Paixão...

... é o que sinto pelos meus baixinhos! Vou tentar não babar o teclado... é difícil, mas vou-me esforçar...

De manhã, depois de me vestir (vesti hoje uma saia, o que acontece mais ou menos 1 vez por semestre...) e a minha Rita olha-me, abraça-me e diz "Mamã, extáx tan menita!! Ahhh".

À noite, o meu Tomás abraça-me e diz "Mãe, eu gosto muito de ti" e dá-me um beijinho que demorou quase 5 minutos. E eu respondo "Príncipe, e eu gosto de ti, muito, muito!". Tenho como resposta "Mas eu gosto mais de ti e vou tratar de ti como um bebé!".

Falta dizer mais alguma coisa?

Ah, sim, que hoje sou a mãe mais feliz de todo o Mundo!

Vou lançar um "reptil"

Na última visita ao blog da Denise, a Mãezite, fiquei a saber que não estou só neste grande constrangimento que é o de não saber linkar a outros textos/blogs/post nos meus textozitos.

Vou então lançar aqui um "reptil" : 'tá aí alguém que dê uma ajudinha??

Muit'agradecidas!

Cerveja, hoje não, obrigado!

Ontem, à conversa com a minha irmã, lembrámo-nos duma situação super engraçada que a Joana uma vez provocou.

Há alguns anos atrás, devia ela ter aí uns 5 anos, a Inês fazia parte da equipa de andebol do colégio, e naquele fim-de-semana tinha havido um torneio em Belém. No final da partida, a minha irmã levou as duas piolhas a lanchar ali numa esplanada, daquelas que ficam viradas para o jardim.

Grande agitação pelo torneio, etc, etc, e lá vem o empregado do café "façam favor, ora então o que vem a ser?", disse. A minha irmã, depois da pergunta "Meninas, o que é querem?", não fixou os pedidos feitos, à excepção da observação Joana, que debitou o seguinte: "Ó mãe, hoje não me apetece cerveja, 'tá bem?" - é o "sonho" de qualquer mãe, ouvir uma filha de 5 anos dizer isto, em público, certo?...

Reacções: A Inês foi de uma risada infindável; a minha irmã desejou ter ali à mão um buraco para se escapulir por lá. A "estrela" da ocasião, por seu turno ficou a olhar para a mãe e irmã, com o ar mais perplexo do mundo como que a perguntar "ok - o que é que eu disse assim de tão estranho??"

A propósito de alguns textos que li por estes dias...

Tenho que dizer que gosto ...

... de escrever aqui.

... de desabafar aqui.

... da ideia de que os baixinhos hão-de vir ler isto e que nos havemos de rir à brava.

... da ideia de partilhar as peripécias deles com os amigos e não só.

... da ideia de que, ainda que à distância, ainda que sem rosto, ainda que sem nome, ainda que sem um ponto de contacto que não seja este servidor, há gente que sente e sofre com as nossas angústias e vibra com as nossas vitórias e dá aquela palavra que faltava ouvir.

... da falta que me faz já passar aqui, ainda que tenha uma vida muitíssimo preenchida "lá fora".

... de saber notícias de quem aqui passa, de saber que estão bem, mesmo sem saber quem são.

... da surpresa [boa] que isto tudo tem sido, considerando o pouco tempo de "horas de vôo" que tenho.

... da surpresa que é sentir afinidades com outras almas que só chegam a nós por via destas letrinhas.

... de aprender com as experiências que vou percebendo daqui e dali.

... da ideia de que se podem construir amizades assim, com este desinteresse, que, por via de regra, são as melhores.

Olhem, gosto, e pronto!

Duende do Natal da Primavera

Ah, nunca ouviram falar deste duende? Nem do "Natal da Primavera"? Pois a Rita já! Ok, eu explico…

Desde mais ou menos 26 de Dezembro do ano passado que eles andam os dois inquietos “ó mãe, ainda falta muito para o Natal?”, vai o Tomás perguntado, assim à razão de uma vez por semana… Ela, não é uma miúda muito dada a bocas nem a fofocas, mas talvez pela insistência do irmão, desde há uma semana que também já questiona o calendário “Mãiii, o “Pai Táli”?”.

E como Natal é quando um homem – ou uma baixinha – quiser, SAR Dª Rita hoje tomou uma decisão: antes de sair de casa, em vez do gorro cor-de-rosa, levou o barrete de mãe natal, daqueles com tranças e um pom-pom brancos. Nem mais.

Eu cá gosto da personalidade e do pragmatismo da minha baixinha!

Claro que pelo caminho hoje não havia Radar, mas sim Jingle Bells. Afinal, a ocasião impunha! Estamos no Natal da Primavera!!! Não fui lá muito feliz a convencer o Tomás que existem Duendes e "Duendas" "out of season", mas pronto, ele diplomaticamente não insistiu, para não tirar o gozo à mana, de certeza (o que não significa que não volte à carga, mais logo...)

No colégio, duas reacções – as educadoras e auxiliares choraram a rir, porque a pose dela era majestática. Aliás, a entrada foi triunfante - não falou a ninguém e foi direitinha fazer um desfile junto aos coleguinhas.

Os meninos ficaram um bocadinho baralhados - “Ó Catarina [é a educadora], hoje é Natal??”, ainda pude ouvir!...

Deve haver umas perguntas estranhas hoje nalgumas casas…

Fuso horário

Mas que raio de fuso horário usam noBlogger que me faz ser do signo de Caranguejo?!

Logo eu, uma Leoa, muito orgulhosa do seu ascendente em Leão?? Ora esta?!

E as horas que aparecem nos posts?!

Pssssssttttt, ó senhores engenheiros do Blogger, "atão"??

Blog em canal aberto!

Estas coisas dos blogues (berloques, como lhes chamou um colega de faculdade), por vezes não é fácil de gerir. E, confesso, já estava a ficar meio tristinha porque não tinha comentários dos familiares, colegas e amigos.

Mas só hoje, em conversa com uma colega, é que me caiu a moeda - ninguém, à excepção dos registered users, comentava porque a opção certa não estava activada.

Pois agora já está este maravilhoso blog em "canal aberto". Aguardo, pois, com muita ansiedade, os vossos mimos!

:o)

Numerologia

"Ó mãe, 35 existe?". "Mas o puto está a chamar-me velha!?", pensei eu... "Sim, Tomás, existe. Vem depois do 34 e antes do 36", respondi.
"Ai sim? - então, conta lá até 100, para eu ver se tu és artista..."

Seria uma forma mais elaborada de me chamar estupidamente velha ou era só para ver se eu sabia contar? ...

É difícil...

... voar como águias quando se está rodeado de perus!...

Miúdas vs Miúdos

Se eu tivesse alguma dúvida acerca das diferenças "estruturais" entre homens e mulheres, era agora a altura em que elas se dissipariam...

Cá em casa não há nem nunca houve qualquer preconceito quanto às brincadeiras de meninas e de meninos. Ninguém lhes disse que as bonecas são para as meninas e os dinossáurios para os meninos... mas já não é a primeira vez que tenho de ouvir umas indirectas muito directas do meu amigo Tomás...

Um certo dia, atrasada outra vez, estava a tentar por o cinto da cadeira da Rita, com grande dificuldade por causa das 3 barbies que ela decidira levar para a escola; pedi-lhe que as segurasse, mas como só tem 2 mãos havia uma que sobrava e como tinha o baixinho ali ao pé disse-lhe "Tomás, querido, segura aqui nesta boneca para ajudares a mãe". Resposta "Eu?! Ó mãe ( dito num tom enojado, note-se), eu tenho de segurar nisso??" . "Tens, segura lá que estamos atrasados!", disse eu, já a largar enxofre... "Táááá beeeemmmmm" - e lá ficou ele a pegar na barbie, aproximandamente 47 segundos, mas segurando-a com o indicador e o polegar, assim afastado, como se estivesse a pegar numa fralda suja...e a olhar para todos os lados, não fosse ele ser panhado com a boca na botija...

Outra demonstração "anti-coisas-de-miudas": eles adoram puzzles; como prenda da Páscoa, comprei um para cada um. O da Rita é dos amigos do Mickey e o do Tomás dos amigos do Homem Aranha. Ora, logo o Homem-Aranha havia de ter uma amiga, a spider-girl...é o chamado azar dos incas...
Estava tudo a correr muito bem até que ele topou a spider-girl "Ó mãe, eu gosto do puzzle, mas este (o tal...) é para meninas, não é para meninos! - Pode ficar para a Rita..."

Isto é uma fase, não é? Por favor, digam-me que isto é uma fase!...

Dias a preto e branco

Este post não é sobre nada em especial.

Ou melhor, é sobre o dia de hoje, que é pardacento.

Sim, eu sei que a chuva faz falta e muita, mas hoje, logo hoje, não apetecia nada.
Pelo menos, por cá...

Por causa da luminosidade do dia de hoje, custou-me tirar os baixinhos da cama. Na verdade, o que me apetecia era ficar lá com eles, os 3 muito quentinhos, a beber leite com chocolate e a comer bolachas, enfiados na cama, com as minhas meias de andar por casa, tão ridículas de dar dó, mas quentinhas, a encher a caminha de migalhas, com a Rita a contar histórias "qué cotaistóia - é ma vex ..."

Não gosto dos dias a preto e branco, com humidade a 100%... dá-me cabo dos cabelos e do humor...

Novo Código da Estrada

E pronto. Foi ontem. Entrou em vigor, ainda com uns pózinhos por regulamentar.
Lá teremos nós que ter mais atenção aos limites de velocidade, etc, etc.
Quanto a mim, não doeu nada - ainda hoje fui passear e não tive esforço nenhum em cumpri-lo.
Gostei de ouvir o Sr Ministro da Presidência, cujo nome agora não me lebro, na passada quinta-feira a comentar que apesar de tudo, as alterações legilativas agora em vigor não resolvem por si só o problema da sinistralidade. Fiquei especialmente contente por ouvir alguém a dizer que o excesso de velocidade não é o único problema - ouvi alguém a falar de más condições do piso, de má sinalização, enfim, de factores que ultrapassam a sempre fácil "desculpa" da má condução - aliás, até a questão do fraco ensino foi mencionada; dizia, e muito bem, aquele titular, que as pessoas não vão às escolas de condução aprender a conduzir, mas sim "tirar a carta".
Sim, gostei desta abordagem.

Só não gostei de ninguém falar de condições de transporte de crianças.
Pois é, estava esperançada. É que a legislação em vigor é de arrepiar os cabelos! Tenho pena que, mais uma vez, os lobbies das transportadores, autarquias locais e colégios tenham ganho. Vem aí a época balnear, em que tantos meninos vão para a praia com os colégios. Os meus foram no ano passado, mas, garanto-vos, foram os quinze dias mais angustiantes que passei! É que não entendo a disparidade de critério existente entre o transporte nas viaturas particulares e viaturas de transporte colectivo - particular ou colectivo.

Quando é que será que teremos um governo com a coragem política para afrontar estes interesses, pensar nas crianças e tratar deste assunto? Queira Deus que não tenha que acontecer uma tragédia para se regular esta matéria, sempre tão ao jeito português...

Sábado "pintado"

Nem tudo é triste. Às vezes, alguns "eventos" podem ser bastante engraçados. Só depende do espírito com que se encaram esse eventos...

Sábado fiquei com os baixinhos em casa. Sem carro, com um tempo mau para sair com eles, resolvemos pintar. Munidos de um kit de tintas, daquelas antialérgicas que se podem usar sem água, e folhas, passámos uma tarde à pincelada. Alguns desenhos estavam mesmo giros. Os mapas do tesouro que o Tomás pintou estão giríssimos. Os abstractos da Rita também. Eu resolvi pintar também os nomes deles. Ficou tudo giro.
Mas isto não foi uma tarde de pinturas inóqua, ah pois não!! Bastou um telefonema mais demorado da minha irmã para:
- ficar com a mesa da sala vermelha e amarela;
- ficar com o interruptor da sala e a parede circundante em tons de castanho;
- pegadas encarnadas em praticamente todo o chão da sala;
- os vidros das portas de castanho;
- o écrán da televisão de verde.

Tudo em 10 minutos, hã!? É claro que quando o Tomás deu o sinal de ataque "ó mãe, a Rita pintou a "tvisão" de verde. Anda, anda lá ver!" , a conversa foi abruptamente interrompida!

E ainda tive uma dúvida - não sabia se aquele ser que trajava uma coisa parecida com o pijama da Rita seria a minha filha ou um merciano. Só os olhos de malandreca e um "nada! nã fui eu!" a denunciaram... :o)

Felizmente, pude "resgatar" a minha filha com recurso a duas substâncias poderosíssimas - água e gel de banho!

Quando às manifestações de criatividade nos arredores da sala, ficou tudo resolvido com toalhetes...

Três rosas cor de champanhe

Outra primeira vez. Foi a primeira vez que, em vez de um ovo de chocolate e amêndoas, lhe levei flores.

3 rosas cor de champanhe, que ficam melhor com a cor da campa.

Agora temos uma "private joke" - meio mórbida, mas é sempre o meu "desbloqueador" de conversa - a senhora da florista, que já nos conhece a todos, "estraga-me" sempre o arranjo... no meio das 3 rosas, perfeitas, envoltas numa folha de um arbusto cujo nome não sei, enfia sempre uma outra flor que não dá com nada... por isso, a primeira coisa que digo quando lá chego é "olha, ela [a florista] atacou outra vez!... ainda não é desta..." .

Desta vez chorei mais do que é costume, porque tenho saudades como nunca imaginei que fosse possível sentir. E porque a vida, às vezes, troca-nos mesmo as voltas.

Ultimamente, tenho sonhado muito com ela. Está sempre linda, com um cabelo enorme. Aparece-me sempre na varanda da minha mãe. E sempre de repente. Mas não me assusta. Só não consigo saltar juntamente com ela. Eu sei porque é que os sonhos têm sido tão intensos - eu disse-lhe, no dia em que o corpinho dela ali ficou, que sempre que me quisesse por perto, me fizesse sentir o coração apertado ou chamasse em sonhos. E ela assim fez, que eu já lá não ia há coisa de um mês. Assim era a Inês - rigorosa, gostava de precisão, gente cumpridora.

Espero sinceramente que as coisas que tenho lido ultimamente e o que tenho sentido sejam verdade - espero que a passagem por esta Terra seja só isso mesmo, mais uma passagem, para aprendermos mais qualquer coisa e que, depois desta "lição", nos encontremos outra vez. É que, caso contrário, a estupidez disto tudo é atroz!

Uma Boa Páscoa...

... é o que desejo a todos que por aqui possam passar!

Dá muito trabalho!

Ele agora não quer voltar do Alentejo. Anda com o Avô na horta a fazer castelos - estas novas espécies agrícolas que o Avô João lá tem na horta fascinam-me ... :º)

O que conta é que agora não quer voltar! Não quer vir para Lisboa! "mas tens de ir, porque tens lá a tua escolinha, os teus amigos!" replica a Avó Mariana, assim meio divertida, a picá-lo e a ver se tem o baixinho lá por mais tempo! - "não quero, porque a escola dá muito trabalho! Então eu já não te expliquei?!"

Bolas, que ninguém o entende! Então não vês, Avó, que o que ele agora quer ser é horto-arquitecto? ou arquitecto-horto-engenheiro?
Ou muito simplesmente, ficar contigo e com o Pai, porque os vossos mimos são mais doces?

:o)

Letras para a Joana

Tinha que dedicar umas linhas à Joana, a minha sobrinha Joana. Jô, como ela gosta que a gente lhe chame.
Porque ao longo de todo o processo que culminou com a infeliz perda da Inês, de quem era irmã, a Joana deixou-se ir para segundo plano.

Aparentemente, só aparentemente, porque nos nossos corações - no meu, no dos pais, no dos avós e de tantos amigos - ela estava lá muito presente. É claro que estávamos sempre com o coração em sobressalto com as análises da Inês. Um qualquer sintoma, por mais banal que parecesse, punha-nos os cabelos em pé! Um espirro equivalia a um aperto no coração... é assim que se vive com uma leucemia... E a Joana lá estava, perto da irmã, a sofrer pela irmã, com medo do que, infelizmente veio a acontecer em Outubro passado.
Maldita recidiva, maldito linfoma, malditas células que se multiplicaram às escondidas!

E aguentou, forte, nos seus 13 anitos. É outro exemplo de força. Às vezes baralha-se um bocadito, porque está como nunca se viu - sem a irmã. Ainda é muito nova para poder gerir a raiva que deve estar a sentir como nós fazemos. E escolhe forma peculiares de o fazer... Por isso às vezes põe a minha irmã com os cabelos em pé!

Mas é uma miuda "às direitas", como se costuma dizer. E eu já disse à minha irmã que não se preocupe - no seu estilo "cool", muito teimosa, sempre aos seu ritmo [ lento... :o)... ], ela vai pelo bom caminho e não me parece que haja razões para que nos preocupemos.

Por isso, era só mesmo para dizer, com esta lenga-lenga (se ela ler isto, deve ficar em brasa comigo, de certeza, vai dizer que sou uma piegas e uma pirosa...), que penso muito nela, que a adoro e tenho muito orgulho nesta minha sobrinha Jô!

Um jantar ... de cócoras...

Ele está nas sete quintas, no Alentejo com a Avó Mariana. Ela, um bocadinho desorientada. Não tem o irmão. Falta-lhe o companheiro... Acorda e pergunta pelo “Májinho” ou pelo “Mano”. Todo o dia.
Ela parece que não liga nenhuma a estas coisas, mas é só aparência. Curiosa esta capa que a pequena Rita já tem...

Por isso, hoje quem escolheu o cardápio foi a minha princesinha: “xixas, vinhus e rrôiz” (salsichas, ovinhos e arroz).

Mas a grande particularidade é que o jantar foi preparado de cócoras! Ah pois é, que a menina hoje deu-lhe para a culinária e eu, à cautela, não vá ela sair aqui à mãe, (que detesta esta coisa de fazer comida), resolvi mostrar como é que se fazia.

Foi giro fazer o jantar com a minha pequena ajudante. Foi a 1ª vez que lhe senti o ensejo de ver como é que se preparava uma refeição. Um dia destes, ainda me faz gostar de cozinhar a abandonar o meu sonho de vir a ter uma casa sem cozinha! :o))

Alguém quer comprar uma casa ...

... de três assoalhadas, no cruzamento do Borel, na Amadora?

É porreira para quem esteja a começar uma vidinha nova, tipo casalinho novo ou estudantes ou alguém sem filhos.

É um 3º andar (último andar), num prédio pequenino, daqueles com 2 fracções por piso, e onde as reuniões de condomínio servem mais para comer chocolates, contar as novidades e coscuvilhices da vizinhança do que para assuntos sérios, que esses, resolvem-se entre todos. O valor do condomínio é de cerca de 12 cts / ano.

Está a precisar de obras, que não tenho possibilidade de fazer, mas sempre permite respeitar a criatividade do eventual comprador (é uma boa desculpa, não é? :o) ... ) e, como tal, o preço ( +- 20.000 cts) é negociável.

Está pertinho dos hipers, do hospital, tem muitos transportes à porta e vai ter metro lá perto, dentro em breve. De comboio fica +- 15 minutos de Lisboa. E tem um por do sol lindo, com a serra de Sintra lá ao fundo...

Tenho pena, mas tenho de me desfazer dela, mas ficou pequena para nós, porque os baixinhos implicam um "hardware" imenso.

E tenho saudades de quando lá estava...

Milfarin (passando a publicidade)

Ele também tem destas. Afinal, 5 anos, são 5 anos.

Está bem, confesso que exagerei ao aproveitar a promoção do hiper e trouxe um carregamento de milfarin próprio de uma dispensa de um quartel, que temos de gastar por causa da validade, mas, pronto...

Há já alguns dias que se vinha queixando de que já não gosta da papa amarela. Eu achava que aquilo era ele nas medições de forças e não liguei nunhuma, achei que era ele a fazer género e ao pequeno almoço sai uma taça de milfarin para os baixinhos.
Hoje, novamente reivindicações, que o adiantado da hora fez ignorar "ó mãe, mas eu não gosto da papa amarela!" "opá, tá bem, é só mais hoje que já tenho a papa feita, vá lá, come lá..."
E comeu, só que chegamos à fase das negociações "só mais uma", diz; "não, três", replico.
De repente, uma vontade de ir ao wc. Ok, tudo bem, lá veio, de boca vazia. Outra colherada e novamente "tenho de fazer chichi", "tá bem, vai lá". Mas aí eu o som de uma mega cuspidela - sua excelência ia à sanita "descarregar a papa". Pois zanguei-me. Foram 2, pelos meus cálculos. Entretanto, havia um bolo para o lanche em negociação, que ficou largamente comprometido pela mentirinha. Os termos da negociação:

Eu: Quantas foram?
Ele: Se eu disser duas compras o bolo?
Eu: Não.
Ele: Então, foi só uma!

Eu sei que não devia ter comprado o bolo, mas a lata da resposta bateu-me aos pontos...

Porquê?!...

Porque é que há pessoas más, que gostam de fazer mal aos outros, que gostam de dificultar ao máximo a vida dos outros?

Porque é que temos de conviver com gente tão medíocre, porquê?

Porque é que as pessoas se esquecem que os outros são gente, não são só números, estatísticas, recursos, são pessoas, têm vidas, têm família, têm expectativas?

Porquê? Mas porquê?

As noites ...

É todos os dias a mesma coisa. Custa-me sempre sair de casa, deixá-los. Sei que ficam com o pai, mas a questão é que não ficam comigo...

Vou a remoer a culpa até à universidade, por ter saído tão depressa, assim como se faz quando se tira um penso‑rápido.

Depois contra-argumento que este sacrifício todo é para nosso bem, é um investimento para todos, mas, a verdade é que dói não estar lá, não assistir ao jantar, às brincadeiras, às birras e às desculpas para não ir dormir, as maluqueiras que eles inventam.

Depois vem o “afinal só faltam 3 anos…” 3 anos. Depois faço as malvadas contas – o Tomás há-de ter 9 anos e a Rita 7. São três anos de noites ausentes. Bem, quase, que às sextas não temos aulas. Por enquanto…

Depois lembro-me da minha querida Inês, que ficou tão orgulhosa de eu recomeçar (ela detestava a ideia de eu poder estar a faltar às aulas quando dava as escapadelas ao IPO à noite, para estar com ela 5 ou 10 minutinhos…ralhava comigo).

É também para ela e em memória dela que o faço.

Depois lá entro naquela universidade e “tranco” o coração, e lá vou eu para os códigos e tratados, artigos e leis… e, confesso, gosto daquilo. É aquele o meu caminho.

No recomeço das aulas após a época dos exames, o Tomás disse-me que não queria que eu fosse porque não tinha saudades da minha escola.

Quando viu que isso era inevitável disse-me “eu não queria que tu isses antes de eu dar um abraço! Vou ter saudades tuas…”

Ontem, novamente à pressa, saí, depois dos abraçinhos aos baixinhos, mas não sem antes ter sido presenteada com isto:

Tomás: Mãe, quero dar um beijinho na tua testa!
Eu: Que bom! Então dá lá, docinho…
Deu-me uma beijoca muito boa na testa, tapou a testa com a franja, com muita meiguice, e disse:
Tomás: Fica assim tapadinho com a tua franja, para não sair daqui e se caíres e bateres com a cabeça, já não dói!

Acho que lhe vou pedir mais destes beijinhos profiláticos para o coração!

À chegada, também tenho prenda. A Rita tem uma forma diferente de manifestar a sua sensibilidade– sendo menos “lamechas”, com as despedidas mais rápidas, que passam por beijinhos e abraçinhos tão bons, nunca vem à porta, diz-me sempre “xauuuuuu”, assim, muito despachadamente.
Mas não há noite nenhuma em que eu chegue e não oiça a sua vozinha de menininha, timbre fininho, a chamar-me “Mãããeeeeee, óuá!” (a Rita não pronuncia os “L’s”), sempre despenteada, com os olhinhos a luzir:

E então, é mais ou menos pelas onze que me deito aó pé dela e sei como é que foi a noite , se brincou muito, como foi a escola, se gostou da escola, o que houve de especial nesse dia... Ontem foi assim:

Rita: Mããããeeeee, óuá!
Eu: olá, princesa, estás bem?
Rita: Xtou bem, mãe! Óia, a pxeja Auise (discurso impronunciável) do mau, mas cajou com pinxepere! E Ita (mais discurso impronunciável) bincou ua e pai (mais discurso impronunciável) xtóia do canado e uogo mau (mais discurso impronunciável) vójinha!
Eu: e gostaste da história do capuchinho vermelho?
Rita. Xim!
Eu: agora fazemos ó-ó, sim? Gosto de ti, princesa!
Rita: Xempere!
Eu: Sim querida, para sempre!

(isto em português quer dizer que ela esteve a ver o filme da princesa anneliese (pxeja Auise), que conseguiu vencer o mau e casou com o príncipe; depois brincou no jardim da escola (ua) e o pai contou a história do capuchinho vermelho (canado) e do lobo mau (uogo mau) que comeu a avozinha (vójinha).

E não se deita sem ficarmos quase 10 minutos agarradas uma à outra, num abraço muito apertado, e a Rita a repetir “Xempere” e a dar beijinhos. E eu a ela.

Felizmente, o sacrifício não tem sido em vão e lá veio mais nota positiva e uma frequência passada… Valha-nos isso.

Socorro!....

Pronto, estou em stress!...

Isto de gerir um blog, é dureza.

Mas onde é que foram parar os post de Fevereiro???

Socorrrrroooooooooooooo...

Chuif ....

O sol a dormir

Ontem consegui sair do emprego mais cedo e quando fui buscar os baixinhos à escola, o sol ia alto ainda. O Tomás estava contente por isso.

Disse-me uma coisa que me tocou muito: "Mãe, sabes que eu gosto que tu vás buscar-nos à escola ainda "de sol"? é que eu gosto muito de ir ver o sol dormir mas em casa, não gosto de estar na escola, fechado, a imaginar que ele foi dormir sem me ver...".

Nem eu, amor, nem eu...

O Sangue e o Amor

Há dias aflorei a questão da adopção num post que editei num blog amigo.
Mas como acho que é uma questão que merece mais do que 5 linhas, achei que era boa ideia voltar “à carga” por aqui.

Antes de ter sido mãe, tinha algumas ideias que, por força de circunstancialismos de ordem económica, até uma dada altura, foram revogadas. Tinha a ideia de ter 4 filhos, porque sentia um apelo muito grande à maternidade. Depois de ter o Tomás, ainda não tinham passado 2 anos e engravidei da Rita. Tive medo. Medo de não ser capaz de amá-los aos dois de forma igual, medo de não conseguir cumprir as tarefas de mãe, medo das escolhas que fazemos por eles e que os condicionam no futuro, enfim, tantos medos que o dia-a-dia nos obriga a dissipar, porque é mesmo assim.

Amo os meus dois baixinhos mais do que a tudo, de forma igual – sendo que, como já tive oportunidade de expressar – estão as meninas para os papás e os meninos para as mamãs. É assim, não há volta a dar a isto. Dá trabalho?... pois dá. Os encargos são enormes?...pois são. Nunca mais se tem descanso? …pois não.

Mas a felicidade de os ver crescer é infinita. Assim como infinita é a alegria de saber que há um bocadinho de nós que se perpetua, para além da nossa própria existência. Narcisismo?... seja. Não sou hipócrita. Gosto da ideia de que neles há um bocadinho de mim, que irá para além daquilo que eu sou.

E eis-me chegada ao tema deste post. A adopção. Antes de ter os meus meninos, considerava adoptar uma criança. Mas, confesso, fazia-o com muita leveza. Porque acho que não tinha a percepção real do amor, da entrega, da abertura que um tal acto implica.

Agora, no presente momento, isso está afastado. Não definitivamente, mas a acontecer, só mediante alguns pressupostos muito concretos. Porquê? Porque adoptar por adoptar, sem ter condições condignas para tal, é irresponsável. Mas ainda gostava de poder reunir as condições ideais para dar felicidade a uma criança.

Costuma dizer-se que a força do sangue é enorme. Mas a do amor ainda é maior. Eu creio que um casal – ou uma pessoa só, é indiferente para mim – que adopte uma criança tem que ter um amor maior, porque não tem o elemento “sangue” a funcionar. E eu sei que este elemento pesa muito, quando os casais abordam esta possibilidade. É um ser "estranho", uma criança de quem se não conhecem parentes, antecedentes, proveniência, meio social, etc, e portanto, há-de haver, necessariamente, neste acto, uma entrega maior, um altruismo até.

Sei que tenho dois filhos biológicos e o que vou dizer pode parecer injusto para quem não os consiga ter, mas, se eu estivesse numa situação assim, parece-me que não hesitava. “Não é a mesma coisa, não é do nosso sangue”. E então? Mesmo sangue? Acaso o sangue de um homem e de uma mulher que se unem, seja lá por que laço for, é o mesmo? E no entanto, amam-se, estranhos, ainda.

Este argumento não me “soa”. Não chega. As crianças não pedem para vir a este mundo. E se há quem as traga e as não queira, e se, por outro lado, há quem tenha possibilidade de cuidar delas, por que não dar-lhes esse amor? Porque não abraçar a possibilidade de “reescrever” a mais que certa infeliz história de uma alminha que há-de passar por n instituições, à espera de um colo para se aninhar, de uma mão amorosa para aconchegar os cobertores à noite, de uma boca melodiosa para contar histórias maravilhosas de encantar, de um ouvido para as angústias dos primeiros amores? Que na maioria dos casos, ou não vem ou já vem tarde.

Será que o facto de se adoptar uma criança traz, de alguma forma o estigma da incompetência de gerar filhos? Será?
Ou estaremos muito habituados a olhar só para dentro do nosso mundo?
Ou não somos tão civilizados como pensamos?
Porque será'

Um dia com menos sol

Hoje é um dia com menos sol. Não lá fora, mas no meu coração.
Algumas coisas não estão a correr bem, e por isso, cá dentro isto está nublado.

Direcciono imediatamente o pensamento para os meus baixinhos, mas ainda assim, não me sinto feliz. Dei umas "voltas" por alguns blogs amigos, a ver se me animava e dei outra vez com o blog da super mãe do Hiper-Herói Bernardo.

E fiquei a pensar na relatividade das coisas e em como somos tão egoístas por vezes.
O Bernardo venceu um bicho muito mau chamando leucemia. Felizmente.

Eu tinha uma Princesa, com 16 anos, que desde Outubro passado está lá em Cima, a tomar conta de nós, porque o bicho, nela, venceu. Não sendo mãe desta Princesa - que era um misto de sobrinha, filha e amiga, estive muito envolvida em todo aquele processo, e nem sequer imagino a dor que a minha irmã, que é outra mãe-coragem, está ainda a passar, porque perder um filho é uma amputação do mais violento que podem imaginar - tenho umas saudades imensas dela, mas são umas saudades surdas, causam uma dor sem fim, estúpida, sem consolo.

E hoje, apesar do sol lá fora, não estou feliz. A perda da minha Princesa - ou melhor, do nosso Anjo - teve alguns efeitos em mim, que ainda não digeri bem.
Entre eles, tive logo a percepção de que o tempo que por cá passamos tem de ser muito bem aproveitado, não podemos desperdiçar a dádiva diária de acordar vivo para ter atitudes mesquinhas, temos que evoluir, temos de crescer. E apreciar a dádiva que é acordar e ter os meus baixinhos saudáveis, ali, seguros junto a mim.

Depois, não passa dia nenhum sem que diga aos que amo que gosto deles - directa ou indirectamente. Sou tanto mãe galinha como filha galinha, pois faço o "controle diário" ao meu pessoal.

Mas, apesar de todos os ensinamentos que esta perda significou, egoisticamente, ainda fico irritada com certas coisas que já deviam ter outro lugar na pirâmide dos assuntos importantes.

E hoje está difícil concentrar-me naquilo que realmente importa. Apesar de saber que, no meio de tudo, ainda sou abençoada com muitas coisas boas, apesar das águas que se adivinham agitadas.

Hoje é decididamente um dia de pouco sol cá dentro...

Doce Alentejo

Os meus baixinhos tiveram um domingo e peras!

Fomos ao Alentejo, a casa dos avós, que já estavam cheios de saudadinhas do jardim da avó Mariana, da hortinha do avô João.

O Tomás, sempre tão sensível, depois de ir logo ter com o Avô João à horta disse-lhe: “Avô, a tua horta é linda!”

A Rita, sempre tão exuberante, aproximou-se do muro que separa a casa dos avós da dos vizinhos e chamou-os comum “olá, bjinha! Olá xinhô!” estridente, para grande gáudio dos próprios e vaidade da Avó Mariana.

Almoçámos no páteo, já com cheiro a primavera e depois, uma surpresa: fomos à quinta do tio Inácio ver as cabrinhas e 3 cabritinhos que nasceram na semana passada. Adoraram!

A Rita, apesar de tudo, muito maternal, ficou muito embevecida a ver os cabritinhos a mamar.

O Tomás levantou vôo e fartou-se de correr (a quinta é enorme, enorme mesmo e a zona onde estão as cabrinhas é um descampado plano); para um garoto de 5 anos aquilo deve ser a imagem do infinito! Estar ali e não correr era imperdoável.

A Rita, passado que foi o momento da ternura, resolveu ir correr – dizia ela que ia “às comparas”. Mas como ela é uma menina muito decidida, nunca segue os trilhos que outros seguem, em vez de ir pelas veredas que já existiam, ia pelas ervas.
Afinal, ela lá sabia onde é que eram as "comparas"...

Deixei de ouvir o que os outros iam dizendo. Deixei-me ficar ali, a vê-los, a saborear a visão maravilhosa dos meus baixinhos a brincar, com personalidades tão diferentes… parecia que aquela quinta era uma metáfora do que há-de vir. Se Deus quiser…

O que eles correram brincaram, caíram nas ervas, fizeram desenhos no chão com paus, viram animais (cabritos, galinhas, pintainhos, coquitos), fingiram-se em mil reinos maravilhosos no mini-pinhal que o tio tem lá na quinta! À vinda, dormiram no carro, o sono dos justos!

O dia terminou na praia, isto é, uma mega banhoca, com uns valentes mergulhos que trouxeram a maré alta até ao corredor!

É preciso tão pouco para os maravilhar… por enquanto…

Visitas e ataques de nostalgia

Os primos Rute, Lucas e Vera foram visitar-nos no sábado.

Foi mesmo divertido, os miúdos estavam todos cheios de saudades uns dos outros!

A altura das refeições era engraçado - senti-me como a Branca de Neve: 4 para almoçar ( a Vera estava de dieta, comeu a sopa mais cedo e foi fazer ó-ó) ; isto significa fila para lavar as mãos, sem lavar cotovelos, fila para ir sentar, preparar 4 pratos, 4 copos de água e zelar para que as 4 alminhas comessem no espaço de meia hora, descacar 4 maçãs e novamente, 4 pares de mãos na casa de banho...

Isto é giro porque não são todos meus (he he) e porque os miudos têm aquela característica de, sem a presença das mães, são uns amores! ;º)

Mas tivémos um contratempo... a Vera, que está com uma gastroenterite viral, levou a chupeta. A minha Rita, que deixou a dela há coisa de 1 ano, por causa do zoster (um vírus da estirpe do herpes) teve um ataque de nostalgia – fui dar com ela no sofá, a chuchar freneticamente na chupeta da Vera…

Claro que ontem à noite já tínhamos o resultado das nostalgias – um ligeiro desarranjo intestinal (espero que seja mesmo só ligeiro)!

Já ataquei com ultra-levure e pedi dieta na escola. Estou a torcer os dedos… a ver se não há mais nada!...

Até à próxima, primos!

Amor a dobrar

Li um post no blog "Vida de Pais" acerca da questão de se ter um ou mais filhos. Ali, a autora dá a sua legítima opinião acerca do quão injusto é para um primeiro filho ver um “intruso” “roubar-lhe” a exclusividade do colo e das atenções.

Estou em completo desacordo. Como é que pode ser injusto ter mais um filho?!
Mas esta questão foi um assunto que me causou algumas noites de insónia, que passei a remoer, comigo mesma, pois quando o meu Tomás nasceu, parecia que o coração transbordava de felicidade e amor de uma forma tão imensa, que me parecia ser impossível sentir o mesmo por mais um filho. Enganava-me! Redondamente.

Foi uma gravidez normal, a do Tomás, de que tenho saudades. Tudo foi mágico – desde os enjoos às ecos, a compra do enxoval, a preparação do parto, a barriga, os pontapés, a música ainda na barriga. Tudo. Até o parto por cesariana porque perdi liquido amniótico e o batimento cardíaco do Tomás estava a diminuir a olhos vistos.

O Tomás nasceu prematuro, com um sopro cardíaco. As duas coisas juntas fizeram de mim uma mãe muitíssimo galinha. Com muito orgulho, devo dizer. Dizia-lhe que ele era o menino mais lindo do mundo. E ainda hoje lho digo, porque acho que ele é. Sem mais. Para mim, ele É o menino mais lindo do mundo. Hoje e sempre. Chamava-lhe o “passarinho da mãe”. E dizia-lhe que ele era especial.

Depois veio todo o maravilhoso mundo que é o desenvolvimento destes seres magníficos que são parte de nós. As primeiras gracinhas, as birrinhas, as primeiras palavras religiosamente escritos num diário (sim, ainda o fazia em papel...). Tudo inigualável sem dúvida.

Dois anos depois veio a notícia – estava grávida! Confesso que tive medo. Dois? Como fazer? Como é que nos íamos organizar’ E o dinheiro chegaria?
Depois veio a dúvida – como é que eu iria gerir o departamento dos afectos? Será que iria gostar deste “intruso”? E o meu passarinho?

Desejei que fosse um rapaz, para o Tomás ter um irmão, que fizesse pandilha com ele nas brincadeiras. Só que veio a ser uma Rita. Não foi uma notícia que tivéssemos acolhido com a alegria com que soubémos que íamos ter o Tomás. Mas "curti" a segunda gravidez (cada uma delas foi um estado que gostei de atravessar. Eu sou daquelas que achei super a barriga a crescer, os pontapés, o falar com eles, a intimidade daquela relação só a dois, enfim, tudo, tudo - até os partos - uma cesariana, para o Tomás, e um parto quase normal, para a Rita)

Quanto a esta falta de entusiasmo, culpei-me muito por isso e pedi desculpas à Rita a 1ª vez que a vi! Pedi-lhe desculpa e disse-lhe que era muto bem vinda. Porque a magia voltou a repetir-se. E porque é verdade.

Quando a vi, tão rosadinha, tão perfeitinha, apesar dos fórceps! Foi paixão à primeira vista. Se existe Deus, então fui abençoada com uma princesa, linda de morrer. E é a menina mais linda do mundo!

Não sinto que violentei o irmão mais velho com um intruso. Muito pelo contrário! Continuo a achar que eles são especiais! São as crianças mais lindas do mundo! Ele é especial só porque é o Tomás e ela só porque é a Rita! Simplesmente!

E o meu coração – apurei com satisfação – tem uma elasticidade ilimitada. Tenho cá amor para os dois, que chega e sobra, como se costuma dizer! Não consigo imaginar-me agora só com um filho! A atenção tem que ser repartida por dois, os mimos são a dividir por dois. As birras são a dobrar. A confusão é a dobrar (com a Rita é mais do que a dobrar!) Quando saio para as aulas na faculdade dói-me a dobrar porque tenhos que me separar deles todas as noites.

Mas tenho o coração quentinho! Tenho miminhos a dobrar! Tenho dois “baixinhos” que fazem disparates a dobrar e nos dão alegrias a dobrar.

Tenho sorte a dobrar!

Silogismo

Esta conversa ocorreu quando o Tomás tinha 3 anos.

Tomás: Mãe, os meninos que se portam bem têm chupa-chupa?
Eu: Têm.

Foi brincar e passada meia hora, voltou à carga:

Tomás: Mãe, eu porto-me bem?
Eu: Portas, querido, portas.

Outra meia hora, e o golpe final:

Tomás: Se eu me porto bem, posso ter um chupa-chupa, não é?
Eu(apanhada): queres de quais?

Este foi o 1.º de muitos silogismos que ele engendra para não ter um não redondo...

E se eu ...

O dvd avariou ontem à noite. A contestação foi enorme, porque a sessão era a Barbie - A Princesa e a Aldeã. A Rita, naturalmente, ficou desolada! Os vizinhos até cinco andares abaixo e acima devem ter ouvido o quão desolada ela ficou...
Eu também, porque o dvd é um electrodoméstico importantíssimo lá em casa.

O Tomás foi a correr chamar o pai, para ver se com cola ( :ºD ) aquilo ficava resolvido. (Tenho que fazer aqui um parêntesis para dizer que o Tomás resolve quase tudo com recurso à cola… )Desta vez a cola não deu, mas ele também não se deu por vencido:

Tomás: ó mãe, vai num instantinho ao supermercado e traz um dvd!
Eu: Querido, este mês já não pode ser, porque a mãe já não tem dinheiro que chegue.
Tomás: Não tens dinheiro? Não faz mal – falas com o senhor da loja, explicas-lhe que a Rita está triste e ele dá-te outro.

Simples. Como é que eu não me lembrei disto antes?

E se eu mandasse o Tomás ali à AUDI ou à VW falar com os senhores, para trocar de carrinho, que o meu já está cansadinho?

Puquê?

De manhã, só depois de tratar dos baixinhos é que me arranjo. Hoje, na parte final, tive a companhia da minha princesa, que estava particularmente interessada:

Rita: U táx a fajer?
Eu: a por creme na cara.
Rita: Puquê?
Eu: Para proteger a pele.
Rita: Puquê?
Eu: Para a cara não ter frio (resolvi dar esta resposta porque não me estava a apetecer aprofundar a questão do retinol …)
Rita: Extá bem!

Como o make-up continuasse, assim continuou o diálogo...

Rita: U táx a fajer agóa?
Eu: por sombra nos olhos.
Rita: Puquê?
Eu: para ficarem mais bonitos.
Rita: Puquê? (esta foi incisiva … :-) )
Eu: Porque assim eu gosto mais deles.
Rita: AH!

Finalmente, o rimmel:

Rita: U táx a fajer? U qué ixo?
Eu: Isto é rimmel e serve para pintar os olhos.
Rita: Puquê?
Eu: Porque assim eu gosto mais deles.
Rita: Ok, mãe! A Rita penxa…

Depois deste final de conversa em aberto, em que ela já sabe onde guardo as pinturas, é previsível que um dia destes haja rimmel e sombra nos armários brancos da casa de banho…é aguardar… :-)

Falta de Profissionalismo

Este post não é para contar mais uma das proezas dos meus piolhos. É um desabafo de mãe-condutora.

Hoje, à hora de almoço fui a casa; antes de chegar à minha rua existe uma rotunda; eu estava a sair dela e foi por muito pouco que não fui albalroada por um furgão ao serviço de um ATL?! Extraordinário, não é?!
E o senhor motorista, que teve de travar a fundo, pois devia estar a contar que eu parasse no meio da rotunda, com toda a certeza, jás que vinha a "abrir", ainda ficou muito enjoado porque eu fiquei a olhar para ele e disse que ia telefonar para o ATL.

A situação não é inédita, mas o que me deixou furiosa e atónita foi o facto de o senhor ser tão mal educado, tão pouco profissional e, pasme-se, transportar uma criança que deviar ter não mais de 6 anos, no banco da frente!? É a este tipo de condutores que os pais encarregam de transportar as suas crianças... Não está a transportar caixas de papel ou outra mercadoria...

Francamente...

Penxa, penxa, penxa...

Hoje de manhã a Rita disse uma frase inteirinha em português (isto é importante, porque a Rita fala muito bem "ritês" e anda um bocadinho atrasada na língua pátria...).

Foi assim:
"Penxa, penxa, penxa...Mããããeeeeeee, Rita penxa gota minha pai e minha mãmã".

Para quem possa ler isto, aí desse lado, isto não tem interesse nenhum, mas para mim, é um marco importante. Foi uma frase importante, carregadinha de amor.

Gosto muito de ti, minha Ritinha!

É Oficial!

É oficial. O Tomás já namora à séria.
Sim, "porque a Filipa empestou-me o elefante dela e eu emprestei-lhe o ninossauro".

Querem mais oficial do que isto?

Já tomam conta de mim! ...

Tanto eu como o Luís tiramos, de quando em vez, uma noitinha para ir jantar com amigos, sem levar o resto do pessoal. É o jantar de folga.
Ontem foi a minha vez e eles lá ficaram com o papá.

Cheguei tarde, por volta das 4 da manhã e portanto, hoje às 8 custou-me ter a malta toda na minha cama a ver o canal Disney.

Ficámos todos na ronha e eu e o Luis acabámos mesmo por adormecer outra vez, para dormir aquele bocadinho que faltava, sabem como é, verdade?

Só senti o Tomás a dizer, lá longe "a mãe está a dormir, anda Rita vamos brincar!".
Senti-o a fazer-me uma festinha, tapar-me e desligar a televisão.

Brincaram até às 10 horas, sem nos acordarem e sem fazerem asneiras! Sem manifestações reivindicativas de pequeno almoço... coitadinhos!

Obrigado, meus piolhitos. Já tomam conta da mãe!

Para a Avó Mariana e o Avô João

A Avó Mariana e o Avô João não têm e-mail. Mas não faz mal. Queria que toda a gente soubesse que eles são os super avós do Tomás e da Rita.

São os meus pais e os meus anjos da retaguarda.

Sempre que o Tomás e a Rita estão doentes, é a Avó Mariana que faz de enfermeira, com uma paciência e uma entrega admiráveis.

Sempre que preciso de um tempo de recato para estudar, é a Avó Mariana e o Avô João que estendem a mão, tantas vezes em deterimento dos planos pessoais.

Foi a Avó Mariana que ficou com o Tomás até aos dois anos, e só não o fez com a Rita porque abdicou dos tratamentos ao reumático para tratar do neto e piorou. Mas sempre que pode, a miudagem falta ao infantário para ficar no porto seguro que é a casa da Avó.

Já para não falar dos verões no Alentejo, passados a tomar conta das suas quatro flores (agora infelizmente reduzidas a três).


Obrigada, Mãe.

E para que saibas, quando crescer, quero ser uma Avó como tu!


Existem mais pessoas que estão sempre presentes (olá Tia Ana da Rute, do Lucas e da Vera, olá Tia Ana da Joana e da Inês, olá Tia Teresa, olá prima Carla). Sem todos vós, eu já tinha tido dezenas de ataques de nervos!! Mais do que aqueles que já tenho!!

Oléo... de beleza

Uma das melhores da Rita foi a do óleo...

Um dia decidi fazer um bolo e, como quase toda a gente faz, no forno é o sítio onde guardo a sertã. Daquela vez até tinha óleo ainda bom para uma nova utilização. Retirei a sertã do forno e coloquei-a em cima da bancada da cozinha. Pus o bolo no forno e fui à minha vidinha.

O Tomás estava a brincar, na boa, calminho. Durante um tempo, não estranhámos o sossego, mas as coisas começaram a estar calmas demais...

O meu marido foi ver o porquê de tanta calmaria e flagrou a Rita: a pestinha subiu por uma cadeira da cozinha e descobriu a sertã, cheia de óleo, ali mesmo a pedi-las!

Claro que ela não se fez rogada e aproveitou. Esta então a D. Rita lavando a cara - leia-se, cara, cabelo, roupa, bancada, cadeira, etc ,etc - feliz e contente. Ficou catatónica quando viu o pai, que, atendendo ao cenário caótico, ficou na mesma.

Tive de sair da cozinha por 1 minutito para me rir e tentar por uma cára muito séria, absolutamente sem sucesso nenhum, como é natural!

Não lhe pude dar banho porque estava a fazer a digestão e estava quase na hora de ir para a cama, de maneira que a limpei o melhor que pude e no dia seguinte lá foi para a escola, ainda com um "agradável" cheiro a fritos e a parecer o boneco da Maria Rueff, o taxista Zé Manel!

Mas esta nem é das piores! A imaginação desta miúda não tem limites...

A Namorada do Tomás

Hoje de manhã, na garagem:

Tomás: Ó mãe, a minha amiga Filipa gosta da Rita. Faz-lhe festinhas e dá-lhe beijinhos.
Eu: ai sim? A Filipa não é a tua namorada?
T: É, pois é. Ela é mais velha que os meninos todos. Só que eu sou mais baixo que ela...
Eu: Mas isso não é importante, pois não?
T: É claro que não, porque ela gosta de mim!

Discreto, mas seguro!

Outros Sustos

Li o post da Ana acerca dos sustos que apanhamos às vezes.

Para além destes, eu já passei por outros bem jeitosos.

Durante um passeio a Coimbra, ao Portugal dos Pequenitos, o Tomás, que normalmente não sai junto de nós, é muito atinadito, pura e simplesmente raspou-se! Como estávamos numa pausa e devia haver alguma coisa que lhe deve ter despertado a atenção, sua excelência foi dar uma curva sem dizer nada a ninguém!

Isto passou-se numa fracção de segundos. Parei de respirar.Deixei de sentir o chão. Deixei de me sentir. Não via mais ninguém. Naqueles 5 minutos de aflição, revi cada minuto da sua breve existência. É muito lugar-comum, mas é autêntico.

Felizmente, um casal de turistas viu o nosso ar de desespero e disse que tiinha visto um menino muito engraçado, de panamá caqui a entrar num pavilhão. Tudo acabou bem. Fiquei tão trémula que só lhe pedi que nunca mais saísse de junto de nós assim.

É nestas alturas que damos conta que depois deles virem a nossa vida transforma-se.
Para muito melhor.
Mas passamos por cada sobressalto!

Como arruinar a imagem dos pais num fósforo

O Tomás e a Rita ficaram quase todo o mês de Fevereiro com os avós maternos, para eu poder preparar os exames com mais calma.

Ele é muito observador. E já apanhou algumas diferenças significativas nas rotinas de casa e nas de casa dos avós. Uma deles tem a ver com o manuseio de notas. Lá em casa não temos o hábito de trazer muito dinheiro na carteira porque é quase tudo pago por meios electrónicos. Por outro lado, o L. costuma deixar cair as moedas que tem por hábito colocar nos bolsos das calças e eu reclamo.

Por essa razão, deve ter ficado muito admirado de ter visto a avó com 5 ou 6 notas de 20 €, o que para ele deve ser uma fortuna, e, vai daí, reproduzo a seguinte conversa:

Tomás: Ó Avó, tu sabes que a minha mãe nunca tem dinheiro, coitadinha?
Avó: Ai não?!
Tomás: Pois não, vê lá tu! E o pai, quando tem, perde-o todo! Mas olha, não lhe digas que eu te contei isto, eles podem não gostar, sim?


É assim, num fósforo e fica-se logo pela rua da amargura...

Ufa!

Ufa, finalmente na blogoesfera!! (Obrigado Ana!!)

E pronto!

Já cá estou, para partilhar convosco as aventuras e desventuras do Reino da Confusão, isto é as minhas, que trabalho e estudo, e tenho dois filhotes maravilhosos, as do L. pai, que toma conta deles todas as noites para eu poder ir às aulas e, finalmente, as aventuras dos monarcas deste Reino - D. Tomás, o Doce e Dª Rita, a Despachada!

Não garanto que tenha oportunidade para aqui vir contar coisas e pedir opiniões todos os dias, porque cada um deles só tem 24 horas... :º)

NAVES ESPACIAIS E PAUSAS

No Verão passado, num fim de semana no Alentejo, o Tomás estava a brincar com a Joana ( a minha sobrinha que tem 13 anos); andavam a brincar às naves espaciais.

A Joana entretanto ficou cansada e sentou-se a descansar; O Tomás, que estava numa aceleração daquelas, virou-se para a prima, diz-lhe o seguinte:

Tomás: Joana, anda correr, vamos brincar mais às naves espaciais!!

Joana: Ok, estou só a fazer uma pausa...

Tomás: Boa!! Eu sou a nave espacial e tu és a PAUSA!

E levantou vôo e foi para outra galáxia ali ao lado!...