O Verão

Chegou a medo, com nuvens a pintalgar o céu e borrifos de chuva que nos assustaram e atiraram para fora da praia no primeiro dia de férias.
O R. mudou de emprego e não pode vir connosco de férias, de modo que estamos os três por nossa conta.
Tivémos a visita da S. e do seu filho, que nos ajudaram a mandar a telha dos primeiros dias, sozinhos e com tempo farrusco, embora.
Chegou o calor ao Algarve.
Decididamente, está-se aqui bem.
Nunca tinha gozado férias em Junho, mas estou a ficar adepta.
Isto, claro está, será sol de pouca dura, porque os miudos têm exames até tarde, quanto mais velhos ficam e vão avançando na escolaridade.
Mas este ano, como o pai queria um período de férias que só me permitia ou agora ou Agosto, escolhi - e bem, ao que parece - agora.
Não sei se será da crise ou dos exames - ou ambos - está pouquíssima gente aqui em Portimão.
O Alvor mete medo apartir da meia-noite. Há poucos turistas.
Os cafés e restaurantes do Centro de Portimão fecham mais cedo, e se mal nos descuidamos, não podemos tomar café mais tarde ou arriscamo-nos a beber café ... no sofá de casa.
As praias só se enchem aos fins de semana.
A piscina do prédio está basicamente por nossa conta.
Nem parece que estou na Rocha.
Mas, na realidade, sabe bem. Sabe bem sair e ter sempre estacionamento, lugar no café e no restaurante.
Sobretudo, para uma mãe com duas crianças.
Férias.
Sabem bem... e já a meio...