Outra vez?!...

Semana deles no pai, véspera do espectáculo do ATL no Auditório da Igreja (o grande evento, portanto...).
Telefono a saber deles, se está tudo bem e antes que o pai mos passe ao telefone, avisa-me que o pirata atacou de novo... pois, voltou a cortar o cabelo à irmã... desta vez cortou uma melena de franja de lado... vá lá que não é ao meio... E saber de quem foi a ideia? não se consegue... versões contraditórias... e não vai lá nem com acariações... a co-autoria no delito é pública e notória!
Continuo sem saber de que mente brilhante é que nasceu a ideia...
Palavras para quê?...

... ups...

A duas semanas do Natal:


Ela: Eu não gosto nada das prendas que me têm dado!
Avó: Ai não?! Então porquê, minha querida?
Ela: Não têm graça absolutamente nenhuma!!
(silêncio)
Ela: ... bem, é melhor estar caladinha, não é?...

Counting down!!!

Aí vêm eles!!
Aí vêm eles!!
Aí vêm eles!!
Aí vêm eles!! ... E já não estudo mais esta semana, hehehehehehehe!

:)

Vida Nova

Vida nova, escola nova. Ele anda radiante. Gosta de ter aulas de música e de ginástica. Gosta do grupo, apesar de se ressentir do diminuto número de criança na escola. Afinal, melhor que nós eles habitaum-se às situações e, apesar de ser muito confusa, ele até se desenrascava na escola antiga.

Ela, que no início estava entusiamadíssima com a ida do irmão para junto dela, agora não está lá muito contente... Ele acha-se o protector e orientador dela, coisa que não lhe agrada... Confidenciou-me uma noite destas "ele é chato!"... Transmitiu a mesma ideia ao padrasto...

Acho que vou ter de tomar aqui umas medidas...

Esta maltinha nunca está satisfeita, gente!

:)

A mudança do Tomás

“Queres conhecer alguém fantástico?” - Foi desta forma que ela apresentou o irmão às colegas neste primeiro dia na escola nova, onde anda a irmã, para onde o transferi. E, naquele instante, senti-me confortada pelo facto de os ter tido com tão pouco tempo de intervalo. Sei que ela vai tratar de o ambientar e ele, por sua vez, vai ajudá-la a assentar um bocadinho, que rapariga mais cabeça no ar nunca vi!

E logo ali se juntou um grupo de caras sorridentes a cumprimentá-lo à sua chegada. Foi muito bem recebido!

Não foi, mais uma vez, uma opção fácil, esta da mudança de escola.

Porque se é verdade que a escola onde ele estava padecia, este ano, de grandes dificuldades por causa da sobrelotação (estamos a falar de um estabelecimento de ensino projectado para 150 crianças e que aloja mais de 400…), por causa da falta de professores e infra-estruturas adequadas para cumprir o horário regulamentar, impossibilitadas de cumprir os prolongamentos (que vão obrigar a uma solução de recurso sofrível…), se é verdade que na turma dele, uma turma do 3º ano, foi colocada uma menina de 13 anos que veio de Àfrica e não sabe ler nem escrever, o que, como é fácil de ver, absorve grande parte da atenção da professora em deterimento do resto dos meninos, se isso tudo é verdade, é, porém também verdade que a professora é óptima. Com as condições que lhe dão – e são pouquíssimas – fez um óptimo trabalho. E depois, há a questão dos amiguinhos dele. Vai ter saudades deles… outro corte... mas ficamos com os telemóveis... há sempre a possibilidade de os juntar uma ou outra vez...

Mas esta escola nova onde o coloquei tem muitas vantagens. Vai estar com a irmã, e, desde logo, há ali um elemento importante que torna a escola menos impessoal; há uma âncora. E vale para ela também. Depois, trata-se de uma escola onde há um grupo pequeno de crianças, o que faz com todos se conheçam e onde existe um espírito de grupo muito arreigado. E sabe bem entrar num espaço onde os meninos todos nos dizem "Bom dia, mãe da Rita!!".

Como tem condições muito boas, cada turma tem a sua sala de aulas e eles não precisam de andar carregados com a trouxa às costas. Já não tem de carregar os 4 livros e caderno. Tudo fica na escola. Nós podemos consultar quando quisermos, é só pedir à professora. Tem o horário completo e prolongamento, com as disciplinas de melhoramento curricular, como se chamam; são elas o inglês, a música, a educação física, expressão plástica e apoio ao estudo.

Como são poucos em sala (15) e, por acaso (ou por causa da professora :p ), até são calminhos, estão mais avançados na matéria, mas isso não seráproblema.

Depois, geograficamente, fica num local aprazível (desconhecia que aqui houvessem recantos como aquele… nem parece estarmos a 15 km de Lisboa…). Aliás, tudo aquilo, o espaço, a organização, as pessoas parece um estabelecimento de ensino privado. Mas melhor – porque faz parte do ensino público!

Para mim, evita que ande a saltar de escola em escola de manhã, quando todo o tempo é pouco e as filas são demais.

Falei com ele há pouco e estava satisfeito. Está contente por não ter trabalhos de casa, pois fazem-nos todos na escola.

Sei que vai sentir saudades. É mais uma mudança. Mas, novamente, para melhor!
Este ano, a rentrée escolar foi algo complicada. Nada foi como planeado. O Tomás ficou na mesma escola, com a mesma turminha e com a mesma professora. O ano começou calmo, mas com algumas novidades. Algures num futuro que nos foi dito ser próximo (mas que eu desconfio ser aferido numa outra escala temporal...), o seu horário vai mudar, vai passar a ter prolongamento até às 15 horas e, no ano que vem, muda de instalações. Esta mudança não me agrada, pois vai passar a estar num edifício frequentado por crianças do 2º ciclo do básico... Asseguraram-nos que vão constuir uma divisória no recinto, mas, desconfio sempre destas soluções... não sei porquê...
Não estou tranquila, mas há-de ser um problema a colocar-se no ano que vem. Só não o mudo já de escola, porque ele é muito reservado, é-lhe muito difícil fazer amizades, pois é o tipo de criança que detesta confusões e brigas, o que é facilmente confundido com ser-se "menino da mamã"...

Quanto a ela... pois só amanhã (informação ainda não confirmada) é que se prevê que as aulas se iniciem. Tem andado numa agitação, sem ter professora. Foi uma pena as coisas não terem corrido bem... avalio pela minha filha o entusiamo com que aquelas crianças aguardavam o início da sua nova vida. Fiquei com uma Rita triste quando soube que ainda não tinha professora...Ontem, ao dar-lhe a notícia, ficou em êxtase!
Vamos ver. Tudo indica que amanhã será a estreia da minha princesa!

Uma notinha: aparentemente, houve um erro na aplicação que faz a colocação dos professores logo no primeiro concurso, erro esse que voltou a acontecer mais 2 vezes, (portanto, na aplicação que nós, contribuintes pagamos, e que nos deve custar rios de dinheiro, tal como a sua manutenção e correcção de erros...) e só agora foi remediado; isto deixa-me sempre lugar a tecer considerações acerca da forma como estas coisas se processam... para mim, cá de fora, faz-me sempre uma impressão porque raio estas coisas não se resolvem ANTES do início do ano escolar... afinal, foram para aí umas 12 ou 13 semanas de férias... mas isto sou eu com os nervos... de certeza...

As pedras

Sábado. Sol firme e céu azul. Temperatura a condizer.

Saímos para passar um dia na praia com o ritmo e o material próprio de quem não tem crianças. Bastam as toalhas, o protector solar e nós.


Chega-se à praia, estendem-se as toalhas e vai-se à água.

Passeios praia acima e praia abaixo, conversa-se disto e daquilo, com a leveza de quem não tem cabeças a contar a cada 2 minutos. Comer?... qualquer coisa ali na esplanada ao lado...


Mas, às tantas, as saudades bateram forte.

Ele: "O Tomás havia de gostar de tomar aqui banho... quase não há ondulação. Está mesmo como ele gosta!"
Eu: "É verdade!... E a Rita também ia gostar... e já viste as pedras giras que há? ela havia de adorar!"

E pronto.

Foi assim que passámos o resto do fim de semana na praia, à cata de pedras e conchinhas, que levámos para casa... como se tivessem sido eles a levá-las...

Update - Léxico Agosto 2007

Firorífico = frigorífico

Cristório = escritório

Rita dixit!

:))

Areia

Tenho saudades deles. Dos risos que não páram até cairem de sono na cama. De sermos acordados à sete. Do cheiro deles. Dos risinhos dela. Dos amuos dele.
E da areia da praia nos pés...

Late Night Calls

Uma da manhã. O telemóvel toca. Ao longe... De início, o toque nem parece real. Mas a melodia não deixa mergem de dúvida... é o pai deles que chama...
Susto... não é normal uma chamada àquela hora...
Atendo a medo...

"Sim??...", pergunto.

"Olá. Estavas a dormir? É que só agora montámos a tenda e eles queriam dar-te as boas noites..." respondem-me do lado de lá.

"Claro!! Passa-os aí...!!", respondo já refeita do susto e de voz composta.

"Estou? Mãe?", diz ela na sua vozinha tão de menininha e que me derrete, "... estou cansada mas tive saudades tuas... sabes?, estou a acampar e agora vou dormir!" Mal tenho tempo para lhe dizer que gosto dela e mandar-lhe um beijo enorme e um xi-coração...

Depois ele. Calmo, sempre pausado "Olá Mãe!"

"Estás bom, meu princípe?"

"Estou. Vamo-nos deitar, mas eu não vou dormir. Vou fazer noitada. Vou ficar a ouvir coisas aqui na tenda! E tu, tens andado a trabalhar? (...) Olha, boa noites e sonha de cor de rosa. Gosto de ti, muito!"


---

Foi tarde. Assustei-me. Gostei. Encheu-me o coração no buraco das saudades!

Férias 2007 - #1

E cá estou eu de volta!
É verdade... depois de 3 semanas de férias, cá estou eu de volta para mais um ciclo de trabalho até ao verão que vem... enfim, ainda há aí um par de dias e tal...
Pois correu tudo bem. Foi com muita expectativa que parti de férias, com esta nova família, a saber, eu, os baixinhos, o "madrasto" (sic Rita), e a gata! Cinco alminhas por três semanas! Olarecas!!
E o balanço final foi muito bom, muito bom mesmo!
Eles adoraram a casa nova dos "avós", com piscina e tudo, adoraram o facto de terem podido ter levado a Gata Missy com eles, de terem lá um cantinho só com as coisas deles, enfim, gostaram e foram-se embora de férias com o pai com boas recordações destas férias. E isso é que interessa!
A adaptação a uma rotina, nesta nova composição familiar foi muito boa e o "madrasto" portou-se mais que à altura!
Depois, o facto de ser numa casa nova, com tudo novo é sempre excitante para os miúdos... Nem que seja só uma lâmpada nova, não deixa de ser um "happening" e peras!
Aliás, a Rita, ao entrar em casa, ficou maravilhada e comentou comigo "Mãe, esta casa é fabulosa" Uma arrumadela e uma boa limpeza e fica como nova!" (Nota: a casa é mesmo nova, estava limpa e vazia!! Mas isso são detalhes...)
Pena foi termos saído de Lisboa com tanta pressa que nos esquecemos de levar a máquina fotográfica... lá se perdeu o registo das nossas primeiras férias e das fabulosas construções de areia do Tomás, das "bombas" na piscina da Rita, das brincadeiras à beira de água na praia e de tantas outras traquinices!
Não fora os telemóveis e não haveria absolutamente registo nenhum!
Mas não me esqueci de anotar algumas frases e observações deles:
Do Tomás:
"Eu cá vou-me molhar até ao pescoço quando tiver 8 anos; até ao nariz quando tiver 9 e a cabeça aos 10!"
Da Rita:
"Eu só vou comer alho aos 10 anos"
"As ondas molharam-me toda... não têm respeito nenhum!!"
Há mais, mas hoje não touxe o bloco de apontamentos... a pessoa vai para a idade e se não for com auxilio das notinhas... :º)
Amanhã continuo a crónica das férias 2007!

Saudades

Tenho saudades dos gritos e dos risos, das discussões e amuos, dos olhos e do cheiro. E dos beijos... dos beijos!!

Mas sabê-los nos avós, a receberem doses industriais de mimos, conforta-me!

E as férias vêm já aí...



:)

Prognóstico...

Já com ela, antevejo uma imaginação fértil nas redacções.
Pelo menos a avaliar pela forma como conta histórias... Já cheguei a deitar-me na cama, começar a ouvir a história que ela tinha para nos contar, adormecer, acordar uma hora depois (não, não estou mesmo a inflaccionar!!), e ela continuar com os seus "e dapois"!!

... se for na escrita como é na oralidade... :p

Avaliação

Este ano foi o pai quem foi à reunião de pais.
Boas notas a matemática e um extraordinário avanço na leitura.
A trabalhar: as redacções. Justificação: é muito sintético.

Exemplo:

"Redacção: As Árvores
As árvores são nossas amigas porque dão ar puro e fazem sombra."

Justifica-se!

:)

Rapidinha...

Tratar de assuntos à hora de almoço, em locais próximos da escola deles, é sempre uma boa desculpa para uma dose de mimos concentrada!

Tem de ser em modo acelerado... o relógio de ponto não perdoa, mas as saudades também, não...!

Que se lixe a taça, que é como quem diz, o saldo!... Há lá saldo mais positivo que dois pares de olhos a sorrir e quatro braços esticados a pedir abraços!!!

O Brilho do Sim

"Não achas que a rotina é uma coisa maravilhosa?"... é espantoso como uma mesma frase, um mero arranjo lógico de vocábulos, pode ter um efeito tão díspar!
Tudo depende das circunstâncias, de facto!

Esta frase, primeiramente ouvida há quase 3 anos atrás, provocou-me, então, um calafrio que me percorreu a espinha e me tirou completamente o ar. Fiquei quase catatónica. E não pude senão responder um indignado, quase repugnado e rotumbante "não!!".

Hoje, noutras circunstâncias, veio-me a mesmíssima frase à cabeça, e, o que é incrível, é que a resposta não pode deixar de ser um doce e tranquilo "sim!"...

Sexta-feira, hoje era dia de os ir buscar à escola... a semana que agora entra ( as minhas semanas, desde há dois anos e quase meio a esta parte, começam e terminam às sextas-feiras ), é a minha... tenho-os de volta...

O caminho para casa é feito de músicas novas e anedotas e novidades da escola e do colégio e ai que não te calas que eu quero falar agora mas não pode ser que a minha coisa é mais importante que a tuas e já acabaste ou nunca te vais calar e é sempre assim sou sempre eu quem tem de se calar e ó mãe ouve lá esta... nem direito a vírgulas há, tal não é o leque de assuntos em agenda e tão curto o trajecto... Parece que há coisas destinadas a serem contadas só nos percursos feitos no carro...

É normal... chega-se a casa, pousam-se as mochilas, são os banhos e o jantar, mais tranquilos, é certo, mas tentando não arrastar a hora da refeição muito para diante...

Lembrei-me daquela frase... saiu do baú das recordações, que, por força de actos recentes, abri para deixar arejar um pouco o mofo que pode lá estar.

Mas hoje, no doce deitar dos anjos, na serenidade como tudo correu, na tranquilidade que estamos a ser capazes de lhes dar, nos beijos que lhes dei nas suas faces serenas e tão minhas, recuperei-a, restaurei-a e dei-lhe o brilho do "sim".

Rectórical Rita :p

#1

Eu (para ele): quantas vezes tenho de te dizer que te sentes direito à mesa?
(isto é nitidamente uma pergunta de rectórica, boa? :p )
Ela: Imensas.

#2
Eu (para ele): Quantas vezes já te disse eu que não mexas nos pés à hora da refeição?
(outra pergunta rectórica...)
Ela: Duas.




Eu aprendo. Um dia, eu aprendo!
:)

Ela...

É a graça personificada! Adoro vê-la a fazer os passitos do ballet em frente ao espelho, ou a pintar-se com um ar solene enquanto fica com uma cara mais "colorida" do que mandam as regras da maquillage, ou a experimentar roupas em frente ao espelho, ou a correr com os cabelos ao vento! É minha, é linda, é meiga, e é um amor!

Ele...

Por mais que o veja a saltar de cercas e de muros, com a destreza dos sete anos que já tem, por mais que oiça a falar à puto reguila com os amigos e os "primos" grandes, acompanhando-os no estar e fazer, por mais que ele já se recuse a receber mimos meus em público, à noite, quando dorme e o aconchego, não resisto a cheirá-lo e a chamar-lhe "passarinho da mãe"!

Ausências

Esta tão longa ausência, ainda que não careça de justificação, sempre merece (até para minha memória futura) de algum enquadramento.
Muito mudou. Tudo, aliás!

Desde que me iniciei nestas lides, a minha vida tem sido sinónimo de mudança. Algumas mais demoradas, outras mais repentinas. Umas difíceis, outras boas! Mas sempre muitas!
Mas estes registos, aqui, que são dedicados às duaz luzes da minha vida (agora há mais uma, mas não lhe farei o elogio e homenagem por aqui... ), não são a sede própria para tais suspirações!

Aqui é para os meus baixinhos, que estão bem, lindos e recomendam-se! São um par de miudos às direitas! Surpreendem-se sempre! As minhas mãos aqui hão-de verter as letrinhas do meu amor por eles! Com a regularidade que me merecem e que merece o amor que nos temos!

A época de exames em que me encontro agora limita-me nos ímpetos e no tempo.
Voltarei, mais regularmente.

Porque eles merecem que fiquemos com o nosso registo!

Até já!

Dia do Pai

Outro Dia do Pai.
Desta feita, integralmente passado com o Pai.
Como deve ser.

O que não devia ser foi a frase que escreveu ao Pai...
Doeu...

A Real Passagem de Ano

É verdade que a passagem de ano não deixava antever nada de especial. De resto, à parte chatices e aborrecimentos pessoas, também já me começa a aborrecer esta quase “obrigatoriedade” de nos tornarmos “party animals” na passagem do ano.

Bem, e lá estava eu, mais o meu par de jarras mai lindo!!!, os três a planear um final de ano em paz e sossego, muito caseiro e tal, quando recebemos um telefonema da “tia” Stela. “então, amiga, vens até cá?”, “não, fico em casa, que não estou muito animada e fazemos aqui um programinha os três…”, respondi.
“Ai isso é que não pode ser!! Tu desculpa, vens até cá, fazes favor!!”, replicou. E mais me disse “Ou vens tu até cá, ou vou eu até aí!! Sozinha é que não ficas!” – E como eu sei que ela tem um feitiozinho, que ó senhores ouvintes!!! , condescendi de imediato!!

“Boa, vens tu cá… não tenho é sítio onde vos sentar, a ti ao ao N. … e se fôssemos passar a meia noite na rua? Isso é que tinha piada… com a telha que tenho, sabia bem variar!”, respondi, sem saber que as palavras têm um poder imenso!!

É que variámo, e como variámos! Ela respondeu-me “’Bora até à praia?” E então, os meus desejos realizaram-se na íntegra!!


Os deuses e os astros conjugaram-se para nos proporcionar a mais fantástica das noites:

Para começar, apareceu-me em casa pelas onze e um quarto, com um aparato fantástico, que ia dos tuperwares com bolo, cacau quente para os miúdos, às garrafas de champanhe (sim, eram duas porque nós 3 bebemos imenso, como devem calcular!!), guardanapos e passas (e ainda reclamou porque se esqueceu de uma toalhita para nos sentarmos)… às onze e um quarto, repito… que é uma hora muito boa para se sair de Lisboa em direcção ao Tamariz (que também é um local que mais ninguém conhece, portanto…)

O N. também se tinha esquecido de levar o carro à bomba, de maneira que houve ainda que passar numa estação de serviço. Ora, 15 minutos a mais ou a menos na noite de passagem do ano, que é que isso interessa, hum?? Picuinhices…

Eu cá, de mim para mim, desconfiei que ia passar a meia-noite no carro (nota mental: passar a dar mais atenção a estes pressentimentos em 2007)... Pois é... Passei. Passámos. Aliás, foi um momento, onde ainda se instalou alguma dúvida, porque nenhum de nós usava relógio e os telemóveis tinham todos as horas diferentes. Tivémos de sintonizar o rádio numa estação estranhíssima, com um lucotor aos berros ... 7, ...6, ... 5, ...4, ...3, ...2, ... MEIA NOITE!!! 2007!!!

Mas foi lindo, porque estávamos completamente entalados num maravilhoso engarrafamento ao pé do Casino do Estoril. Que é um sítio bom para uma pessoa se entalar em filas, até porque o nível sócio-económico é médio-alto, alto, logo a qualidade dos insultos tem outro apport…

Ou seja, tudo bons augúrios: haveríamos de chegar à praia algures antes de Fevereiro…

O fogo de artifício, esse, foi maravilhoso – calculo eu, que só vi o fogo de artifício por um cantinho da janela, assim por entre duas vivendas.

Mas desconfio que o espectáculo pirotécnico tenha estado ao nível da Madeira, a avaliar pela quantidade de gente que vinha a pé a subir a rua – sem saída – por onde ela sugeriu ao pobre N que levasse o carro para estacionar… É, deve ter sido fantástico… ficámos aí uns bons 20 m minutos a ver se aquela gente toda saía dali…

Aqui um à partezinho: o nosso amigo N. estava um bocadito enervado porque entre o carro dele e os outros que o ladeavam nos passeios só havia, de cada lado para aí uns 45 cm… também não sei para quê tanto nervo… quer dizer, ninguém nos agrediu fisicamente e os impropérios tinham pinta (já expliquei porquê). Tá bem, eu entendo que ele se tenha enervado quando o homem da cadeira de rodas quis passar e riscou a pintura, mas, pronto, são coisas que se resolvem, certo?

Enfim, chegámos à praia, não comemos as passas, os putos borrifaram-se para o chocolate quente, só queriam ir tomar banho (?!), bebemos o champagne em copos de café, de modo que para tomar o equivalente a uma taça decente tive de beber 3 vezes.

Lá que foi diferente foi.
E gostei. Entrei o ano genuinamente bem disposta!

Esta Rainha e os seus dois Infantes agradecem à S. e ao N.