Filosofar


Nada como começar o ano lectivo com um livro que decerto proporcionará discussões interessantes com o meu par de infantes.
Vamos deixar de lado a "tecnologia" e discutir outros conceitos simples. Mas que hão-de proporcionar, decerto, boas conversas.


Preocupações... Constatações e outras coisas acabadas em "ões"...

Ao telemóvel, do Alentejo, em férias:

Rita: Mãe, estou preocupada com duas coisas...
Eu: sim?...
Rita: Sim... Mão, quando é que és advogada e quando é que te casas?

(Foi-se o efeito surpresa para os avós... paciência...)

--

Rita: Mãe...
Eu: sim?...
Rita: Sabes, a avó pôs-me de castigo...
Eu: Porquê??
Rita: Sabes, eu aqui fico um bocadinho maçadora...
Eu: Mas porquê?
Rita: Sabes, é que nesta casa não há praticamente tecnologia nenhuma...
E tu sabes que eu sou uma menina muito tecnológica...

--

Rita: Olha, estou aqui divertida!
Eu: Sim? Então o que estás a fazer?
Rita: Estou aqui a descascar uns feijões que a avó tem.
Olha, é para as mulheres, quando fizerem sexo com os namorados já podem por os feijões nas suas barrigas e ter filhos...

(As comunicações com o Tomás são sempre mais curtas; mais pragmático diz logo que está cheio de saudades minhas, relata as actividades do dia, manda um beijo e pergunta a quem passa o telemóvel... )

A estreia!!

Ora, hoje o menu no Reino's (tão chique!!) é:

Almoço:
Sopa de caldo verde
Lasagna de carne
Limonada
Gelado (ainda não feito na Bimby, só para acabar o stock)

Lanche - não se aplica porque vamos ter com amigos ao parque :)

Jantar:
Creme de alho françês
Pescada aromatizada com béchamel em ninho de puré
Sorvete de frutas

...

Como é que eu pude viver sem uma Bimby????

Bimbólica...

É verdade!
Comprei uma Bimby!
Até eu estou parva. Mas, lá está, as pessoas mudam!...

Ainda a Rita não tinha nascido, e andava eu, na minha agnóstica ignorância, a a pregoar aos ventos que NUNCA iria comprar uma boneca barbie à minha filha... o que, em abono da verdade, consegui. Não comprei uma, comprei várias!

Entretanto, há uns dois anos atrás, começaram a falar-me na tal Bimby... desconfiei...
E muito.
Relatos de uma máquina capaz de transformar o maior cepo culinário numa criatura capaz de oferecer acepipes dignos de restaurantes de primeiríssima água... hum... conversa fiada...

Mas dá-se o caso de ter uns miúdos para lá de exigentes com o que comem (saem, obviamente à mãezinha), e que não vergam... e de diversas pessoas me terem dado bons feedbacks da "geringonça"...

Ora eu, que DETESTO cozinhar, e só o faço porque tenho os miúdos, apesar de fazer com gosto, porque é para eles, é sempre penoso... ainda por cima, não sou muito organizada, cozinho à homem (pelo menos é o que a minha mãe diz, pois sujo praticamente a loiça toda para fazer uma refeição...) e sou limitadíssima na técnica - apesar de a minha biblioteca culinária ser fascinante (repare-se que existem cá em casa livros de receitas de cozinha japonesa!...)

Bom, sucede que na semana passada uma colega, que tem uma amiga que é demonstradora das Bimbys, me falou e me convenceu a ver uma demo daquilo.

Claro que desconfiei!
Quando a esmola é muita...

Mas não... o raio da coisa funciona bem, poupa imensa loiça, aproveita os restinhos de tudo e mais alguma coisa e faz com que "absolut nabas" como eu brilhem aos olhos de quem mais gostamos: os baixinhos!!

E foi assim que, após anos de mágoa materna, por esta minha aversão à cozinha, me decidi e me atirei à última maravilha do universo culinário!
Uma Bimby!
Sinto-me como se fosse o Capitão Kirk!

Aquilo parace a USS Enterprise!

Ah... Kitchen... the last frontier...