Feliz Ano Novo

Há já tanto tempo que aqui não venho partilhar as travessuras dos meus baixinhos.
De tal forma que já quase nem sei como começar.

Digo o quê? Conto o quê, primeiro?
Conto já que o Tomás tem feito um estágio considerável nas urgências, com traumatismos cranianos uns atrás dos outros e, à conta disso tenho apanhado uns sustos valentes? Ou começo por relatar o talento da Rita para dançar e cantar ininterruptamente (e para mal dos meus pecados) o repertório da Floribela?
Descrevo a satisfação que mé dá constatar que o meu filho está a crescer como um verdadeiro homemzinho, responsável e cumpridor, ou o orgulho de ver a Rita transformar-se de uma maria-rapaz, desastrada, numa verdadeira princesa, vaidosa, mas tão meiga como não há outra igual?...

Nem sei… Talvez resuma tudos o que se passou nestes meses de permeio numa frase: não importa o quão difícil a nossa vida ainda é, não importa termos menos isto ou aquilo, o que importa é que estão a crescer, bem, a transformarem-se num par de miudos giros e que me dão orgulho e alento para me levantar da cama todos os dias e seguir para a frente, mesmo que as marés negras ainda se abatam sobre mim.
Não importa . O que importa é que cá estou. Estamos cá os três.
Para o que der e vier.


Que 2007 seja um ano fabuloso para todos, com muita paz, saúde, amor e mais uns pózinhos daquilo que mais desejarem!

Um abraço a todos!

Feliz Ano Novo

Se dúvidas houvesse...

Se dúvidas houvesse, estariam agora eliminadas.
Pois. Acabaram as férias. So long silly season...
Evidências?
Então lá vão elas: primeiro fim de semana de regresso após as férias com o pai faz-se agulha para uma última semanita mal contada junto doa avós e prima no Alentejo; o entusiasmo é tal que a noite do Domingo é passada nas urgências do hospital; 5 pontos no queixo do senhor Tomás, que passa oficialmente a ter uma barbicha de "5 pelos"...

E amanhã vamos passar o dia em trânsito, a fazer o penso e a ultimar as coisas para a escola, que começa (extraordinário!) no próximo dia 15.

Mas como é possível??
Ainda ontem andava eu a comprar protector solar e chinelos de praia, senhores!!!

:o))

Deste lado de cá...

Deste lado de cá, das paredes deste castelo, agora vazio, que os príncipes foram de férias, deste lado de cá está o coração de uma mãe, que não há-de habituar-se nunca a estas ausências...

Deste lado de cá nem as camas se fazem, para fingir que eles voltam mais logo...

Deste lado de cá, não se mexe nas fronhas e nos pijamas que repousam em cima dos lençóis, para não perder o cheiro dos seus corpinhos de filhos meus...

Deste lado de cá há saudades... e um coração apertado...

Medir forças...

Sempre foi entendimento meu e do pai dos meus filhos que lhes fazia bem ir à praia com os coleguinhas do colégio. É, portanto, prática habitual o facto de fazerem uma quinzena de praia pelo colégio. No ano passado o Tomás mostrou-se pouco disposto a tal, porque não gosta de ir para a praia muito cedo. Quanto à Rita, o que ela quer mesmo é brincar, por isso tanto lhe faz ir mais cedo ou mais tarde.

Este ano passou-se uma situação curiosa: quando lhe disse que ia para a praia, respondeu que não queria. Mas este ano, a sua manifestação de desagrado foi mais longe. “Atirou-me” para canto com a seguinte frase: “Tu e o pai têm que perder esse hábito de marcar as coisas sem falar comigo primeiro!”. Assim, tal e qual!

A primeira reacção foi de achar graça. Qual de nós não acha graça a um fedelho de 6 anos com tamanha “personalidade”? Achei-lhe graça, comentei com a minha mãe e irmã e ri-me que me fartei.

Todavia, com o passar dos dias e das reacções matinais, com as suas tentativas sucessivas de não ir à praia, as coisas azedaram… na segunda lá foi, muito a contragosto, na terça, teve sorte, porque choveu e eu não os deixei ir, na quarta, porque íamos jantar a casa de uns amigos, eu tinha argumento para negociar…

Mas na quinta-feira, já sem argumentos e sem paciência, e após 20 minutos de viagem de casa até à escola com um miúdo com um humor de cão, com uma beiças até ao umbigo, reagi mal e avisei-o que a decisão de ir à praia ou não seria da sua única responsabilidade. Mais: avisei-o que teria de ser ele a explicar ao pai a sua decisão. Disse-lhe que se não fosse, eu ficava aborrecida e, pela primeira vez na minha vida, deixei o meu filho no colégio, verdadeiramente zangada com ele.

Durante todo o dia pensei nisto. Pensei que tinha de dar um desconto ao miúdo, pois isto de ter os pais separados exige muito mais deles do que talvez a gente imagine.
Mas depois pensei noutra coisas; pensei em como não estava preparada para ver a minha autoridade a ser posta em crise por uma criança de seis (?!) anos…talvez também nestas questões esta geração seja prematura, mas confesso que seis anos, seis verdes anos, me pareceu demais… não sou autoritária, pelo contrário, nunca imponho restrições ou comportamentos sem os fundamentar, porque se houve coisa que nunca gostei foi de um despótico “não, porque não”.

Aliás, acho que uma explicação clara, simples e verdadeira tem todo o sentido. Para além de lhes dar o sentido da decisão, fá-los sentir importantes ao ponto de alguém “perder” tempo com eles apresentando justificações.

Depois, pensei noutra coisa: se lhe dou abertura nisto, abro um precedente para uma série de coisas, precedente esse que só planeio ter daqui a um bom par de anos.

À tarde, fui buscá-lo e perguntei (já sabendo), se tinha ido à praia. Perante a resposta negativa, confrontei-o com a circunstância de ter de ser ele a dizer ao pai, tal como lhe explicara de manhã.

Está claro que, chegados a casa, a conversa “dura” teve lugar. E como ele se arrogou no direito de decidir contra aquilo que eu e o pai havíamos estipulado, disse-lhe, com toda a clareza que, durante os anos mais próximos, quem manda numa série de coisas é o pai e a mãe; que quando nós decidimos que ele vai para a praia ou para o ATL, por enquanto não é prorrogativa dele decidir em contrário; e que as opiniões dele não são são mais que isso, porque a decisão cabe-nos a nós, pais. Expliquei-lhe que quando o mando para a cama é para ir para a cama. Expliquei-lhe uma série de outras coisas que são sempre feitas sob os seus mais altos protestos para as quais já ma vai faltando a paciência.

Quando o pai ligou ele ficou muito vermelho, ainda tentou esquivar-se à conversa, mas eu avisei-o que não lhe restava outra hipótese e que o pai esperava pelas suas explicações.

Nessa noite, ao meu pedido de ida para a cama, foi o primeiro a obedecer. E na manhã seguinte, levantou-se, vestiu-se e não houve qualquer cara feia com o assunto.

Sei que fui dura com ele. Sei que talvez ele me tenha detestado muito naquela noite e tenha sonhado que eu sou uma bruxa má. Mas tenho a sincera sensação de que agi bem. Afinal, trata-se de uma criança de seis anos, que não faz ainda a ideia, na plenitude, do que é o bem e o mal para si. E sobretudo, não permito que meça forças comigo, muito menos nestes termos.





Meus, meus e só meus!!!

São meus, outra vez!
Meus, meus, muito meus! Meus e só meus!!
Yeap!!!



...pelo menos nos próximos quinze dias...

Trovoada

Eu gosto de trovoada. Gosto de ver os relâmpagos e do barulho dos trovões.
Esta noite fui à janela ver as trovoadas que se abateram em Lisboa.
A única angústia foi por causa dos meus baixinhos... tomara que o pai deles tenha acordado para os acalmar... eles têm tanto medo de trovoadas...

New look

Estava eu tão satisfeita com o new look do Reino e eis que os "gaijos" do Blogger me fintam e levam o meu recife de coral...
Não gosto nada destas bolas, mas foi o que se arranjou...
Vou mudar isto assim que tiver um tempinho.
E voltar a colocar os meus links preferidos.

Fazer ó-ó...ou talvez não...

O deitar corre bem. Quer dizer, não é coisa que corra mal. Não há birras por aí além, ainda que argumentos fortes devam sempre ser esgrimidos e a "deita" é sempre sob protesto. E votam vencido!
Ele, porém, depois de 3 ou 4 reviravoltas , cai no sono que nem um pardalito.
Ela...bem, ela, já é um caso diferente...

Se estiver inspirada, há sempre assuntos prementes a serem debatidos em fase "pré-almofadar"... um dia destes, os três na mesma cama, ele já ia quase de certeza em REM... eu podre de sono e ela, decide contar uma história... claro que aceitei, afinal, gostamos sempre de ouvi-los a dar a versão deles...só que ela tem uma tendência para pegar em todas as histórias de conhece, misturar e lá vai disto... eu só sei que dormi durante 45 minutos (sim, não estou a exagerar), acordei e lá estava ela, indefectível, a debitar...

Também tem outra estratégia quando quer dormir comigo - a do cansaço (meu, claro! who else ???)

Eu: Rita, vá, vamos deitar...
Rita: Está bem...
Eu: [ beijinhos, abracinhos, miminhos, aconchegar o lençol e saio do quarto] até amanhã.
Rita: Témanhã!
(intervalo de dois minutos para eu me deitar, juntamente com a livrarada toda do marranço)
Rita: (à entrada do meu quarto) Mãe, qué dizê 'ma coisa...
Eu: ...? sim, querida? ...diz lá...
Rita: ...sabes, hoje foi o meu dia de sorte...
Eu: Sim? que bom! Porquê?
Rita: Porque os colegas brincaram comigo!
Eu: Olha, pois foi. Pronto, agora vamos lá para a caminha (de novo o ritual do aconchego, do beijinho, etc, etc...)
(novo intervalo de dois minutos para eu me deitar e voltar aos livros...)
Rita: Mãe!...
Eu: Sim...
Rita: (outra vez junto a mim) Qué dizer-te um segredo...
Eu: Sim ( e coloco o ouvido a jeito...) ...
Rita: Gosto de ti! (sabidona...)
Eu: E eu de ti, meu amor! Caminha?
Rita: Sim...
(desta vai sozinha para o quarto e eu fico a dizer adeus da minha cama...)
Rita: Mãe... qué fajer xixi...podes ir comigo?
Eu: ... sim... (nesta altura já começo a achar que o melhor é arrumar a livraria...)
(xixi feito e de volta ao beliche...)
Rita: Mãe... (ouço os passos e já estão uns olhitos suplicantes a mirar-me...)
Eu: queres dormir aqui, é?
Rita: ...é...
Eu: Pronto, então deita-te lá aqui...
(não, isto não fica por aqui...)
Mãe: o que foi?? (agora é a fase em que já me apetece dormir...e a paciência começa a escassear...)
Rita: ...queria um copinho de água, "sefájavor"...
Lá vou à cozinha, dou-lhe água, bebe-a e adormece em 3 segundos...

Rita: vitoria por KO ao 5º assalto...

Teorias do botão às sete e meia da manhã, by Tomás

(1)

- Mãe, sabes, estive a pensar e acho que era mais fácil se os carros tivessem um botão que a gente carregasse e …pimba…o carro transformava-se numa casa…assim toda a gente vivia onde quisesse.

(2)

- Mãe, então o carro não tem o botão?
- Qual botão??
- Aquele que disseste que tinha…
- Qual??
- O botão para as asas…

(3)


- Mãe, este carro devia ter um botão…
- Outro?? Qual é desta vez??
- Um que a gente tocava e transformava-se num carro fininho, como as motas…
- Ahhnn…

(4)


- Quando eu for grande vou construir um carro!
- Ai sim? Então como vai ser esse carro?
- Vai ter um botão!

---

Palavra de honra, não sei se me deva preocupar com o botão…

Parabéns Inês

Dezoito. Farias dezoito anos...
No ano passado, foi isto que te escrevi. Este ano, já não tenho força...
Queria-te aqui...



"Hoje é um dia difícil.
Porque é vazio. Porque não gosto do local onde te darei os parabéns.

Faz hoje 17 anos nasceste-nos por cá. Se a memória não me escapa, pelas nove e tal da noite.


Podia dizer-te tanta coisa, mas não, isso não era nada de novo para ti. Tu lembras-te, agora, de tudo, desde a primeira hora, tenho a certeza. E sabes agora porque cá vieste e porque te foste embora, assim, tão inexplicavelmente, tão brutalmente. Nós ainda não...

Mas é essa certeza de que tu já sabes tudo que me vai permitindo levar a vida, um dia atrás do outro, que me permite ter esperança, olhar e ver os teus primos a crescer, a tua irmã a ficar uma mulherzinha, e ver a tua Mãe e o teu Pai, (duas pessoas maravilhosas), a enfrentar com coragem, a segurar pelos cornos, esta malvada besta chamada Saudade, e os avós, o Avô João e a Avó Mariana, sem bem saberem ainda o que foi que os arrasou e sempre de coração aberto e pronto a ajudar...

E, estupidamente, ou não, é ainda isso que me dá força para carregar os meus fantasmas às costas e para arremessá-los, com mais força, meu Anjo. Porque se houve alguma coisa que me ensinaste foi exactamente a lutar, sempre, nunca desistir, nunca baixar os braços. Nunca!

É a certeza de que nada disto é em vão, nada disto é por acaso, de que tudo tem uma explicação que me sustenta as cordas...

Ainda sinto a minha mão na tua cabecinha, já cansada, a fazer-lhe festas.
Ainda te oiço a voz firme (não, não me quero lembrar da tua vozinha cansada, dessa não), de timbre grave, a comandar-nos a todos...
Ainda te vejo a desenhar as tuas bonecas.
Ainda te vejo os olhos tão lindos e as tuas sobrancelhas, finas, que mais parecem ter sido desenhadas com um traço tão fino por uma mão divina...
Ainda te vejo nesse teu porte majestoso.
E até te vejo e sinto pequenina, quando ainda cabias nos meus braços...

Mas... o medo que tenho é até quando conseguirei eu ver-te e ouvir-te assim, tão claramente?

Porque de agora em diante, o que verei é uma lápide tão fria, meu Anjo...

Resta-me o mar. Aquele mar que de ora em diante se chama Inês...

Voa para sempre, alto e livre, meu Amor!
"

13 de Maio de 2005

Semi-férias...

Risos! Passeios! Correrias e tropelias à beira-mar! Piqueniques com os amigos e jantares “à la carte” para baixinhos, mesmo em casa! Maratonas de cinema no meu quarto “regadas” a pipocas! Nada de ATL à tarde! Jardins e parques infantis, isso sim! Grandes futeboladas com os amigos do jardim! Histórias mil à noite, inventadas e contadas a preceito, com direito a guarda-roupa a condizer! Guerras de cócegas e de almofadas!...

Sim, na semana passada baldei-me à faculdade, mas…que se lixe! Foi por uma boa causa – ou melhor, por duas causas nobilíssimas: os meus pintarroxos!

Eles não faltaram à escolinha, mas as tardes eram nossas! Sim, atrasei-me terrivelmente com a matéria, mas, em compensação, foi uma semana em cheio! Fez-nos tão bem aos três! Os livros retomam-se esta semana, que o coração ficou atestadinho!

A repetir!!

Lullaby (*)

Always and forever
We'll be free
Always and forever
Be with me

We'll have love a'plenty
We'll have joys outnumbered
We'll share perfect moments
You and me

Always and forever
You will see
Always and forever
Just be with me
We'll have love a'plenty
We'll have joys outnumbered

We'll share perfect moments
You and me
You and me
You and me



...Até para a semana, Tesouros meus...



(*) by Lamb

Perigoso...

Ele está a entrar naquela os fase perigosíssima, a meu ver, em que eles se acham confiantes e capazes de tudo, tal e qual os adultos. É nesta faixa etária, se não me engano, que os acidentes com produtos tóxicos e outros acontecem com mais incidência…Cuidados redobrados com tudo o que possa despertar a atenção destas mentes que não param…

Exemplo? Dou já um! Ele não gosta do cabelo curto, à rapaz, gosta mais de ter o cabelo assim mais para o compridote, “à betinho”, como diz a Joana. Só que desta vez, estava realmente comprido, de tal forma que eu, que até sou jeitosa com um pente e tesoura, sentei-o e aparei-lhe o cabelo, am casa. Erro! Crasso!
Correu tudo lindamente nos dias seguintes, aparentemente, aquilo passou. Aparentemente, só aparentemente...estavam em casa do pai, e assim que a pobre irmã se queixou que tinha a franja nos olhos, sua excelência “le coiffeur” tratou de acudir à irmã – só que foi vanguardista demais no corte…cortou-lhe um rectângulo de 4 por 6 cm a meio da franja! Agora, durante uns tempos – largos – teremos que resolver isto como fazem os carecas – puxar a franja que sobrou de um dos lados e apanhá-la, com uma mola, do outro!

Portanto, tratar de não fazer nada que não seja absolutamente trivial à frente destes meninos! Arranjar sobrancelhas, depilar as pernas, pintar unhas, etc, etc, etc, só mesmo sozinha!

---
Aditamento: ontem nova invenção - desmontar a cama da mãe!!!

Nascido...para vencer!

… “Mãe, sabes para que é que eu nasci?”…confesso que me apanhou de surpresa, assim, no meio da viagem…quis saber a versão dele…
...”Não…”
…”Nasci para vencer!”

Foi a melhor resposta, disso não tenho dúvida!

...Bilingue...

Liguei-lhes depois do jantar, para falarmos com mais calma.
Ela foi buscar a sua cadeira, onde se sentou, (segundo contou o pai), muito confortável, e ali estivémos as duas à conversa quase meia hora. A dada altura eu pedi-lhe que me deixasse falar como irmão.
Ele, absorto num filme, não lhe respondeu à primeira, e ela, sem mais, chamou-o nos seguintes termos: "Tomás, olha a Mãe!...Tomás, well?!..."

Esquisita

Estou esquisita.
Tenho saudades deles.
Apetecia-me andar sempre com eles na mão.

A sentença...

A sentença está para sair.
Parece uma lâmina...

Rita

Esta semana estão a cargo do pai. Mas tive de passar no infantário para tratar de um assunto e estive com ela. Ia no caminho a pensar se a deveria ver. Primeiro achei que sim, mas depois achei que se a visse isso poderia desequilibrá-la.
É que ultimamente, ela tem manifestado veementemente saudades minhas. Já cheguei a levá-la comigo uma manhã para o emprego, a fazer uma hora de almoço de quase 3 horas com ela, para podermos passear, ir ao parque infantil e estarmos só as duas.
Enfim, quando cheguei ao infantário, tratei do que havia a tratar e estava disposta a ir-me embora, mas à pergunta da auxiliar se não a queria ver, só para dar um beijinho, claro que disse que sim. Fui. Peguei-lhe ao colo. Abraçei-a. Muito. Senti-lhe o cheiro a princesa. Fiquei com os olhos rasos de água com os mimos que trocámos.
Mas sabia que tinha de vir embora. E, tal como calculava, sabia que ela ia ficar com a vozinha embargada e com os olhinhos tristes, a querer chorar.
Tentei confortá-la. Tentei confortar-me.
Ficou ao colo da Ana, a auxiliar. Com um sorriso triste.
Eu, vim-me embora com o coração partido. E com o dia estragado.

As palavras que me disseste...

Ouvi-te a melhor coisa que uma Mãe pode ouvir da boca de um filho:
"Mãe, és a melhor Mãe do mundo! Até mesmo quando me ralhas! Vou gostar sempre muuuuiiiiiito de ti!"
Ainda por cima, dito assim, sem razão aparente!
Também és o melhor Filho do mundo!
És o meu passarinho!
Para sempre!

Discreta...

Estávamos à porta da escola do Tomás, à espera que ele terminasse o almoço para sair. Muitos meninos a entrar, outros tantos a sair.

Passou por mim e pela Rita um pai e um menino. Pormenor sem importância nenhuma: eram de cor. O pai ia falando com o filho e dizia-lhe que hoje tinha de ir trabalhar por isso ele tinha de ficar com a tia. Falavam num tom alto, de modo que ouvimos a conversa praticamente toda.

Comentário da minha princesa: “Mãe, qu'é que vão aqueles castanhos ali?”

(…isto é uma espécie de “castigo”, porque parece que a menina saiu aqui à progenitora…)

As minhas Mulheres

Há Mulheres que merecem uma homenagem. Não só no dia de hoje, mas em todos os dias.
A minha Mãe. A minha irmã. Pelo apoio que me têm dado.
Um beijo e um abraço apertado para vocês duas.

E o anjo que já cá não está.

Sim, tu , Inês, pelo exemplo que foste para todos nós.

A ti, um beijo, onde quer que estejas!

Um ano

O meu blog tem um ano!

Olho para trás e quase parece impossível...

Carta ao Pai dos meus Filhos

Sei que não te foram fáceis estes meses em que já não estive junto a ti. Sei – e bem – a dor de perder alguém que se ama. Sei que eu própria também tenho um “feitiozinho” que me impede de ficar calada e não reagir às provocações. A situação pela qual passámos ambos nestes últimos dez meses, sempre cheia de tensão, acusações e lamentos também não ajudou.

Por outro lado, sei que gostas dos nossos filhos. Ainda estás verde, mas é inegável o teu amor por eles. Disso nunca duvidei.

Também sei que nestas coisas das separações, contar-se-ão pelos dedos os pais que não sucumbem à tentação de só terem filhos ao fim-de-semana, recebendo-os com muita paciência e condescendência a mais, reservando à mãe o papel da "bruxa má", ficando, no resto do tempo, livres que nem passarinhos. Por isso, no fundo, até fiquei orgulhosa de te teres batido por eles.

Fiquei satisfeita por termos, finalmente, conseguido falar. Falámos como já não falávamos há alguns anos. Por eles. Para eles. Ainda bem. Espero que o compromisso que ambos celebrámos não seja nunca quebrado.

Já percebi que posso contar com a tua ajuda.
Quero que saibas que podes contar com a minha, para que fiques mais maduro nessa odisseia que tens pela frente, essa de ser pai e mãe, ao mesmo tempo. Que não é nada fácil, como já viste.

Acho que vais no bom caminho. E os miúdos ajudam, porque são umas crianças maravilhosas, essas que fizemos os dois.

Que te corra pelo melhor. E assim me corra também a mim.

Um beijo.
Tudo de bom para ti.



Dentes e Namoradas

Já se foram os incisivos de cima.
Ele anda animadíssimo. De tal forma animado, que não pára de abanar os restantes. Já o avisei que não é para andar a abanar dentes, que eles vão caindo sózinhos.
E o que é que isso tem a ver com as namoradas, pergutarão vocês? Tem, e muito!
Transcrevo a conversa:
Rita: O "Inrique" gosta de mim!
Tomás: Ai a menina arranjou namorado foi? hihihihi...
Eu: Então e tu, pá?
Tomás: Oh, as miúdas fogem de mim...
Eu (indignada com as miúdas, afinal o puto é um borracho): Porquê?!
Tomás: Elas dizem que os dentes me caem! ...