sim, tu , Inês, pelo exemplo que foste para todos nós.

A ti, um beijo, onde quer que estejas!

Um ano

O meu blog tem um ano!

Olho para trás e quase parece impossível...

Carta ao Pai dos meus Filhos

Sei que não te foram fáceis estes meses em que já não estive junto a ti. Sei – e bem – a dor de perder alguém que se ama. Sei que eu própria também tenho um “feitiozinho” que me impede de ficar calada e não reagir às provocações. A situação pela qual passámos ambos nestes últimos dez meses, sempre cheia de tensão, acusações e lamentos também não ajudou.

Por outro lado, sei que gostas dos nossos filhos. Ainda estás verde, mas é inegável o teu amor por eles. Disso nunca duvidei.

Também sei que nestas coisas das separações, contar-se-ão pelos dedos os pais que não sucumbem à tentação de só terem filhos ao fim-de-semana, recebendo-os com muita paciência e condescendência a mais, reservando à mãe o papel da "bruxa má", ficando, no resto do tempo, livres que nem passarinhos. Por isso, no fundo, até fiquei orgulhosa de te teres batido por eles.

Fiquei satisfeita por termos, finalmente, conseguido falar. Falámos como já não falávamos há alguns anos. Por eles. Para eles. Ainda bem. Espero que o compromisso que ambos celebrámos não seja nunca quebrado.

Já percebi que posso contar com a tua ajuda.
Quero que saibas que podes contar com a minha, para que fiques mais maduro nessa odisseia que tens pela frente, essa de ser pai e mãe, ao mesmo tempo. Que não é nada fácil, como já viste.

Acho que vais no bom caminho. E os miúdos ajudam, porque são umas crianças maravilhosas, essas que fizemos os dois.

Que te corra pelo melhor. E assim me corra também a mim.

Um beijo.
Tudo de bom para ti.