2006 à Vista!...

Entra, caro Ano Novo, entra, não tenhas receio! Entra, que temos pressa que chegues!
Corre, que trazes contigo folhas novas para escrever histórias que já não queremos velhas!
Entra, Ano Novo, entra! Entra e serve-te de um pouco de Paz, de Amor, de Compreensão!
Chega-te cá, que trazes o teu manto verde de Esperança! Chega-te cá!
Não receies, Ano Novo, que nesta casa ninguém te quer mal!
Vá, despacha-te, que temos vontade de arregaçar as mangas e começar do zero, outra vez! Preparar-te-emos uma festa, comeremos as passas em tua honra e brindaremos à meia-noite pela tua chegada, desejando a todos Saúde, Amor e Paz!

...2006 à Vista!

Ainda assim...


...Um Feliz Natal a todos!

Querido Pai Natal:

Eu gostava de acreditar que tu existes, que não és um mito que se desvaneceu aí pelos sete/oito anos. Porque assim tu deixavas as prendas lá para casa, já embrulhadinhas e com uns laçarotes catitas eu era só levá-las aos destinatários e não tinha de andar na guerrilha urbana das compras.
Porque se tu fosses verdadeiro, eu não tinha de me preocupar com lanches e festas e almoços e outras merdas que tais, organizadas por gente que anda o meio ano de costas voltadas para nós e a outra metade a tentar lixar-nos, num baile de cinismo e prepotência, e nas quais nem apetece por os pés.
Porque se tu fosses verdadeiro, não havia gente má, gente mal educada, só havia gente civilizada, que diria "bom dia" quando se cruza contigo, que te abre um sorriso, que te apanha a chave que cai no chão e te abre a porta para tu passares.
Porque se tu fosses verdadeiro, talvez ajudasses esta gente toda a entender que o verdadeiro espírito de Natal não é o mercantilismo...
----
Eu sei que isto não é coerente com um post ali para baixo, acerca da árvore de natal e do espírito natalício que supostamente está lá por causa, mas, há dias em que simplesmente não dá!...

Não quero!

Foi logo o que ele me disse pela manhã. Evitei dar seguimento ao protesto e fazer seguir...
A saída não foi pacífica, porque ainda não tinha acabdo o episódio dos desenhos-animados-que-são-de-miúdas-mas-que-ele-faz-o-imenso-favor-de-ver-e-até-gosta-mais-ou-menos-mas-não digas-aos-meus-colegas, e, por conseguinte, tivémos um valente amuo até ao centro hípico. A Rita foi a primeira a ter a lição, com honras de escolher o pónei e tudo. Ele ficou o tempo todo com trombas até ao umbigo, e nem as investidas do professor resultaram.

Perguntei-lhe baixinho porque razão não queria ele ter a aula de equitação. "Ó mãe, já estou farto!"... Enfim, tentei fazer-lhe ver que aprender a andar a cavalo era giro, e que para andar nos cavalos maiores tinha que saber montar bem...Encolheu os ombros e não houve mais nada a dizer...também não me apetecia obrigá-lo a fazer algo que supostamente serve para lhe dar prazer...

Mas ele percebeu que tinha que se justificar decentemente. Andou a tarde toda a remoer no assunto (julgo eu), porque ao final do dia, veio ter comigo e disse-me "Ó mãe, se eu nem quero ser cowboy quando for grande e tu já tens carro, não vale a pena ir aos cavalos!"...

Bem, é um ponto de vista, certo?...

Curtas

Ela acorda sempre bem disposta.
E com a feminilidade sempre ON: "Ah, mãe, bom dia! Sou tão óptima!"

A ver se faço o mesmo. É difícil.
Hoje foi impossível - assim que me olhei no espelho, ao acordar, tive sérias dúvidas sobre se seria eu mesma ou algum monstro de um filme Série B...


Depois das peripécias com os almoços (eu conto depois), para me deixar traquila, o relatório integral do almoço foi:
Ele: "Mãe, eu hoje comi tudo, tudinho!"
Eu: "Boa! Assim é que é! E o que foi o almoço?"
Ele: "Olha, era carne com arroz e sopa."
Eu: "Sopa de quê?" [querem ver a mania de complicar no que dá?]
Ele: "Olha, era uma sopa que era de sopa de nada, de cor amarela! E era boa!"

Para a próxima devo contentar-me em certificar-me que comem e pronto!